As Certinhas do Oleari + poesia – Bacanal, de Manuel Bandeira – Reverência a Baco, deus dos prazeres – o2

Bacanal, manuel bandeira

Bacanal.

Queria mostrar o famoso poema do não menos Manuel Bandeira.

bacanal
Manuel Bandeira

Don Oleari

Pedi ao nosso prezado colaborador Rodrigo Mello Rego que me mandasse umas duas linhas sobre a origem da expressão Bacanal e ele me deu essa aulinha aí. Eu queria mostrar o famoso poema do não menos Manuel Bandeira, “Bacanal”. 

Mello Rego deixou cair nas linhas abaixo:
caravaggio_bacco - bacanal
Baco, deus do vinho e dos prazeres
- Já na Roma antiga existia o culto ao deus Baco, o deus do vinho e dos prazeres, principalmente s prazeres sexuais.

Era um costume popular honrar esse deus, pendurando máscaras dele em pinheiros durante uma festa chamada de Saturnália, que coincidia com a data do nosso Natal.

Essa festa acabou ficando cada vez mais popular, vulgar e sexual, e finalmente ficou conhecida como bacanal!

Daí você já tem uma ideia do “nível” dessa comemoração, que extrapolava a mais selvagem das Raves. “Chutar o pau da barraca” era só o começo dessa popular festinha, digamos.
mello rego explica bacanal
Rodrigo Mello Rego
Ela era regada a muitíssimo vinho e ópio, onde ninguém era de ninguém (Rodrigo Mello Rego).

Rodrigo Mello Rego, jornalista, Mestre em Estudos Literários

A Bacanal, festa em honra de Baco, é uma obra-prima do pintor italiano Tiziano Vecellio, conhecido por Ticiano.
as-certinhas-do-oleari-quadro-na-parede.jpg
Certinhas
Bacanal

Manuel Bandeira

Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco…
Evoé Baco!

Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada.
A gargalhar em doudo assomo…
Evoé Momo!

Lacem-na toda, multicores
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos…
Evoé Vênus!

Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?…
– Vinhos!… o vinho que é meu fracco!…
Evoé Baco!

O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!…
Evoé Momo!

A Lira etérea, a grande Lira!…
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos.
Evoé Vênus!

Manuel Bandeira (1886-1968)
Foi um poeta brasileiro. “Vou-me Embora pra Pasárgada” é um dos seus mais famosos poemas. Foi também professor de literatura, crítico literário e crítico de arte.

Os temas mais comuns de sua obra são: a paixão pela vida, a morte, o amor, o erotismo, a solidão, o cotidiano e a infância. Foi um dos maiores representantes da primeira fase do Modernismo.

Infância e Juventude

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, conhecido como Manuel Bandeira, nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1886. Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Souza Bandeira e de Francelina Ribeiro, abastada família de proprietários rurais, advogados e políticos.

Seu avô materno Antônio José da Costa Ribeiro, foi citado no poema “Evocação do Recife”. A casa onde morava, localizada na Rua da União, no centro do Recife é citada como “a casa do meu avô”.

Manuel Bandeira iniciou seus estudos no Recife.Em 1896, com 10 anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, concluindo o curso secundário no Colégio Pedro II. Em 1903 ingressou no curso de Arquitetura da Escola Politécnica de São Paulo, mas interrompeu os estudos para tratar de uma tuberculose.

Dez anos depois, ainda doente, foi para a Suíça em busca da cura, onde permaneceu durante um ano, de 1913 a 1914. Nesse período, conviveu com o poeta francês, internado na mesma clínica, Paul Éluard, sem a menor esperança de sobreviver, conforme confessou posteriormente no poema Pneumotórax, do livro Libertinagem.

Primeiros Poemas

Em 1917, Manuel Bandeira publicou seu primeiro livro, A Cinza das Horas, de nítida influência Parnasiana e Simbolista, onde os poemas são contaminados pela melancolia e pelo sofrimento, como no poema Desencanto. Dois anos depois, publicou Carnaval (1919), cujos poemas prenunciavam os valores de uma nova tendência estética, o modernismo. No livro está seu famoso poema Bacanal.

Fonte: https://www.ebiografia.com/manuel_bandeira/

https://donoleari.com.br/as-certinhas-do-oleari-o-comecou-penna-walder/ 

Veias enferrujadas, de Lívia Corbellari – Aqui Rubens Pontes: meu poema de sábado – 03

https://donoleari.com.br/as-certinhas-do-oleari-bacanal/ ‎

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham