Jorge Boca, presidente do Crea-ES, compra 38 carros para 18 fiscais | Não foi a Farra do Boi, foi a farra dos carros

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38 carros para 18 fiscais

38 carros para 18 fiscais

Em 20 de agosto de 2025 o CREA-ES realizou mais um ato marcado pelo desperdício e irresponsabilidade administrativa, sob o comando do seu presidente, Jorge Luis Silva, conhecido como Jorge Boca.

Foi a entrega de 38 veículos zero quilômetro, oficialmente destinados à equipe de fiscalização e técnica, mas cuja distribuição levanta sérias suspeitas sobre uso indevido de recursos públicos e favorecimento político interno.

A ação foi apresentada como uma medida de modernização da frota e fortalecimento da fiscalização nos 78 municípios do Espírito Santo.

Muito carro para poucos fiscais

No entanto, os números não se sustentam frente à realidade administrativa do Conselho: são apenas 18 fiscais efetivos, conforme publicado na relação oficial de servidores de julho de 2025.

crea-carro-novo-e1757781259151.jpg 13 de setembro de 2025 71 KBOu seja, há um excedente de 20 veículos, cuja destinação real não foi justificada de forma transparente.

Esses veículos foram adquiridos por locação.

Os carros têm sido vistos sendo utilizados por gerentes, assessores, supervisores e cargos comissionados, muitos dos quais não exercem atividade de campo e não têm qualquer relação direta com a fiscalização, missão institucional do CREA.

A medida faz parte de uma gestão marcada por gastos elevados, decisões unilaterais e ausência de controle efetivo.

Isso se reflete no uso de veículos para fins pessoais, viagens sem critério técnico e apoio logístico a programas que, embora bem-intencionados, têm servido como vitrine política para a presidência.

Isto, sem mensuração de impacto real para a sociedade e para os profissionais que mantêm a autarquia com o pagamento de anuidades e ARTs.

A justificativa de que os veículos também serviriam a programas como Engenharia Pública, CREA Júnior, ou ações educacionais, não explica o número excessivo de carros, nem a ausência de um plano de uso detalhado, publicado e fiscalizado pelos órgãos de controle.

Essa nova “entrega de frota” se soma a outros episódios recentes de gestão temerária, como os pagamentos em atraso e juros acumulados superiores a R$ 140 mil em três meses, referentes ao prédio do Crea-ES.

Essa dívida, segundo uma fonte interna, é imposta a todos os profissionais do estado.

Relação de fiscais

A seguir, a relação dos 18 fiscais em exercício no CREA-ES, que, segundo a narrativa oficial, justificariam a nova frota:

  1. Adauto Pereira da Silva
  2. Aguinaldo Evane Gava
  3. Carlos Alberto Nunes Leão
  4. Fabiano Chiesa Chagas
  5. Fabiano da Silva
  6. Genésio Santos Gomes
  7. Gilmar Zorzanelli
  8. Jean Carlo Carrreiro
  9. Joana Bertolo Schirmer
  10. José Arilton Lima Júnior
  11. Marcelo Moura Coelho
  12. Matheus Pinto Ribeiro Oliveira
  13. Michelle Moulin Ribeiro Martins
  14. Paulo Renato Puppim
  15. Rodrigo Ferro Bernardo
  16. Saulo Ramos dos Santos
  17. Tatiana Xavier Baldow
  18. Welington Miranda Furtado Júnior

Profissionais filiados pagam a conta

A conta, como sempre, será paga pelos profissionais do sistema, que seguem arcando com anuidades, taxas e ARTs, enquanto o Conselho desvia de seu propósito institucional para atender a interesses internos e manter regalias de poucos.

Na relação de servidores efetivos e cargos comissionados de julho de 2025, publicados pelo CREA-ES, existe uma relação de 18 (dezoito) servidores na função de fiscal.

São treze nas inspetorias, além da sede na capital, Vitória/ES, que também faz parte da operação de fiscalização.

Ou seja, são 38 veículos para 18 fiscais, lembrando que não se trata de um veículo por fiscal. Logo, alguns veículos estarão à disposição da área operacional, em Vitória, na sede.

Mas o que espanta – e tem acontecido – é a quantidade de gerentes, superintendentes, assessores e supervisores com veículos disponibilizados para serviços que não são missão do Conselho.

“Farra do Boi”

É uma verdadeira “farra do boi”, com veículos sendo usados para fins pessoais, sem qualquer controle, e pior: sem resultados para quem verdadeiramente paga a conta – ou seja, os profissionais registrados, por meio das receitas das anuidades de profissionais e empresas, e das ARTs pagas pelas empresas e profissionais.

É o uso indiscriminado de veículos por verdadeiros “marajás”, a serviço do presidente do CREA.

Quem paga a conta não conhece e não sabe o descalabro que está ocorrendo. Uma gestão de gastos desnecessários, contraindo dívidas que todos pagarão, sem benefício algum.

Apenas um empréstimo para aquisição de parte do prédio da sede do CREA, com 120 parcelas (ou seja, dez anos para pagamento), já levanta dúvidas sobre a real necessidade, visto que os espaços adquiridos estão sendo utilizados por terceiros, e não pelo CREA.

Parcelas em atraso e juros abusivos

Em apenas três meses de inadimplência já foram pagos mais de R$ 140.000,00 só em juros.

Isso representa mais de R$ 140.000,00 por mês aos cofres do Conselho, comprometendo ainda mais as finanças.

Conforme publicado, são 38 (trinta e oito) novos veículos alugados para 18 fiscais.

“Logo, temos um excedente de 20 veículos, que certamente serão distribuídos para assessores “de nada”, supervisores “de nada”, usufruindo de todas as mordomias, com um avançado custo de combustível para o CREA-ES”, disse um profissional da engenharia.

38 carros para 18 fiscais

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
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