Cicloturismo: saiba o que é com Carla Giurizatto | Os Colecionadores: Ana Coeli Piovesan, Penha Lima & Jorge Corrêa, Neyder Fernando Lima, Luciana Guerra | 19/8

cicloturismo
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andré poubel & tânia calazans

Cicloturismo – uma colatinense na Alemanha…

 

 

Coluna  VIVA A VIDA! Aqui tudo se sabe | André Poubel & Tânia Calazans

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Fotos: André Poubel & Tânia Calazans

 

A coluna foi atrás de uma capixaba que está fazendo o maior sucesso com o CICLOTURISMO. E o que é cicloturismo?

É uma forma de turismo que consiste em viajar utilizando-se como meio de transporte uma bicicleta, um meio saudável, econômico e ecológico de se fazer turismo.

DETALHES DO ANEXO CARLA-GIURIZATTO-VIAJANTES-1-
carla giurizatto

Carla Giurizatto é a fundadora e CEO da VIAJANTES TURISMO, empresa de cicloturismo pela Europa, com sede na Alemanha, onde vive atualmente.

A nossa entrevistada é de Colatina-ES. É poliglota – fala Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Sua aventura começa com apenas 17 anos de idade, quando veio para Vitória – ES com o objetivo de estudar. Matriculada no Curso de Comunicação Social na Universidade Federal do Estado do Espírito Santos (UFES) logo viu que não era muito o que buscava. Trocou Comunicação pelo curso de Letras em Inglês, pois assim conseguiria convencer seu pai para que a deixasse fazer um intercâmbio estudantil fora do Brasil.

Assim, Carla partiu para os Estados Unidos onde aprimorou seu inglês. Voltando a Vitória terminou seu curso em Letras em inglês, e pouco tempo depois já estava em Genebra, na Suiça, onde aprendeu o Francês, e passou a dar aulas particulares de português para os suíços.

Sendo de origem italiana, aproveitou e requereu seu passaporte junto ao Consulado Italiano em Genebra, pois sabia que assim ganharia o Mundo. Enquanto aguardava o seu processo junto ao consulado, decidiu fugir do inverno rigoroso Suiço e desceu em Bali na Indonésia para dias de sol e muita praia, como fazem muitos europeus no inverno, e foi assim que conheceu o seu marido, um alemão que passava férias em Bali.

Fim de férias, ele retornou para a Alemanha e Carlinha, agora bronzeada, para a Suíça, onde seu passaporte italiano havia ficado pronto. Carla agora tinha passaporte Italiano, namorava um Alemão que tinha uma casa na região de Cinque Terre, na Costa da Riviera Italiana. “Não tem nem o que pensar né”? diz ela. Seguiu para a Itália, onde passou alguns meses em imersão no idioma, na cultura e costumes italianos.

DETALHES DO ANEXO CARLA-GIURIZATTO-VIAJANTES-3-1.jpgCicloturismo por acaso

Bom, depois foi morar na Alemanha, onde tiveram dois filhos e se dividiram entre temporadas no Brasil com a família e amigos e outra na Alemanha. Mas sem nunca abandonar o desejo desde criança de conhecer o mundo e suas culturas, sempre viajando. Agora, mulher, mãe e avó, Carla é uma cidadã do mundo, conta Carlinha, como é conhecida carinhosamente por seus amigos e clientes ou seriam clientes amigos, pois no final de cada viagem todos se tornam seus amigos mesmo.

Carla descobriu o CICLOTURISMO meio que por acaso em uma viagem que fez com um amigo francês à região do Vale do Loire, considerada uma das regiões mais belas da França, com seus belos castelos…e vinhos! Só tinha um detalhe, a viagem era de bicicleta! E lá se foi nossa viajante aventureira. Carlinha disse a coluna:

– ” Nossaaa, que sensação incrível, você se exercita e ao mesmo tempo sentindo o vento no rosto, o ar, o cheiro das flores, tudo em meio à natureza com paisagens de sonho, Castelos, Jardins, tudo passando em seu tempo… a cada pedalada, é uma verdadeira degustação, você se sente parte daquele lugar, conversa com os moradores, interage com outros turistas, enfim, esse foi o meu START, era o que eu buscava, e já no ano seguinte eu estava novamente fazendo o passeio de bike com outros amigos, inclusive capixabas que amaram o passeio e pediram outros roteiros.

CARLA-GIURIZATTO-VIAJANTES-2-1.jpgEnfim, a empresa

– “Assim surgiu a minha empresa VIAJANTES, totalmente voltada para o turismo de bicicleta, o chamado CICLOTURISMO”. E Carlinha viaja na descrição do seu roteiro:

– “Hoje tenho vários destinos. Usamos sempre as melhores bicicletas, temos a opção de bikes elétricas também, uma van de apoio que acompanha em todo o trajeto, guias locais em bicicleta que nos acompanham durante o passeio, fazemos paradas para piqueniques, jantares, degustações de vinhos, escolho sempre a dedo as melhores pousadas, as mais charmosas, e os hotéis mais confortáveis, tudo para se ter a melhor experiência possível. Agora, terminando meu novo curso de emotional travel designer, essas experiências se tornarão ainda mais exclusivas,” conclui ela.

Carla Giurizatto

ViajantesTurismo

http://www.ViajantesTurismo.com

WhatsApp: +5527988479936

ESPECIAL “OS Colecionadores”

Uma coleção pode significar muito ao colecionador. Olhar uma coleção exposta, bonitinha no expositor, é motivo de grande satisfação.

A Coluna Viva a Vida procurou alguns colecionadores para saber como surgiu a ideia de colecionar em suas vidas.Você gosta de juntar coisas que são ligadas a um mesmo objetivo? Sim?…então, você é um colecionador! Vejam o que nossos convidados contaram!

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ana coeli piovesan

Ana Coeli Piovesan, uma colheção de molheiras

Advogada tributarista, galerista e colecionadora, ANA COELI PIOVESAN conta aqui sua paixão por colecionar antiguidades, em especial as lindas molheiras.  Ela começou há mais ou menos 40 anos, quando pretendeu criar uma galeria de arte para vender antiguidades.  Diz Ana Coeli:

– “…eu não conhecia a fundo a porcelana e suas qualidades tais como a textura e a pintura, não conhecia os desenhos, os contornos e os filetes, então procurei objetos que eu já conhecia, para que eu pudesse melhor avaliá-los”, conta.

 ana-coeli-colecao-2.jpg– “Na época, os pratos estavam super na moda e eram caríssimos porque todo mundo colecionava para pendurar na parede. Isso na década de 70 e a peça mais barata que existia era molheira. Mais barata que bule, que sopeira, que qualquer coisa, então comprei “de estalo” três molheiras, depois eu comprei mais quatro, e fui comprando mais. Um belo dia fiz uma festa na minha casa”.

Ana Coeli conta que para decorar os ambientes criou uns arranjos de flores dentro das molheiras e todo mundo elogiou muito.

– “Foi motivo de muita alegria para todos aquele dia, pela descoberta da beleza das peças. Então eu também fui me envolvendo e ficando encantada pelo bico, pela alça, pela base…e ela é uma peça dimensional, né? É melhor do que o prato que é uma peça chapada. Então me apaixonei terrivelmente pelas molheiras, e eu tenho molheiras inclusive de países que não existem mais, de países de regiões que eram da França antes da primeira guerra, e foram da Alemanha depois, e vice-versa na segunda guerra”.

Resumindo, hoje Ana Coeli tem 850 molheiras, todas catalogadas porque pensa em fazer um livro com tiragem de 2 exemplares para dar aos seus filhos para que eles tenham o conhecimento de cada peça:

– “…porque realmente eu tenho peças preciosas mesmo, são raríssimas e difícil de se encontrar. Pelo menos umas 15 peças de minha coleção são realmente muito preciosas.”, conclui.

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penha-lima

Penha Lima Corrêa: xícaras e pratos

A empresária do ramo de cerimonial e eventos, a querida PENHA LIMA CORRÊA conta que não teve assim um fator determinante para que começasse a colecionar xícaras e pratos.

Foi toda a educação recebida de seus pais, em especial da sua mãe Dona Maria Amélia. Segundo Penha, a mãe foi uma mulher fantástica, prendadíssima, e que tinha o “toque de Midas” e ensinou às filhas Penha e Zilce Lima sobre elegância e simplicidade como um meio de se obter momentos raros de alegria.

Dessa maneira, ao longo de sua vida, Penha foi adquirindo gosto pelos detalhes: penha-lima-correia-outra.jp

– “…eu acho que a vida humana é feita de detalhes e eu adoro isso. Então, por que não vou usar os meus detalhes no dia a dia, do que eu gosto e acho que enriquecem com qualidade, valorizando um ambiente?”, pergunta Penha, que continua:

– “Eu fui criada desse jeito. Eu acho que por isso e depois com o Cerimonial Itamarati iniciei a coleção. Não sei qual foi a primeira, mas me lembro que comecei a colecionar a partir das xícaras e pratos que ganhamos de presente de casamento”.

Com o tempo, Penha foi adquirindo aquele olhar “clínico” e conta que quando se apaixonava por uma peça “não tinha tempo ruim não, tá, minha filha?”:

“Agora eu parei, mas por onde eu passava meu olhar batia em cima daquilo, fosse prato, ou xícara, eu fazia qualquer negócio, mas eu comprava. Às vezes, era uma peça super barata, mas linda.”

Dessa maneira, Penha foi adquirindo “uma aqui outra ali… e quando abri o olho estava colecionando”.

Hoje, sua coleção conta com 350 xícaras, mas já chegou a 500: doou em torno de 200 peças às noras. Os pratos são 300, mas já chegou a 500 também. Penha não pensa em catalogar suas peças e disse que usa todas no dia a dia.  A coluna teve acesso a essa incrível e maravilhosa coleção de Penha Lima, e até degustou um cafezinho com bolo em uma dessas xícaras e pratos. Luxo, luxo, luxo!

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jorge correia

Jorge Correa: cachaças

Jorge Correa, casado com Penha Lima – juntos, criaram o Cerimonial Itamarati.

Jorge conta que quando era representante comercial viajava muito para o Norte do Rio de Janeiro, para a Zona da Mata de Minas Gerais, para o interior do Espírito Santo e para o Sul da Bahia.

Um dia reclamou com um amigo, que também viajava, da comida das cidades por onde passavam. Foi quando ele sugeriu que tomasse uma cachacinha antes:

– “…então, eu comecei a tomar uma cachacinha antes do almoço e antes do jantar. Com o tempo, fui apanhando o gosto pela cachaça e comecei a colecionar.”

Os amigos também o presenteiam com uma garrafa de cachaça que trazem dos lugares por onde viajam. De garrafa em garrafa, Jorge formou sua coleção de cachaças, que hoje conta com 629 rótulos. Ele finaliza, contando:

– “Todos os dias tomo uma “dosezinha” e sempre sirvo uma aos amigos que me visitam”.

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neyder fernando lima

Neyder Fernando Lima: arte contemporânea

Neyder Fernando Lima, artista plástico, curador e colecionador de arte contemporânea. Possui uma das maiores coleções de arte do Espírito Santo, com um acervo de mais de 1500 obras.

Tudo começou a partir de permutas de trabalhos com outros artistas plásticos:

– “… sou artista plástico e nos anos 1980/1990, quando morava e trabalhava na minha casa-ateliê em Santa Teresa no Rio de Janeiro, era comum os artistas conhecerem as obras uns dos outros e permutarem. Depois eu fui comprando pequenos formatos, principalmente de artistas com quem eu tinha um diálogo. Fui visitando seus ateliês e conhecendo suas produções intelectuais, bem como suas mostras individuais.

Neyder diz que no início não pensava em coleção, porém ao longo de décadas ela cresceu e hoje conta com 1500 obras catalogadas e acondicionadas em local apropriado:

– “Fruto também de muitas experiências e vivências, discussões, estudos, viagens, pesquisas em museus pela Europa e EUA. Assim a coleção foi tomando uma direção, um conceito e um pensamento plástico…”, finaliza Neyder.

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luciana guerra

Luciana Guerra: minhas orquídeas, meu tesouro

Luciana Guerra é empresária, proprietária do Orquídea Café, uma Pousada e restaurante localizado em Meaípe, Guarapari-ES. Mineira de Belo Horizonte, adotou Vitória/ES como sua terra de coração.

Apaixonada desde muito nova por flores, seu sonho era ter muitas flores e descobriu seu amor pelas orquídeas já no Espirito Santo, disse Luciana:

– ” logo que eu mudei para o ES, ia muito à região de Pedra Azul, onde me apaixonei pelas orquídeas e passei a frequentar muito os orquidários da região de Aracê, quase que toda semana. Aí, pensei: um dia quero ter meu próprio orquidário. Assim comecei minha coleção de orquídeas”.DETALHES DO ANEXO fotor_1629306949028.jpg

Luciana revela que comprava muitas e outras ganhava dos amigos, que, sabendo dessa sua paixão, a presenteavam sempre:

– “As orquídeas ficavam em minha casa, em um pequeno espaço na varanda e daí fui aumentando, elas ganharam a sala. Com o projeto da Pousada em Meaípe, já no inicio da construção minha prioridade foi o tão sonhado Orquidário. Do nome da pousada e tudo mais foi pensando nelas. Tudo fluiu de uma forma natural, as orquídeas estão por quase todos os ambientes da minha pousada.”

Luciana Guerra fala com empolgação sobre seu mundo dedicado às orquídeas:

– “Onde não é possível tê-las ao natural, tem alguma referência a elas, seja em esculturas, em estampas das almofadas, sousplat, um quadro maravilhoso em acrílico sobre tela logo na entrada. Enfim eu costumo dizer que a pousada é delas e nós somos os convidados; as orquídeas são belas, perfumadas e muito sofisticadas, trazendo beleza e prazer aos ambientes; é um hobby que requer muito amor e cuidados e é muito gratificante poder compartilhar essa beleza todas com os meus amigos, hóspedes e clientes do restaurante”.

Ao final, Luciana afirma que está sempre aprendendo sobre seu tesouro:

– “Hoje devo ter aproximadamente 5 mil orquídeas e considero o cultivo das orquídeas uma arte. Estou sempre me aprimorando e apreendendo um pouquinho mais a cada dia. Convido a todos para conhecerem o Orquídea Café… será um prazer compartilhar tanta beleza.”

SERVIÇO:

@orquideacafe_

Orquídea Café Pousada e Bistrô

Alameda dos Flamboyants, 21

Meaípe, Guarapari – ES

André Poubel

Tânia Calazans

Edição: Don Oleari

 

 

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham