Capixaba Vivi Motta corre 203km em 24 horas e quebra recordes

capixaba

Coluna SporTotal – Matheus Thebaldi – 

Uma façanha e tanto! No último domingo (6), a capixaba Viviane Regina Motta venceu  a Ultramaratona 24 Horas da Cidade do Natal, no Rio Grande do Norte.

Vivi-completa-mais-uma-volta
Vivi completa mais uma volta na ultramaratona

“Vivi” conquistou a primeira colocação com a marca incrível de 203.744km, quebrando o recorde capixaba (que era de 183km) e, ainda por cima, obtendo o índice para o Campeonato Mundial de 24h, que será realizado em outubro deste ano, na Romênia.

Além disso tudo, ela entra no seleto grupo das seis mulheres que atingiram tal marca no Brasil (a última, há 20 anos).

Capixaba 

“Foi minha primeira prova de 24 horas. Era uma prova que dava índice para o Mundial de 24 Horas, na Romênia, em outubro. Só tinha duas vagas. Criei uma estratégia pra que, quando chegasse lá, eu conseguisse, primeiro, o índice da Romênia, depois a quebra do índice do recorde capixaba (183km), que foi quebrado também. Fazia 20 anos que aqui no Brasil mulher nenhuma corria 200km em 24 horas, e eu fiz 203,74km. Foi uma prova incrível!

Prova

“Larguei consciente de que não adiantava sair correndo desesperada porque são 24 horas. E é claro que existe aquela preocupação. Como que vai ser? O que eu vou sentir? Eu vou aguentar até o final? Era uma pista de 400 metros. Eu vou suportar? E o calor? E eu resolvi somente acreditar, acreditar que eu estava treinada, acreditar que a equipe que cuida de mim faz total diferença na minha vida”.

Tranquilidade

“Às 8 horas da manhã de sábado (5), estava dando uma sensação térmica de 32º. Eu cheguei, estava mais frio, eu fiquei até feliz. Mas às 10 horas, o sol abriu forte, com temperatura de 34 para 35º, e a sensação térmica de quase 39º. Foi ande eles resolveram colocar o chuveiro, mas eu não me senti confortável de ir lá, me molhar, porque eu fiquei preocupada de molhar o meu tênis e, simplesmente, dar bolhas e aquilo ali comprometer minha prova”.

Calor e estratégia

“Tinha uma candidata lá muito forte, eu nem sabia quem era ela. Até umas oito horas de prova, eu era a quarta colocada da prova, porque eu realmente estava executando o que eu treinei sem pressa, com calma, com um sol escaldante. Todos potiguarenses lá estavam reclamando do sol, eles que moram lá estavam exaustos, porque estava muito quente. E com isso, eu procurei só focar na minha prova e focar em Deus. Elevei o meu pensamento: ‘Senhor, me sustenta, porque, aqui, se não for o Senhor, vai ser difícil!

O tempo foi passando, quando eu vi, a gente já estava avançando e já tinha muitas horas de prova. E quando eu fui saber quem era a primeira a colocada, ela já tinha me dado 36 voltas. E aquilo ali eu não me desesperei, mas eu falei, ‘meu Deus, numa pista de 400 metros, 36 voltas’.

Ela estava correndo bem forte, tinha largado muito forte. Na hora que eu vi que ela era a primeira a colocada, eu, na verdade, aplaudi, porque ela foi uma uma atleta de muita garra. Depois, somente parei e mudei a minha estratégia. Falei ‘está na hora de ser a Viviane’. Porque pra mim é mais difícil correr devagar do que correr rápido, então eu vou ter que ser a Viviane pra que eu venha conseguir sair dessa situação se quiser, né? Chegar num resultado que eu fui buscar”.

Virada

“É claro que eu não vou falar pra você que eu almejei o primeiro lugar. Olhei o primeiro lugar e falei ‘Senhor, aquele lugar ali é meu’. Então, eu comecei a aumentar e comecei a crescer. Enfim, eu consegui tirar todas as voltas. Foi algo surreal, porque você correr num sol daquele e simplesmente conseguir suportar depois de tantas horas correndo, você ainda conseguir imprimir velocidade e fazer a prova virar de uma tal maneira e terminar a prova com simplesmente primeiro lugar e mais de 40 voltas na frente”.

Recordes

“Lá eu consegui o índice da Romênia (170km). Lá eu consegui quebrar o recorde capixaba, que era de 183km. E ainda quebrei a marca de que nenhuma mulher fazer 200km em 24 horas. Sou a sexta colocada no ranking brasileiro de mulheres que conseguiram essa marca. Ainda fui terceira colocada na categoria masculino, porque o terceiro colocado fez 203km, e eu fiz 203,74km. No final, eu procurei andar mais, porque eu queria terminar a prova andando, eu não queria terminar quebrada, acabada. Então, os últimos 48 minutos eu parei de correr e comecei a andar”.

Alegria

“Corri com muita alegria, eu curti muita prova, eu sorri muito, todas as minhas fotos eu estava sorrindo, quando eu não estava sorrindo, eu estava comendo, quando eu não estava comendo, eu estava concentrada, mas o coração estava cheio de amor pelo esporte que eu tanto amo fazer”.

 

 

COMPARTILHE:

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on whatsapp
Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham