Perly Cipriano
Perly Cipriano, pesonagem de uma história vivida há mais de sessenta anos
DON OLEARI MEMÓRIA |
ARTIGO |
Revisado e atualizado. Reproduzido por ter saído com incorreções de edição.
Capa | Perly como candidato a governador em 1982, tendo Zezé Machado como vice e Rogério Medeiros como candidato a senador

ALEXANDRE CAETANO | Jornalista, professor, pesquisador
Perly Cipriano está fazendo seus 83 anos mais alguns dias.
“Eu olho, leio, olho, passo os olhos” e vai surgindo a história de um personagem qe viveu a dura história.
Ele representa atualmente aquilo que, na época da criação do PT, em 1980, nós referenciávamos em Apolônio de Carvalho, “seu” Pedro Corrêa e Gregório Bezerra..
É a memória viva do movimento operário, popular e da juventude no Espírito Santo há mais de 65 anos.

Eu olho uma edição do jornal Folha Capixaba de 1961.
Lá estão Perly e Zezinho Cipriano, seu primo, como diretores da recém-fundada Associação Capixaba dos Estudantes (ACE).
Leio a coluna Ramal 43, publicada pelo jornal A Gazeta numa edição de poucos dias antes do golpe de 1º de abril de 1964.

Está lá dito que Perly Cipriano seria o representante da União Espírito-Santense dos Estudantes (UESE) no Comício da Central do Brasil.
Olho uma edição do jornal do DCE da Ufes de 1967, apreendido pela Polícia Federal (PF) ainda na gráfica.
Vejo um artigo de Perly Cipriano. Olho uma edição do Jornal do Brasil, de julho de 1970.
Estava eu pesquisando um outro evento histórico que envolve a resistência armada contra a ditadura militar que aconteceu na mesma época, quando me deparei com essa notícia, publicada na página 10 da edição do dia 11 de julho de 1970 do Jornal do Brasil (JB), sobre a condenação de Perly Cipriano pela Justiça Militar da ditadura.
Olho exemplares de 1979 do jornal Posição e de outros veículos da imprensa nanica de oposição à ditadura.

Passo os olhos nos jornais de 1982 e vejo o ex-preso político como primeiro candidato a governador do Espírito Santo pelo PT.
Não há como escrever a história do movimento operário, popular e da juventude do Espírito Santo nas últimas décadas sem citar seu nome.

Assim, como dizia Paulo César Vinhas sobre sua trajetória, também aplicada a Perly: onde há luta, lá está ele.
Perly Cipriano merece a nossa reverência.
Um grande, forte e afetuoso abraço para esse querido amigo, companheiro e lutador.
Perly Cipriano
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