Agro brasileiro, jogo de xadrez para mestres: Agrônomo José Adilson de Oliveira – 2/1/2022

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Agro brasileiro, para mestres

jose adilson de oliveira

NEC = Nota do Editor Chefão, Don Oleari –

Ele fora convidado há um tempim. Aí, veio a pandemonia, o vírus voraz que melou tudo no planetinha. Finzim de 2021, naquela troca de cumprimentos e marcando prum vinhizim horinha dessa, acho que ele finalmente aquiesceu em participar do time de colaboradores do Portal Don  Oleari.

José Adilson de Oliveira domina plenamente seu ofício. É um conceituado pensador, como se pode comprovar por seu texto inaugural aqui. Nossa tchiurma festeja a chegada de José Adilson, que será bebemorada logo, logo, com um vinhizim já combinado (Don Oleari).

José Adilson de Oliveira é Engenheiro Agrônomo

O desempenho extraordinário do Agro brasileiro seja ele de base empresarial ou familiar, nas últimas quatro décadas é incontestável. Os números são muito robustos, seja nas culturas, na produção de fibras, biocombustíveis, pecuária de corte e de leite, produção de frangos e ovos, madeira, na redução do custo da cesta básica, entre outros.

A contribuição do Agro para a preservação do meio ambiente graças à tecnologia, não encontra nenhum comparativo no mundo.

Somente na produção de grãos, comparando 2020 com 1980, foram poupados mais de 137 milhões de hectares de área natural, o que equivale a quase 40% da área total das 5 milhões de propriedades rurais do Brasil.

São façanhas que mereciam ser reconhecidas e aplaudidas, mas a sociedade não consegue perceber o real papel do Agro em prol da melhoria da qualidade de vida de todos.

Tal fato é agravado pela reverberação das mensagens originadas dos pseudo ambientalistas ou dos concorrentes mundo afora, em especial o bloco de países que não fez e não faz o que prega e ainda gasta algo como um bilhão de dólares por dia para subsidiar seus produtores rurais e mantê-los no campo. O sentimento natural é de indignação e revolta com a ingratidão de todos para com essa indústria a céu aberto, que tem salvado o país da bancarrota.

Porém, é preciso profissionalismo nas atitudes, pois se trata de um jogo de xadrez para mestres. As lideranças nacionais já perceberam e afirmam que o futuro do Agro se apóia em três pilares – inovação, sustentabilidade e comunicação. Inovação significa ciência e tecnologia, melhoria no ensino, na pesquisa, assistência técnica e extensão rural.

Sustentabilidade, apesar de ser um conceito amplo e genérico, se consagrou no meio ambientalista e o Brasil tem dados consistentes para provar ao mundo que faz isso bem.

agro1-1.jpgOs dados de Evaristo de Miranda, pesquisador da Embrapa, confirmados pela NASA, mostram que a agricultura ocupa apenas 7,8% do território, as florestas plantadas 1,2%, a pecuária tecnificada 13,2%, a pecuária natural 8,0%, totalizando 30,2% do território brasileiro. As cidades e a infraestrutura, 3,5%.

Portanto, 66,3% do país são cobertos por vegetação natural. Além disso, é preciso registrar que 20,5% das áreas preservadas estão nas propriedades rurais pelas Áreas de Preservação Permanente – APPs e de Reserva Legal – RL, mantidas pelos produtores rurais, sem remuneração da sociedade brasileira e mundial.

Como se vê, o país tem argumentos e competência para o jogo de xadrez. O maior desafio é o terceiro pilar: Comunicação, que deve ser profissional e adequada.

O estado do Espírito Santo precisa seguir o mesmo caminho e as lideranças representativas devem se conscientizar de que o mundo atual é de projetos coletivos e de união de propósitos. Governo, Entidades representativas e seus stakeholders (partes interessadas), devem lutar juntos para a conquista do reconhecimento do público urbano sobre o importante papel do Agro.

O mundo precisa do Agro brasileiro para alimentar, de maneira sustentável, os atuais 7,7 bilhões de habitantes, mais um bilhão de pessoas que chegarão na próxima década. Porém, os compradores vêm alertando que somente comprarão os produtos que forem produzidos atendendo às suas especificações e exigências, como historicamente aconteceu com os demais produtos do comércio em geral.

É hora de se dinamizar o FOAGRO (Fórum de Entidades Representativas do Agro Capixaba), para combater as mazelas do Agro, como por exemplo: reforma tributária, insegurança pública, juros altos e as falhas da comunicação.

José Adilson de Oliveira é Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa – UFV/MG e Advogado graduado no Unesc-ES.

Iniciou sua vida profissional como Extensionista Rural da estatal Acar-MG, atual Emater-MG. Depois, na iniciativa privada, foi funcionário das empresas multinacionais fabricantes de produtos químicos e agroquímicos Ciba-Geigy, hoje Syngenta, e Du Pont do Brasil; foi Gerente de Marketing e Vendas da Brefertil – Breda Fertilizantes Ltda; foi Gerente Geral da Fundação Otacílio Coser/Grupo Coimex.

Voltou a atuar numa estatal, trabalhando no IBAMA-ES. É ex-presidente da Sociedade Espiritos-santense de Engenheiros Agrônomos – SEEA. Atualmente é Consultor Técnico concursado da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-ES – Ceagro.

Editado por Don Oleari

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham