Maria Ortiz, de Denise Moraes – Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado | 28/9

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Denise Moraes – Hora da poesia: nem só de política vivemos nós.

biblioteca adelpho poli monjardim
Hora da Poesia

Uma iniciativa que merece ser aplaudida de pé por todos os que se interessam por literatura, a “Hora da Poesia”, incluída no projeto “Viagem pela Literatura” da Secretaria da Cultura de Vitória/ES, ganha cada  vez mais espaço entre os frequentadores da Biblioteca Municipal “Adelpho Tales Monjardim”.

hora da poesia
Valsema Costa
hora da poesia, pmv
Renata Bonfim

É o que  informa Pedro Vargas ao novo Portal Don Oleari, chamando a atenção para a presença, no  encerramento da Hora da Poesia do mês de abril, da professora, escritora, poeta e trovadora Valsema Rodrigues e da laureada e nacionalmente aclamada Renata Bonfim.

projeto literatura, pmv
Italo Campos
hora da poesia
Ester Abreu

O psicanalhista e poeta Italo Campos e a escritora Ester Abreu participaram do encontro deste dia 30 de abril.

Aplaudindo e apoiando iniciativas como essa, a Coluna é estimulada pelo Poderoso Chefão Don Oleari a abrir seu espaço para maior divulgação do projeto, em plena execução, na certeza de que nela há espaços para a nova geração de

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Hora da Poesia -Wagner Gomes

poetas que procuram abrir janelas para divulgação de seus trabalhos.

escadaria
Escadaria Mario Ortiz

Criada no segundo semestre de 2020, em meio à pandemia, a ação “Hora da Poesia” ocorre uma vez ao mês, reunindo e apresentando o trabalho de escritores e poetas de forma virtual.

Em reunião anterior, a poeta Denise Moraes leu o poema selecionado para a Coluna desta semana:

“Maria Ortiz”, nome familiar para quem cruza o centro velho de Vitória e acompanha a trajetória dos nossos grandes heróis.

Rubens Pontes

Rubens Pontes.

Capim Branco, MG

Fonte:  Pedro Vargas ([email protected])

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denise moraes

Maria Ortiz: fatos históricos e reais

Denise Moraes

Convivência com familiares…

Um tempo que ficou para trás.

 

Era nas refeições que todos se reuniam em harmonia.

À noite meu pai contava histórias… ele as tinha em demasia.

E todos, atentos, de nenhuma palavra a se furtar.

 

Lembro-me das histórias que ele narrava,

Dentre tantas, a Invasão dos Holandeses,

Recordo-me, ainda, da sua maneira ao relatar.

 

Coberta a vila pela mata atlântica, próxima ao céu,

A bela Ilha do Mel cercada pelo mar.

Essa é Vitória do Espírito Santo,

Nesse azul anil, envolta num véu.

 

Lá no alto, na Vila de Nossa Senhora da Vitória,

Uma moça, de vinte e dois anos, trouxe-nos imensa glória.

Na antiga Ladeira do Pelourinho, no sobrado branco ela residia,

Hoje a ladeira é suntuosa escadaria, que recebeu o nome de Maria.

− Escadaria Maria Ortiz −

 

Sim, Maria… Maria Ortiz, primeira heroína Capixaba, tão audaz!

Seu nome, heroísmo e amor à terra,  memorizei.

Aqui nasceu essa guerreira, filha de Carolina Darico e Juan Ortiz Y Ortiz,

De origem espanhola, era a jovem Maria Ortiz, uma garota sagaz.

 

No térreo da propriedade do seu pai, uma taberna havia.

Onde, o pai de Maria, o vinho negociava.

Ah…! E meu pai a contar sobre a astuta e corajosa heroína,

A todos nós, esse célebre episódio histórico empolgava.

 

Nada consta nos registros que os estrangeiros dos navios,

Ao desembarcarem, a taberna frequentavam.

Bebiam até a embriaguez.

E de seus grandiosos planos se vangloriavam.

 

O senhor Juan Ortiz Y Ortiz, pai de Maria e tabelião da câmara,

Ao sair de casa, para de uma reunião participar, a taberna fechou.

À filha cuidados recomendou.

 

Precavidos os moradores souberam que os holandeses,

Estavam prestes a descer de seus navios… Iriam atacar.

Estes, porém, a metade da subida mal conseguiram alcançar.

 

Para Maria nada era segredo e para atacar se preparou.

Armas depositadas nos barris de carvalho. Quais armas?

Dejetos que nos barris eram depositados, armazenados como entulho.

 

Num ato de coragem e bravura, a participar da defensiva, aos vizinhos incitara.

O povo, que Maria liderou, os holandeses expulsou.

O seu triunfo: os inimigos afugentara.

 

E para tal façanha,

Água suja das tinas de banho e brasas, eles atiraram…

Encontraram resistência, sendo pegos de supetão.

Expulsos foram do Espírito Santo… fracassou a invasão.

 

Exibiam as madames, luxuosos urinóis de porcelana importada

Nos barris vindos da Ilha da Madeira, seus dejetos eram despejados.

E, embora a História diga que eles foram derrotados com água fervendo,

Contam as más línguas que foi com excremento.

 

Maria Ortiz, heroína foi consagrada.

O escrivão Juan Ortiz Y Ortiz, seu pai, a homenageou.

Por seu gesto heroico, uma coroa de margaridas amarelas

Em sua cabeça ele colocou.

 

Em 14 de setembro de 1603 ela nasceu

Em 25 de maio de 1646, faleceu.

Alguns frutos de sua descendência deixou,

Um dos seus filhos, o ilustre Barão de Fundão.

 

Seu brado não foi em vão.

 

 

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham