Boulos: “temos que acabar com esse preconceito mútuo entre evangélicos e esquerda” | 31/5

Boulos

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Guilherme Boulos (Psol), pré-candidato a deputado federal por São Paulo, disse em entrevista ao site Congresso Em Foco que há preconceito mútuo entre evangélicos e esquerda.

“É preciso acabar com esse preconceito mútuo entre evangélicos e esquerda. Houve, de fato, uma quebra de pontes, mas essas pontes precisam ser reconstruídas”, afirmou o coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

“Quando alguém vai num posto de saúde buscar atendimento, quando uma mãe vai buscar vaga na creche pro seu filho, ninguém pergunta se ela é evangélica, se ela é católica, se ela é umbandista. As pessoas sofrem os mesmos problemas”, disse Boulos.

Ele prossegue, falando sobre a mediação política desses problemas. “O objetivo da política e de uma eleição presidencial é tratar de solução para esses problemas. Os evangélicos estão nas periferias e sofrem também com desemprego, fome, inflação, e toda essa tragédia do governo Bolsonaro”.

O distanciamento entre evangélicos e esquerda se traduz numa perda de votos do primeiro na segunda. Na última pesquisa do DataFolha, foi apontado que o presidente Jair Bolsonaro ainda tem uma pequena vantagem nesse grupo de eleitores: 39%, contra 36% do ex – presidente e pré – candidato Lula. A pesquisa aponta que os evangélicos compões 27% do eleitorado brasileiro num recorte por religião. A maioria segue sendo de católicos (50%), grupo no qual o pré – candidato do PT leva vantagem sobre o presidente: 54% a 23%

Outros pontos

O Psol formou para essas eleições uma federação com a Rede Sustentabilidade, em movimento de busca de unidade de diversos setores da esquerda brasileira. Sobre a necessidade de uma unidade, Guilherme Boulos  ressaltou a importância de não reeleger Bolsonaro.

“Para que a gente possa derrotar Bolsonaro e se livrar dessa praga que fez tanto mal ao povo brasileiro, e continua fazendo, nós vamos precisar ter unidade. E ter a percepção de que, apesar de todas as diferenças no campo progressista na esquerda, hoje elas são menores do que a nossa convergência para derrotar Bolsonaro e eleger o Lula”, justificou Boulos.

A escolha de Geraldo Alckmin (PSB) para compor a pré-candidatura de Lula como vice também foi abordada por Boulos.

“Mesmo tendo minhas críticas ao Alckmin, não é isso que vai me impedir, nem vai impedir o PSOL, ou MTST de estar ao lado do Lula para que a gente possa tirar o Bolsonaro da Presidência da República”.

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham