Bons Vinhos! José Coco Fontan – 26/6

bons vinhos

Bons vinhos, depois da iniciação com vinho popular, de mesa, de garrafão.

Coluna Meu Vinho, Minha Vida – Don Oleari

NEC = Nota do Editor Chefão – Bons vinhos! Foi um dos primeiros convidados a participar da coluna criada por este “engólogo” digitador desta linha aqui. Ele e o Simey Santos, que foi o mais rápido no gatilho. Foi o segundo a mandar seu texto. E a coluna vai seguindo.
Bons vinhos!
Por José Coco Fontan
A memória gustativa está gravada há décadas. Afinal, foram bebericados bons vinhos e muitos. Alguns medianos, em garrafas e famigerados garrafões. O percurso é longo, desde a mocidade.
bons vinhosEntão, considerado o tempo de vida útil e o consumo insistente, é fácil concluir pelo volume que apreciei, até ontem à noite, dessa fonte vinificada.
O histórico da minha relação pessoal com o vinho consta, em verdade, na gratíssima lembrança do meu avô materno e de “uma venda” lá na minha cidade de origem, em Conceição do Castelo, região serrana do ES, na praça da igreja.
Aos domingos após a reza matutina, ele passava pelo balcão, dava uma só bicada num conhaque de alcatrão – São João da Barra ou Thoquino – comprava um litro e levava para casa onde mantinha o saudável hábito de tomar uma dose à tarde antes do jantar.
Durava quinze dias. Nas ocasiões festivas esses fortificados eram substituídos pelos vinhos puros, alguns rótulos tenho-os ainda aos olhos: Amável, Vênus e Clarete, em garrafas grandes, de dois litros e meio e três litros. Doce e indelével lembrança!
Bem, fui coroinha antes de ir para o colégio estudar fora, fazer o ginásio. O vinho de missa que não era consumido na celebração eucarística, sobrava nas galhetas. Éramos dois coroinhas e era a nossa festa na sacristia fora das vistas do frade e do sacristão.
E, assim, tomei gosto pelo sagrado líquido, era vinho sem álcool (sic), lá do Rio Grande do Sul, lá de Viamão, produzido e engarrafado pelos Irmãos Maristas, dos quais fui aluno interno posteriormente e o responsável pela cantina do juvenato.
Isto dito para expor o alicerce da “engologolatria” que hoje cultivo prazeirosamente com amigos e descendentes – a foto que ilustra essa confidência, registra momento de afago familiar; filhos, Marco Aurélio e Ana Maria, e nora Giselli e genro Cleumar, e a matriarca Dona Clara.
fontan-vinho-libanes
Para abrir os trabalhos!

No devaneio das boas meses e esplêndidas ocasiões, antes do acesso aos vinhos bem elaborados, e como todos os demais “engólogos” e hoje até someliers, o rol desfila os tradicionais garrafões, os vinhos da colônia, os inaugurais das grandes vinícolas brasileiras – Aurora, Miolo, Michelon, Rio Grande, Peterlongo, Duvalier, Valduga e meia dúzia de outras.

Com a abertura dos portos, que não faz tanto tempo, chegaram mais fartamente os importados, ao tempo em que os nossos ganharam qualidade superior e a indústria floresceu com novas e ótimas vinícolas – temos vinhos nacionais que pontuam tanto quanto alguns de grife internacional.
hermon.jpgBem, mas a minha caminhada pude estendê-la a alguns países europeus e sulamericanos, degustando por lá, na origem das tradicionais cepas, vinhos espetaculares, e por aqui, grandes vinhos do sul, vinhos aqui do Espírito Santo – polos de Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante, Alfredo Chaves (São Bento de Urânia), Domingos Martins (São Floriano) e mais alguns outros pontuais como o pioneiro de São Rafael, em Linhares.
O horizonte do mundo do vinho é inatingível, são milhares de rótulos, não terei tempo nem fígado para provar um só cálice de todos, uma taça então, nem pensar.
Ontem à noite, ao encerrar o expediente, para dissipar o cansaço e revigorar as energias – físicas e espirituais, e especialmente para manter em alta o entusiasmo pela vida, brindei a satisfação com duas garrafas – um Hermon, das colinas israelenses de Golan, e um Ksaara, shiraz, libanês do Vale do Bekaa. Preço honesto.
Casal Clara e Jose Coco Fontan

Um brinde a todos!

José Coco Fontan é advogado
e historiador

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham