Renato Fischer | Cadê a sorte?

Compartilhe:

Cadê a sorte

Cadê a sorte

CRÕNICA |

renato-fischer-a-da-assinatura.jpg 16 de novembro de 2023 40 KB
renato fischer

RENATO FISCHER

Fui ali fazer uma fezinha na mega sena, que está acumulada.

Aliás, só jogo quando tem mais de R$ 30 milhões no prêmio. Imagina acertar aquelas 6 dezenas, coisa difícil pra cacete, e ganhar uma ninharia de 3 ou 4 milhões?

Estragou a sorte.

Porque ninguém consegue ganhar duas vezes. Acertou uma e o prêmio é miserável, babau. Sem mais chance. Não adianta tentar mais.

Não há quem ganhe mais que uma vez na loteria. A não ser que você seja deputado, senador ou alto funcionário público.

joao-alves-deputado-da-mega-sena.jpg
joão alves, deputado: “ganhou” 200 vezes na mega sena | Foto: de uma reportagem: Antonio Colossi, do site da Rádio Eldorado de SP 

Tipo um Joãozinho dos anões, que ganhou 36 vezes. Era o João Alves, nada menos que presidente da Câmara dos Deputados.

Reportagem: Antonio Colossi / Rádio Eldorado – Foto: Divulgação

Para os pobres mortais, a sorte não dá tanta graça.

Entao, só jogo com prêmio acumulado. E para ganhar sozinho. Esse é o plano.

Nada desses pensamentos de pobre:

– quero ajudar minha família, meus amigos e o “restim” vou trocar de carro e reformar a casa da minha mãe.

Ainda bem que é muito raro pobre ganhar na mega sena. Não vai saber o que fazer. Então, pra quê ganhar?

Para mim o ideal é ganhar sozinho quando o prêmio estiver acumulado em, pelo menos, meio bilhão. Aí, sim, seria razoável.

Já tive um amigo, pobre, que me falou essa besteira de dividir o prêmio quando estivesse alto.

Lá na época estávamos falando em um valor acumulado de 65 milhões de reais. E explicou:

“do ponto de vista prático, qual a diferença entre ganhar 65 ou 32,5 milhões?”.

Veja que ainda quis discursar.

Falei: falta uma placa de “pobre burro” pra eu colar na sua testa.

Pobre nem sabe que existe um Gulfstream. Tem nem ideia de quanto custa o Lady Laura IV – (que já até trocou de nome, ne?).

Daí, suas necessidades não passam dos 30 milhões de reais.

Daí, fica vomitando coisas incompreensíveis, como essa “do ponto de vista prático”.

Do ponto de vista prático é a diferença entre levar 42 ou 27 horas pra pousar em Tóquio.

Entendeu? E lá se hospedar no Bvlgari ou num hostel.

Pior mesmo é chegar no caixa da lotérica e a funcionária te oferecer um bolão. Mais que pior: toda vez que o prêmio acumula, essa oferta é de praxe.

E eu não me canso de explicar pra elas: minha amiga, sou egoísta. Um egoísta que chega a ser solitário.

Não quero saber de ninguém perto de mim, notadamente quando eu tiver dinheiro. Suma com esse negócio de bolão.

Ganhar em bolão é o mesmo que casar com miss e ter que fazer lua de mel compartilhada.

A sorte, ao contrário do azar, é um evento raro. Aquilo que acontece muito poucas vezes e para muito poucas pessoas.

Só os escolhidos podem gozar dela. Queria até encontrar quem escolhe. Prometo-lhe um esculacho bem grande.

Porque ainda não fui escolhido, desgracado? O quê  você tem contra mim? Nunca colocou as minhas seis bolinhas na caçapa da mega-sena acumulada. Que diabos?

Coisas pequenas, ele já me proporcionou. Como colocar apenas 4 bolinhas. Merreca! Isso algumas vezes.

Por que não prosseguiu? Faltaram apenas mais duas! Vá entender esse miserável.

Uma vez me protegeu. Mas o prêmio era apenas um automóvel. Para desespero do meu cunhado que jogava sempre no mesmo número do sorteio, anualmente realizado entre uma horda de bêbados do Bar do Pingão.

Não ganhava nunca. E passou o número para mim, debutante no certame. E eu fui o escolhido.

Dali pra frente entrei na maldição. Nunca mais. A miss não cai mais na minha cama. Nem para compartilhar.

Mas, para compartilhar eu não quero.

Cadê a sorte

Cariacica | Prefeito Euclerio anuncia obras do campo de futebol do Bairro Graúna

Marcelo Nyitray | Inteligência Artificial está mudando a arquitetura, mas decisão continua sendo humana | Propostas da IA às vezes não se sustentam na prática

Mulheres que movem a agricultura: força, conhecimento, protagonismo nas ações da produção, inovação e cuidado com a terra

Fabrício Werdum relembra conquistas, destaca brasileiros e fala sobre mentalidade vencedora para ser campeão no UFC

Afonso Cláudio | Rotatória vira prioridade para segurança na Rota Vale do Empoçado | Trânsito intenso: risco de acidentes

Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari

http://www.facebook.com/oswaldo.oleariouoleare –

Instagram do Don Oleari Portal de Notícias

https://www.instagram.com/donolearinoticias/

 

Siga nossas redes:

Picture of Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham