Colatina 100 anos, a origem: Arraial da Barra de Santa Maria, Mutum de Boapaba, Barracão de Baunilha | Renzo: Laginha de Pancas | Da Vitória | 8/8

colatina 100 anos
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Paulo Cesar Dutra, jornalista

Colatina, centenária de muita história.

 

Aqui Colatina: Paulo César Dutra (Cesinha)

 

Colatina 100 anos, conhecida como um dos maiores municípios do Norte Capixaba, possui inúmeras curiosidades e encantos. A começar pelo nome.

Fundada em 1833, como parte da Vila de Linhares e com os povoados de Arraial da Barra de Santa Maria, Mutum de Boapaba, e ainda Barracão de Baunilha, a região era influenciada por forte colonização italiana.

Em 1857, com a chegada de Nicolau Rodrigues dos Santos França Leite, foi criada a colônia da Francilvânia, na margem esquerda do Rio Doce. Mas, devido aos constantes ataques dos índios botocudos, muitas colônias só se desenvolveram a partir do último decênio do século XIX, depois de dizimarem praticamente a população indígena.

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Dona Colatina e Muniz Freire

Até que, em 9 de dezembro de 1899, a sede do distrito local recebeu o nome de Vila de Colatina, subordinado ao município de Linhares, em homenagem a dona Colatina, mulher do então presidente do Estado, José de Melo Carvalho Muniz Freire, mais conhecido como Muniz Freire (Vitória, 13 de julho de 1861 — Rio de Janeiro, 3 de abril de 1918).

Como a maioria das cidades brasileiras, os aspectos sócio-econômicos e culturais de Colatina se formaram a partir da imigração de europeus.

No final do século XIX e início do século XX, italianos e alemães chegaram à cidade para morar e trabalhar. Com a introdução da agricultura e pecuária, a cidade se tornou sustentável.

O crescimento gerado proporcionou a emancipação em 30 de dezembro de 1921, mas é comemorado no dia 22 de agosto, data da fundação do município de Linhares, ao qual pertencia. No dia 31 de dezembro de 1943, por decisão do Governo do Estado, o município de Linhares foi restabelecido e desligado do município de Colatina.

Já na década de 50, Colatina se tornou o maior produtor mundial de café. Foi nessa época que ganhou o título de “Princesa do Norte”, devido ao grande crescimento econômico da região. O processo de industrialização teve início nos anos 70 e colocou a cidade no rol das maiores economias do Estado, com grande potencial de expansão.

 colatina-camara.jpgNão tem tu…

…Vai tu mesmo!

Como a Câmara Municipal de Colatina não tem assessoria de imprensa e nem os vereadores se preocupam em divulgar o que fazem, estou lançando mão da pauta da sessão ordinária do dia 9 de agosto de 2021 para divulgar alguma coisa da Casa de Leis da cidade.

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Marcelo Carvalho Pretti

Na pauta da Câmara, na próxima segunda-feira, dia 9 (*) , os vereadores vão aprovar ou não o projeto de lei de autoria do vereador Geferson Israel Alves, que “proíbe a concessão de homenagens a pessoas que tenham sido condenadas por atos de improbidade ou crime de corrupção, e dá outras providências”.

E também discute o projeto de lei do vereador Marcelo Carvalho Pretti, que “Institui o “Programa Cidade Empreendedora” no âmbito do Município de Colatina e dá outras providências”.

(*) O Dia 9 é lembrado porque os EUA em 1945 jogaram a 2ª bomba atômica em Nagazaki, no Japão, dando fim à IIª Guerra Mundial.

Causos colatinense: Lourival, o camelô

Nos anos 1960 e 1970, pai e filho eram proprietários de duas bancas de camelôs da rua Cassiano Castelo, nas proximidades da Praça Getúlio Vargas, no centro de Colatina. Era uma banca ao lado da outra. Lourival, o filho, vendia coisas miúdas. entre elas óculos de lentes escuras, chamados de Ray-Ban, com procedências do porto de Vitória. O pai de Lourival vendia utensílios domésticos como talheres, panelas, entre outras coisas.

Comprar um “ray-ban” naquela época era chic. Um cidadão chegou na banca do Lourival e ficou encantado com o ray-ban, experimentou e gostou de vê-lo no espelho retangular com os óculos. E perguntou:

– Quanto é? Lourival rápido disse Cr$ 50,00 (cruzeiros novos). O cidadão pechinchou: faz por Cr$ 30,00? Lourival disse “é pouco mas posso perguntar para papai”. E como as bancas eram uma do lado da outra, a resposta foi imediata! O pai não havia ouvido a conversa anterior do Lourival e o cidadão. E foi logo respondendo: “pode fazer para ele por Cr$ 15,00” (o preço era Cr$ 10,00). O cidadão que estava com Cr$ 30,00, logo deu Cr$ 15,00 ao Lourival e guardou os outros Cr$ 15,00 e saiu alegre para festejar!

Lourival foi meu colega no Conde de Linhares em 1967 e 68 e parceiro dos tempos do time de futebol do Grêmio (que foi fundado pelo Zezinho Zaganelli e era presidido pelo Luisinho Taufner). Pelo time passaram também Arles Miranda, Arildo Miranda, Juca Piorréa, Jacy Soares, Mário Cappi, Wilson Luchi, Cirinho, Val

Renzo Vasconcelos

tinho, Edson e outros mais que não lembro o nome agora. Não sei por onde anda o Lourival.

pancas-laginha.jpgDeputado Renzo Vasconcelos

O Deputado Renzo Vasconcelos encaminhou ao Governador Renato Casagrande o pedido de pavimentação das estradas vicinais do Córrego Carapina, na comunidade Santa Ana, no distrito de Laginha (na foto, a sede do distrito), no município de Pancas. A estrada é muito importante para a comunidade.

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Deputado Da Vitória

50 anos do deputado Da Vitória

O deputado federal Josias Mário Da Vitória fez 50 anos no dia 2 de junho deste ano. Quando ele nasceu, Colatina comemorava 50 anos da emancipação política.

Apelido de Colatina

As pessoas também perguntam sempre qual é o apelido de Colatina? Você sabe? A cidade, cujo “lema” em  latim é “Labor omnia vincit” (O trabalho tudo vence), tem o apelido de “Princesa do Norte”.

O 1º prefeito

Colatina teve como primeiro prefeito Virgínio Calmon Ferreira Fernandes, do Partido Trabalhista Republicano (PTR), de 30 de dezembro de 1921 a 31 de dezembro de 1925.

Zim Caveira

Em duas legislaturas, a de 1971 a 1972 (mandato tampão) e a de 1977 a 1982, como vereador da cidade de Colatina, o saudoso presidente do Cruzeiro, um clube social da cidade, teve muita dificuldade para ser votado, porque o candidato não podia registrar o apelido na eleição, o que não é mais proibido atualmente.

O nome dele na certidão de nascimento era Antônio Carvalho, mas por ser muito magro era conhecido como “Zim Caveira”.  Por isto ele passava a maior parte da campanha explicando aos seus eleitores com a frase de sempre:

– “por favor, meus eleitores e amigos, na hora que for votar não coloque meu apelido Zim Caveira, escreve meu nome Antônio Carvalho, porque se colocar meu apelido eu perco o voto”.

colatina 100 anos

https://www.folhadiaria.com.br/colunista/1940/paulo-cesar-dutra

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https://donoleari.com.br/pensao-alimenticia-flavia-miranda-oleare/

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham