Será que é doce morrer no mar? | Quando morrem a realidade e a ficção | Sonhar em dupla é melhor | 31/8

é doce morrer no mar
É doce morrer no mar 
DETALHES DO ANEXO Alencar-Garcia-de-Freitas.jpg
Alencar Garcia de Freitas

Alencar Garcia de Freitas, jornalista

Se alguém dissesse que é doce morrer em rios e lagos de água doce talvez desse para acreditar por mais coerente, não? Mas sendo coisa do saudoso e bom baiano cantar, por exemplo, que é doce morrer no mar, como fica?

Não se pode esquecer que isso é coisa de baiano que conhecia, mais do que ninguém a Bahia de Todos os Santos. Imagine bem se um santo baiano é capaz de coisas inacreditáveis, o que pensar de todos os juntos são capazes de fazer? Caymmi, afinal, estava falando de “milagres” que conhecia bem de perto!

Uma vez, estando em Salvador a serviço, resolvi ir a uma das suas paradisíacas praias, para tomar uma água de coco e vi o vendedor  fazer uma pirueta que nunca tinha visto até então e também nunca mais vi nada igual…

O vendedor de água de coco, pegou o dito cujo, atirou-o bem alto, talvez a um metro e meio acima de sua cabeça, e o “cara” já descia com a parte de cima aberta, no ponto do freguês beber o seu gostoso conteúdo…

Fiquei de tal modo encantado com  aquela “pirueta” demorando-me um bom tempo ali, para ver as próximas.

Era tudo tão rápido e preciso, um espetáculo que deixava  os fregueses boquiabertos sem arredar os pés dali…

Os bons baianos são capazes de fazer quase tudo diferentemente do resto do Brasil. Alguém contou-me – nunca tive oportunidade de conferir –que o freguês  desavisado chegando a um carrinho de vender churrasquinho, o domo faz a pergunta de sempre: frio ou quente, tem a resposta natural, pois ninguém vai querer churrasquinho frio,: quente! E tome pimenta superar dente!

Alencar Garcia de Freitas é jornalista aposentado

Quando morrem a realidade e a ficção 

 lazaro-1280x720-1.jpgHá cerca de dois meses morria a realidade personificada por Lázaro Barbosa, de quem as gentes, às vezes até autoridades, queriam ficar a léguas de distância para não correr qualquer tipo de risco, inclusive de morte…

Não foram poucas as verbas públicas gastas para pôr fim a carreira desse personagem real que tanto ocupou espaços nos meios de comunicação de massa, antes, durante e depois de sua saída de cena, cujo último capítulo alcançou um pico de audiência jamais alcançado pelas emissoras de rádio televisão…

DETALHES DO ANEXO tarcisio-gloria-filho-e-nora.jpg
tarcisio, gloria, filho e nora

Personagem real, portanto não inventado, interpretado, passo a passo, com absoluta fidelidade. Apesar de toda a sua maestria interpretativa, que se saiba nenhum canal de televisão, nem mesmo a Rede Globo, pretendeu comprar seu passo…

Há poucos dias, outro personagem, ou seja, Tarcísio Meira, este de ficção, sai de cena, levando consigo inúmeros personagens  que interpretou magistralmente, deixando para trás milhões de “viúvas”…

Ao contrário do outro personagem as gentes estavam correndo atrás dele para abraçá-lo e pegar o seu autógrafo…

Os espaços nos meios de comunicação estão sendo e continuarão sendo explorados à exaustão e não será nenhuma novidade se logo, logo seu nome não virar nome de bairro, de avenida ou de praça pública…

Ainda bem que para a morte pouco importa se um foi personagem real e outro fictício, uma vez que ambos agora estão em pé de igualdade.

Alencar Garcia de Freitas é jornalista aposentado

Sonhar em dupla é melhor 

Geralmente sonhar em dupla, desde o tempo de namoro, é bem melhor, porque são dois seres com o mesmo sonho e a mesma garra, fazendo com que cada pensamento, cada momento de trabalho e cada gota de suor, somados e executados a quatro mãos serão muitos mais estimulantes. Aqueles que assim o fizeram podem dizer: idealizamos, executamos e vencemos juntos!

Histórias de sucesso assim tocadas e uma vez alcançadas provavelmente serão motivo de constante regozijo, embora a maioria passe de sonhos, apenas…

Quem sabe realizáveis no tempo dos nossos avós por serem mais pés no chão do que na atual geração. Eles pensavam e planejavam mais.

Nos dias de hoje as coisas com esse viés são resolvidas logo no primeiro encontro na praia ou no primeiro encontro de amor e sexo, sem a menor preocupação com as consequências.

Talvez em consequência de disso está refletido o aumento cada vez ais vertiginoso de casa e separa tão notório nos nossos dias.

Por conta de situações como essas conta-se como piada que o jovem foi  tentar o primeiro emprego e ao preencher a ficha, colocou o nome da mãe e no espaço que seria para o nome do pai, colocou um monte interrogações e como se não bastasse escreveu lá: não sei que nome coloco, uma vez que de todos os irmãos, cinco ao todo, minha mãe não sabe o nome de nenhum deles, acrescentando, ele na base da gozação, com letras maiúsculas: FICO DEVENDO ESSA!

Alencar Garcia de Freitas é jornalista

 

https://donoleari.com.br/a-noite-da-coruja-dinah-lopes/

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham