Cassinos no Brasil: projeto do Deputado Guilherme Mussi de SP libera jogo | 11/10

cassinos no brasil

Cassinos no Brasil

Kleber Galvêas

 

Kleber Galvêas, artista plástico 

 

O objetivo deste texto é sensibilizar políticos capixabas para a oportunidade que surge com a aprovação do projeto do deputado Mussi (SP), liberando o jogo no Brasil. Apontar a Ilha da Trindade, como joia rara, com características únicas e próprias para se desenvolver ali uma fase experimental, pré-liberação dos cassinos no nosso país.

A Ilha da Trindade, município de Vitória, ES, é uma ilha oceânica brasileira localizada no Atlântico, no mesmo paralelo de Vitória, distante cerca de 1.200 km do continente. É um lugar belíssimo, habitável, seguro, com água doce perene, restos de vegetação exuberante (samambaias gigantes), praias, ar puro, água salgada cristalina, clima ameno…. Ela é quase duas vezes maior do que Gibraltar, onde estive em 1968, e vi ali uma cidade, porto, aeroporto, zoológico, sítios arqueológicos e propriedades agrícolas.

Trindade é a última fronteira a ser integrada economicamente ao Brasil. Enquanto os árabes, temendo a escassez do petróleo constroem ilhas visando o turismo, a nossa, magnífica, já pronta, não pode continuar esquecida.

O Congresso deve votar, até dezembro, e tudo indica que vai aprovar, projeto do deputado Guilherme Mussi (SP), que dá à União poder de concessão e fiscalização dos cassinos. Nossos deputados e senadores poderiam apresentar uma emenda, propondo a liberação gradual dos cassinos, considerando: a necessária fase de adaptação exigida de um projeto novo de grande envergadura e alcance social; estruturar e avaliar a eficiência e o rigor na fiscalização do fluxo de capital e de impostos; oferecer a necessária proteção institucional legal e explicitar as condicionantes para uso e fruto durante a vigência da concessão.

 ilha-da-trindade.jpgA nossa Ilha da Trindade, território remoto, devastado por cabritos, exige recursos para a sua recuperação. Parece ser o local ideal para testes e aprendizagem no controle, antes da liberação dos cassinos em áreas do continente.

Vitória tem o domínio político sobre a Ilha, possui o porto e o aeroporto mais próximos dela no continente sul americano. É cidade organizada, com meio ambiente aprazível, seguro, e com forte vocação turística. Caso a nossa Trindade obtenha a concessão exclusiva durante o período experimental, isso vai facilitar muito captar investimentos e vai causar grande impacto positivo nos três setores da nossa Economia: indústria, comércio e serviço.

Kleber Galvêas, pintor. Tel. (27) 3244 7115 www.galveas.com outubro,2021

Segue texto publicado em janeiro de 2003. Texto motivado ao constatar a covardia fiscal com o nosso Estado. Lei Kandir e divisão dos royalties do petróleo. Contribuímos de forma expressiva com o Tesouro Nacional (IPI), mas somos o penúltimo na lista dos Estados a receber investimentos federais. Ficamos na frente apenas do Piauí.

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cassinos-las vegas: reabertura depois da quarentena

TRINDADE, ALÉM DO HORIZONTE.

A 10 de agosto de 1817, o barco Jeune Sophie afundou ao se aproximar da Ilha da Trindade. Salvaram-se 27 náufragos. O capitão Devaux, o Conde de Amerval e 5 marinheiros vieram num escaler buscar socorro ao Rio de Janeiro. As peripécias dos 7 tripulantes do barquinho, ao longo de 1.200 km., em mar aberto, são narradas por Xavier de Brito, ainda no séc. XIX. Ao saber da tragédia, D. João VI mandou imediatamente seguir a escuna Maria Emília, para resgatar os que permaneceram na ilha. Entretanto, quando lá chegaram, encontraram apenas uma garrafa pendurada numa árvore. Dentro, um bilhete informando que haviam conseguido carona para a Índia.

A Ilha da Trindade, isolada e distante do Brasil continental, é a região brasileira com história, geografia e biologia mais bem-documentadas. Uma conferência sobre a ilha, pronunciada em 18 de julho de 1913, na Biblioteca Nacional, pelo Diretor do Museu Nacional, Prof. Bruno Lobo (avô do capixaba Nelson Saldanha), é rica em informações e rigor científico. Editada pelo Museu Nacional durante as comemorações do seu centenário, contém 200 páginas enriquecidas com fotografias da primeira década do séc. XX. O volume de informações relativas à nossa ilha é grande, de diversas autorias e com enfoques variados, cobrindo 5 séculos. Ela foi descoberta por João da Nova, em 1501.

Em 1939, o escritor capixaba Adelpho Monjardim publicou, pela Of. Gráfica de “A Noite”, o romance “O Tesouro da Ilha da Trindade”, fazendo eco às expedições que vasculharam a ilha procurando o ouro que, segundo a lenda, piratas esconderam por lá. O engenheiro francês Charles Baffet que, nos últimos anos de vida, se tornou pintor capixaba e meu amigo, morreu acreditando no tesouro, embora o houvesse pesquisado em vão por 22 anos com equipamentos sofisticados. Ele era casado com uma prima de Lili de Carvalho, esposa do Roberto Marinho.

Em 1896, Trindade, ocupada pela terceira vez por ingleses, foi objeto de uma disputa diplomática envolvendo os governos da Inglaterra, Portugal e Brasil. Recuperada para o Brasil, graças à ação eficiente da Maçonaria desses países, é a única ilha verdadeiramente oceânica não inglesa do Atlântico Sul.

Em decorrência de preceitos constitucionais, em 11-07-1952, pela Lei Nº. 732, a Ilha da Trindade foi incorporada ao município de Vitória. Portanto, compete à Prefeitura da Capital tomar a iniciativa e promover gestões no sentido de integrá-la de fato ao Brasil. Ao longo dos séculos foram propostas as seguintes atividades econômicas para a ilha: salinas, pesca de grande porte e extração de fosfato de cálcio. Hoje provavelmente a atividade mais lucrativa será o turismo. O isolamento, clima, águas cristalinas, belas paisagens, lendas, um curioso túnel, piscinas naturais e tartarugas gigantes são atrativos fortes para turistas.

A recuperação da vegetação nativa é necessária e urgente. Ela foi violentamente degradada ao longo dos últimos 300 anos, principalmente em decorrência das cabras lá deixadas por Halley (o mesmo do cometa) em abril de 1700.

Já existem projetos para a construção de porto e aeroporto na ilha. Hoje sua abordagem é precária. Quando da guerra das Malvinas esses equipamentos (porto e aeroporto) foram orçados em U$ 500 milhões. Eles são básicos, caso se pretenda desenvolver ali um polo turístico. Em se constituindo Vitória ponto de apoio da ilha no continente, nosso Estado obterá grandes benefícios na geração de emprego e renda, na indústria, comércio e serviços.

Uma joia de 10 km2, em posição única na costa atlântica da América do Sul, mantida com grande esforço pela Marinha do Brasil, não pode continuar ignorada e desprezada por nossos governantes. Precisamos enxergá-la, embora esteja além do horizonte… da nossa inteligência?

Kleber Galveas, pintor.

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham