Um pouco de Borjalo, o criador da Zebrinha do Fantástico e do “Plim Plim” da Globo

Borjalo
Borjalo
Don Oleari Pesquisa (*)

Foi em 1946.  O jornal “Folha de Minas”, cujo maior acionista era o Governo do Estado de Minas Gerais, dirigido por Gualter Gontijo Maciel e Jair Rebelo Horta, disputava espaços  com o “Estado de Minas”, jornal dos Diários Associados” e com “O Diário”, que pertencia à Cúria Arquidiocesana de Belo Horizonte.

Em uma redação onde atuavam grandes nomes do jornalismo mineiro , como José Moraes, por exemplo,  mais tarde secretário  de Imprensa de Juscelino Kubitschek, João Camilo de Oliveira Torres, que mais tarde dirigiu o INSS, o escritor Fernando Sabino, tempos depois adido cultural em Londres, José Calazans Filho, Wilson de Abreu Castelo Branco e numa breve passagem, o futuro grande cronista Rubem Braga.

Fernando Pieruccetti,  sob o pseudônimo Mangabeira, foi o chargista que criou na “Folha de Minas” as marcas do Galo, Coelho, Leão do Bonfim, Raposa e demais clubes de futebol de Minas Gerais, abrindo espaços para uma modalidade de jornalismo pouco praticada na imprensa brasileira.

Foi  nessa época que chegou ao jornal, por indicação de terceiros, um laboratorista da Secretaria da Agricultura de MG, também desenhista, para atuar como ilustrador. Seu nome: Mauro Borja Lopes.

Afável, bem humorado, tornou-se logo bom companheiro e na redação  fez imediato sucesso com suas figuras desenhadas sem boca porque dela prescindia para se expressar .

Em pouco tempo o mineiro de Pitangui se tornou nome nacionalmente conhecido e admirado.

Com praticamente toda redação da “Folha”, em 1947, Borjalo, como assinava seus trabalhos,  se transferiu para o  “Diário de Minas”,  jornal de oposição ao governo de Magalhães  Pinto.

 zebrinha-1.jpgFicou lá pouco tempo, quando foi levado por seus amigos Otto Lara Rezende, Fernando Sabino e Augusto Rodrigues para a revista Manchete, tornando-se em pouco tempo nome  de repercussão nacional.

Nessa época, criou a “Zebrinha” para a Loteria Esportiva.

Da Manchete para a revista O Cruzeiro foi uma questão de tempo e de interesse profissional..

Sua grande oportunidade  foi consequência desse  desdobramento, com sua ida para a  diretoria de criação da TV Globo,, convocado por Walter Clark para a área de criação, deixando na emissora, entre numerosas marcas do seu talento, como curiosidade, os famosos “plins-plins”. Borjalo permaneceu na TV Globo durante 34 anos.

Suas publicações ganharam espaço e destaque no The New York Times e no Paris Match, já então apontado por Saul Steinberg como um  dos cinco maiores cartunistas do Mundo.

O pessoal da redação do Portal Don Oleari, admiradores da insuperável criatividade artística e intelectual de Borjalo, se emudece com indagativa perplexidade com a notícia de que o criador dos bonecos sem boca de suas charges morreu  em 2004,  aos 79 anos de idade, vitimado por um câncer na boca.

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rubens pontes

Fernando Pieruccetti,  sob o pseudônimo Mangabeira, foi o chargista que criou na “Folha de Minas” as marcas do Galo, Coelho, Leão do Bonfim, Raposa e demais clubes de futebol de Minas, abrindo espaços para uma modalidade de jornalismo pouco praticada na imprensa brasileira.

Nessa época, o secretário de redação era nosso companheiro no Portal Don Oleari. o jornalista Rubens Pontes.

https://donoleari.com.br/xapuri/

Borjalo

(*) Borjalo, criador do “plim plim”

Mauro Borja Lopes (Velho de Taipa, 15 de novembro de 1925 – Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2004), o desenhista e cartunista Borjalo, é considerado um dos mais importantes criativos da história da Globo, emissora na qual ingressou em 1966.

O talento do mineiro Borjalo começou ainda criança. Suas charges foram publicadas em vários jornais e revistas. Um cartunista premiado no Brasil e no exterior.

Mauro Borja Lopes era mineiro da cidade Velho de Taipa – e seu apelido Borjalo é a mistura dos seus sobrenomes. Os seus desenhos começaram a ficar famosos na revista O Cruzeiro e o seu nome se popularizou com a Zebrinha que anunciava os resultados da Loteria Esportiva, todas as noites de domingo, na Rede Globo.

O trabalho do cartunista frequentou as páginas das revistas estrangeiras Paris Match e Picture Post e os seus desenhos de bonecos sem bocas correram o mundo. Ao longo das duas décadas em que se dedicou à tevê, o desenho ficou de lado.

“Foi uma pena porque ele era um desenhista poético. A sua charge mais bonita mostra uma lavadeira estendendo roupas no varal quando chega o filho e vai tirando a calça para ela lavar”, diz Chico Caruso.

Nos últimos anos, ele colaborava com o jornal Pasquim 21, comandado pelo amigo Ziraldo.

Borjalo foi diretor da Central Globo de Produção e um dos criadores da primeira vinheta usada nos intervalos da programação.

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham