Escambo: a origem do comércio | Clube de Permuta | Artes & pandemia: Luyza Dantas, Andressa de Prá, Penha Schirmer, Hélia Castelli, Juliana Galvão, Renata Rosa, Fábio Calazans, Fabiano Meyer, Paulo Carleti | 3/9

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André Poubel & Tânia Calazans

 

Coluna VIVA A VIDA! Aqui tudo se sabe – André Poubel $ Tania Calazans

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1 – Permuta: é a troca de coisas entre seus respectivos donos – troca recíproca (Dicionário Oxford Languages).

2 – Pandemia: “A arte funcionou como refúgio para o mal estar, proporcionando estabilidade e equilíbrio mental em vários casos”, diz o psicanalista Paulo Carleti, um dos personagens da nossa coluna.

As trocas de bens e serviços sem envolvimento de dinheiro é conhecida por escambo – a origem do comércio. Arqueólogos e historiadores sugerem que essa prática já era usada na pré-história, no período neolítico, que marca o surgimento da agricultura (aproximadamente há 10.000 anos). Naquela época os agricultores e criadores de animais trocavam entre si os excedentes de produção.

Já no século XVI, o escambo foi largamente utilizado entre europeus e índios do litoral brasileiro. Os nativos davam madeira de pau-brasil aos portugueses, espanhóis e franceses, e em troca, os indígenas recebiam itens como facas, machados, espelhos e miçangas.

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camila favano e andré giordane

Como provou a história, o negócio não foi nada justo para o povo de Pindorama (nome de origem tupi-guarani que os nativos usavam para designar as terras brasileiras na época do descobrimento).

Quase 500 anos depois, com nova roupagem, as permutas se tornaram um recurso importante para movimentar o mercado, ajudando a milhares de empresários a se manterem ativos e atravessarem a crise.

Fonte: Diário do Comércio | https://diariodocomercio.com.br/

A coluna foi conhecer uma dessas plataformas de permuta. CAMILA FAVANO é gerente de conexão do @clubedepermuta no Estado do Espírito Santo. Em conversa conosco, de forma clara e resumida Camila pontuou como funciona o Clube de Permuta. Acompanhe:

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camila favano e andré giordane do clube de permuta

“O conceito utilizado é baseado em reunir inúmeras empresas de diversos segmentos numa associação para facilitar a troca de produtos e serviços entre os negócios. Em tempos de recessão econômica e com a pandemia o dinheiro se tornou mais escasso ainda e as permutas se tornaram uma alternativa para que empresas de diferentes segmentos pudessem continuar fazendo negócios, sem mexer em suas receitas”.

Um dos benefícios de ser associado ao Clube de Permuta é a aquisição de bens e serviços para sua empresa sem que se precise retirar dinheiro do caixa da empresa, afirma Camila Favano:

– “Outra vantagem é que, mesmo com as quedas nas vendas por conta da pandemia, no Clube de Permuta sua empresa terá um movimento de negócios dentro da própria plataforma, o que faz com que sua empresa tenha rotatividade. Outro ponto muito importante é a credibilidade e transparência do Clube de Permuta, que faz com que o associado se sinta seguro de que de fato vai receber pelo produto ou bem contratado”.

http://www.clubedepernmuta.com.br

@CLUBEDEPERMUTA
55 27 99654 1188 | 55 27 2888 0005
ANDRÉ GIORDANE – Diretor
CAMILA FAVANO – Gerente

A arte na pandemia

Se tem uma questão que está explícita, que nasceu e cresceu durante toda a pandemia e ainda permanece ativa, essa questão é o suporte que a arte tem dado para diversas pessoas, e isso está muito claro!

A arte, durante a pandemia, ganhou um espaço importante nas nossas vidas e a “Coluna Viva a Vida” desta semana conversou com algumas pessoas que nos confirmaram essa constatação, e nos contaram como foi que se deu essa experiência da arte se tornar uma aliada, um apoio nos momentos de angústia, e um presente em suas vidas.

“A arte funcionou como refúgio para o mal estar, proporcionando estabilidade e equilíbrio mental em vários casos”, diz o psicanalista Paulo Carleti, um dos personagens da nossa coluna.

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Vejam o que nossos entrevistados contaram!

PINTURA E CERÂMICA 

Luyza Dantas fundou a chakra

Viva a Vida teve a honra de visitar A Chakra, um projeto antigo de Luyza Dantas, que ganhou força e concretização durante a pandemia, e, em particular, pelo incentivo especial que veio de uma tia que tem Parkinson.
Fizemos um passeio pela “chakra” enquanto ela foi contando os detalhes do espaço lindo para arte e terapia que está nascendo ali, junto das arvores frutíferas, das flores, da matinha verde, com cheirinho de mato e barulhinho bom dos pássaros cantando.

– “Como faço cerâmica e sou terapeuta, busquei juntar as duas atividades, e a cerâmica sempre foi muito terapêutica para mim. Foi quando minha tia, que tem Parkinson, entrou em contato comigo me dizendo que seu médico a recomendou fazer uma atividade com barro, porque a pandemia estava fazendo muito mal a ela.  A partir dessa conversa eu acabei criando o “Terrapia”, que é um ambiente terapêutico, junto com a cerâmicaTerrapia Módulo 1, foi como eu batizei esse curso de cerâmica, que consiste no uso do barro como uma terapia mesmo.”

chakra-2-1.jpg– “Eu percebo que existe uma demanda enorme de pessoas na busca de atividades como essas que estamos oferecendo aqui na Chakra, para se ter ideia, a primeira turma que eu abri foram preenchidas três turmas muito rapidamente, e ainda tinha lista de espera.   Eu já estou indo para a terceira edição, com mais de 50 pessoas na fila de espera.
“As pessoas estão querendo muito isso, e os relatos das minhas alunas, a maioria, é o de que precisam de um momento em que não estejam tentando fazer alguma coisa resolutiva, querem mesmo somente aproveitar o processo sem terem que se preocupar com habilidade técnica e estarem conectadas com elas mesmas, olhando para dentro de si.”

Luyza conta que até agora, as alunas chegam lá buscando por um momento para exercitarem suas habilidades manuais como um meio terapêutico, aproveitando o processo, sem terem que se preocupar tanto com o produto final.   Seria como uma válvula de escape contra o peso desses dias não tão fáceis que estamos vivendo”, finaliza.

DETALHES DO ANEXO chakra-3-1.jpgLiza Tancredi | aulas de pinturas na chakra

Artista plástica, pintora, fotógrafa, professora de artes e de yoga, Liza está junto com Luyza na Chakra ministrando workshop de pintura e parou um pouquinho sua aula para falar com Viva a Vida:

– “essa experiência de dar aula de pinturas para adultos não é uma novidade na minha vida porque eu já dei aulas de pintura para jovens e  adultos na UFES, mas há 13 anos eu tenho trabalhado apenas com crianças. Quando a gente trabalha com criança é interessante porque o “feedback” é diferente, diz Liza, que prossegue:

– “Então aqui está sendo lindo ver o feedback dos alunos, e a vontade que eles têm de pintar, de usar essa linguagem como forma de expressão, como forma de você estar criativo nos dias da semana, numa segunda-feira à tarde, quando a maioria das pessoas ou está no trabalho, ou está fazendo as suas coisas em casa, mas eles se propuseram a vir aqui e aprender a minha técnica, que é uma técnica muito específica e peculiar de fazer pinturas de paisagem.  Eu pinto sobre o preto, eu faço o esboço com giz branco…”

Ela diz que seu curso na Chakra tem três temáticas:

– “uma pintura de paisagem, a natureza-morta, que a gente faz olhando, pintura de observação, uma paisagem afetiva, alguma coisa que eles gostem,  uma paisagem que de alguma forma marcou…e depois um tema livre. Minha proposta é a de que meus alunos sejam livres e que não fiquem presos às exigências estéticas do que elas imaginam que seja bonito, porque cada uma pessoa tem uma expressão, tem uma forma de se expressar. Da mesma forma letra, um gesto também tem a sua especificidade. O meu papel é ajudar aos alunos a soltarem o traço, aprenderem a combinar as cores, harmonia e composição, apenas isso, porque todo mundo tem capacidade de pintar. Isso é o que eu tento passar nesse curso.”

C H A K RA  , Rua Olímpio Lírio, 771, Santa Lúcia, Vitória – ES – 29056-135 | @a_c.h.a.k.r.a | @liza.tancredi_arte_yoga | @luyzadantas.art

ANDRESSA-DE-PRA-2-1.jpg ANDRESSA-DE-PRA.jpgAndressa de Prá redescobriu a aquarela

Andressa conta que começou a pintar aos 12 anos com a professora Dapaz Romano, numa escolinha perto de casa.

– “Após isso fui com a família morar em Brasília, mas sempre observando muito o que se passava nesse universo da arte, em especial a aquarela.  Depois, morei na Itália um tempo e sempre pensava que no dia em que eu me aposentasse eu iria pintar aquarela. Então, para faculdade, escolhi o curso de artes, antes da psicologia, cursei durante 3 anos. Lá conheci um projeto chamado “cada doido com sua mania”, no Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho e me interessei para a trabalhar com arte terapia. Fiquei lá 2 anos indo toda semana trabalhar com os pacientes.”

DETALHES DO ANEXO ANDRESSA-DE-PRA-4-1.jpgCom a pandemia, agora como psicóloga/psicanalista, Andressa, que havia perdido o contato com a pintura e, angustiada com tudo o que estávamos passando, resolveu voltar as atividades artísticas incentivada pelos seus amigos.  Comprou material, buscou técnicas na internet e fez uma imersão pelas cores, águas e papéis.
Animada com tudo o que estava acontecendo ela disse:

“…busquei aqui em Vitória um curso de aquarela e quando eu cheguei e mostrei meus quadros para o meu professor ele disse que eu já entraria na exposição de alunos ede ex-alunos porque “você nem começou a fazer aula e já está assim!…” aí eu participei dessa exposição e comecei a fazer outros cursos online e presencial também.”

Andressa acredita que “a arte é uma forma de expressão humana. Necessária ao humano. Dançar, pintar, fazer música, são expressões humanas que podem dar um bom destino às pulsões, aos momentos de angústia.” Ela acha que cada pessoa poderia experimentar e descobrir o artista interior escondido dentro de cada um. E concluiu dizendo que seu objetivo é seguir com suas atividades artísticas, em paralelo a sua profissão de psicanalista. @andepra

DETALHES DO ANEXO PENHA-EXPO-DIALETICA-1.jpgPenha Schirmer: aulas de cerâmica

PENHA SCHIRMER, artista plástica, ceramista, professora de cerâmica e proprietária do Ateliê PSCERAMICA. Capixaba, nascida e criada na Praia do Canto, Vitória/ES, desde muito nova sempre foi encantada com a cerâmica e sempre buscou conteúdo e ensinamento sobre o oficio, que Penha define como ARTE.

Dessa paixão surgiu sua profissão e da necessidade de compartilhar esses anos todos de vivência, paixão, dedicação surgiram as aulas de cerâmica em seu ateliê; a principio ministrou aulas com oficinas rápidas, e atualmente trabalha com aulas regulares de cerâmica.
Durante a pandemia aumentou muito a procura pela oficina de cerâmica e então Penha teve que ter o cuidado de necessário de dividir em turmas pequenas, com o espaçamento recomendado, uso de mascara, álcool em gel a disposição; tudo para tornar a experiência com a cerâmica um momento de relaxamento, prazer e autoconhecimento; a arte da cerâmica é uma terapia.

 COLECAO-TSURU-1.jpg– “Não somos mais os mesmos de antes da pandemia, estamos todos modificados de um jeito ou de outro e isso não volta mais. No inicio foi muito complicado para a ceramista, era uma montanha russa de emoções e decisões , suspende as oficinas, volta com as oficinas, suspende novamente; foi uma loucura total. Agora com a maioria já vacinada, retomamos a oficina de cerâmica e abrimos novas turmas a partir do mês de agosto.”

– “Atualmente estou com um projeto que se chama “MIL TSURUS POR UM DESEJO”, em São Paulo a Hideko Honma, artista plástica, criou um projeto para ajudar algumas instituições de lá que se chama “AS CANECAS DO BRASIL”… então eu criei a “CANECA TSURU” que estou enviando para o referido projeto e que mostro em primeira mão pra coluna de vocês.”

TSURU é uma ave sagrada do Japão, símbolo de saúde, sorte, felicidade, longevidade e da fortuna…conta a lenda que o TSURU pode viver até mil anos… reza a lenda que se uma pessoa fizer MIL TSURUS usando a técnica do ORIGAMI (arte secular de dobrar o papel) com o pensamento voltado para UM DESEJO , ele se REALIZA!

 HELIA-CASTELLI-2.jpgHELIA CASTELLI é aluna do ateliê PSCERAMICA e gentilmente deu seu depoimento:

– “A cerâmica na minha vida é uma terapia completa, aquele horário da aula de cerâmica é só meu. Desligo o celular e aproveito, projeto, amassar o barro, paqueira, cortar, montar e alisar (alisar é igual a lamber a cria, muito bom). Tem várias etapas além destas, as conversas na hora do chá, prestar atenção no trabalho dos amigos da turma. A gente descobre que até o barro tem memória e que as peças são ricas em personalidade. Adoro.”

JULIANA GALVÃO, Poetisa, aluna do curso da oficina PSCERAMICA.

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juliana galvão e penha schirmer

JULIANA se inspirou nesse contato com o barro e toda magia da criação e fez este poema que homenageia todos os ceramistas e apaixonados por cerâmica: –

“BARRO, material elementar,

fundamento essencial, Base,

Barrancos vermelhos e brancos,

Argila agarrada com polpas de dedos,

suja as unhas de água com segredos pós minerais.

Entendimento vagaroso,

Ateia Fogo na espera da sólida catarse. CERÂMICA. ”

PENHA SCHIRMER CERÂMICA – 55 27 99982 9501 | @psceramica

DETALHES DO ANEXO renata-rosa.jpegRenata Rosa: paixao pela cerâmica

Empresária, ceramista e proprietária da SerAnima, fala a esta coluna:

– “A arte sempre esteve presente na minha vida de alguma maneira. Sempre gostei de trabalhos manuais e antes do início da pandemia tinha feito quatro aulas de cerâmica e me apaixonei. Então veio a pandemia e me vi dentro de casa sem poder sair com meu comércio fechado, me senti angustiada e impotente e então foi na cerâmica que encontrei a maneira de me expressar, de extravasar, de me soltar, de me aliviar, e curar as dores da alma.

Renata fala na cerâmica como sua cura:

fotor-renata-1.jpg– “Digo que a cerâmica foi a minha cura, eu comecei então assistindo a vários vídeos aulas de cerâmica e assim fui me aprimorando e construindo a minha própria identidade, meu estilo, e só de pegar no barro e sentir o cheiro da terra molhada já me sinto bem, feliz e motivada, amo manusear a argila e me sinto parte da criação e fico logo curiosa para saber o resultado daquela peça.”

– “Cada peça é única, exclusiva, artesanal, é um exercício de paciência e persistência, onde muitas vezes imaginamos uma coisa e o resultado final é totalmente diferente, esse processo de criação é lindo e muito me atrai esse ritual, pois enquanto estou criando uma peça, dando forma ao barro, eu converso com ele, contando um pouco de meu dia a dia, meus pensamentos, minhas inseguranças, minhas dúvidas, minhas vitorias, minhas alegrias, tudo, o barro é meu analista!  É preciso entender que o barro tem vida própria, é testar a nossa capacidade, nossa paciência, é entender que as imperfeições existem e que são belas também, aliás adoro as imperfeiçoes.

DETALHES DO ANEXO fotor-renata-3-1.jpg– “Quero que quando alguém adquira uma peça minha consiga enxergar todo esse processo, o barro em seu estado bruto, a minha digital impressa nele, minha energia, meus pensamentos, a perfeição até na imperfeição, naquela alça, naquela fissura criada pelo próprio barro, tudo isso é pura poesia e arte. Eu gosto da modelagem manual, não uso torno em meus trabalhos, a modelagem manual te das infinitas possibilidades de criação e imaginação.”

– “Procuro sempre estar em contato com a natureza, uso galhos, pedras, conchas, materiais naturais para minhas texturas e para isso construí meu ateliê dentro de uma fazenda na cidade de Montanha – ES, onde tenho como vizinhos cavalos, bois, pássaros, galinhas, cachorros, às vezes escorpiões e cobras também; costumo dizer que trabalho dentro da arca de Noé. A cerâmica hoje é minha vida, ela me transformou e me fez enxergar a vida de forma leve, e se deixando levar a energia do barro tem o dom da cura”.

As cerâmicas de Renata Rosa são encontradas na loja Simultâneo, Shopping Triangulo – Praia do Canto. Vitória/ES | @seranima.ceramicas

fabio-calazans-1.pngMÚSICA 

Fabio Calazans: muitas aulas on line na pandemia  

“Realmente na pandemia, como as pessoas ficaram muito em casa, e procuraram diversificar, mudar de ambiente, então começaram a praticar alguma atividade voltada para a arte. No meu caso, como eu sou professor de música e músico, muitas pessoas me procuraram para ter aulas, inicialmente on-line, depois quando tivemos uma “trégua” do isolamento, para aulas presenciais, pois queriam sair um pouco de casa também. Mas foi bem interessante porque as pessoas pensaram em arte como uma maneira de tornar a realidade mais leve”, ressaltou Fabio.

– “Um fato curioso, é que alguns donos de lojas de instrumentos musicais contaram que houve grande procura para compras há 1 ano, mas se comparado com agora com a pandemia um pouco mais controlada devido à vacinação, as vendas diminuíram. @fpcalazans

 fabiano-meyer-2.jpgFabiano Mayer: vendas de instrumentos musicais 

Músico, professor e empresário, Fabiano confirmou Fábio Calazans com relação às vendas de instrumentos musicais:

– “houve uma grande procura lá no primeiro momento da pandemia, porque as pessoas em isolamento passaram a assistir muitas “lives” de música e se animaram em adquirir também os seus instrumentos para fazerem aulas. Já no segundo momento, em 2021, quando decretado o segundo “lockdown”, ele lembra que foi muito ruim:

– “As vendas cessaram porque aqueles que desejavam comprar um instrumento já haviam comprado, então aí número de pessoas querendo estacionou. O que me surpreendeu e vale destacar é que aqui na loja nós temos uma luthieria – que é uma oficina de reparos de instrumentos de corda com caixa de ressonância – então isso gerou muito movimento e não parou mais. Para se ter uma ideia, nós estamos trabalhando com lista de espera e no momento temos 10 instrumentos na fila.

– “Quando é para uma intervenção maior, em casos de quebras por motivos de quedas, aí a gente leva para um “luthier”, que é um profissioal que tem uma oficina com máquinas mais sofisticadas”.
Fabiano conclui dizendo que o interessante nessa questão toda é perceber que as pessoas estão buscando a restauração de seus instrumentos que estavam guardados.

Av. Rio Branco, 799 A, Santa Lucia, Vitória – ES, 29056-25 (27) 3025-2111 | @mayerescolademusica | @fabianomayerguitar

DANÇA
Geraldine Cerutti: balé para adultos
Geraldine também revela que na sua escola as pessoas procuraram a dança para se desestressarem:
– “…costumo dizer que somos privilegiados de a arte fazer parte das nossas vidas. Tanto a dança, como a música e a pintura estão sendo fortes aliados contra a depressão, porque trazem um pouco de conforto e de alegria para a vida das pessoas. Na escola Balé da Ilha, assim que nós retornamos aos trabalhos de forma presencial as pessoas procuraram a dança mais como uma atividade mental do que como uma atividade física”.

DETALHES DO ANEXO GERALDINE-CERUTTI-E-CLAUDIA-PIASSI-NO-BALE-DA-ILHA-1.jpg
geraldine cerutti e claudia piassi no balé da ilha

Diz Geraldine:- “A prática da dança, os movimentos com a música e a respiração promovem um bem-estar geral, e mais ainda a socialização, porque todos viveram de forma tão isolada, né, e essa socialização de forma segura é bastante positiva. Então, sim, as pessoas procuraram a prática da dança: tanto do balé clássico, como do jazz, e da dança contemporânea para se mexerem, para se moverem, para serem aliados, principalmente neste momento de tanta angústia”, conclui.

Claudia Stringari Piassi: sonho de criança realizado durante a pandemia

Cláudia, que é artista plástica e professora de artes, se tornou aluna de Geraldine, no Balé da Ilha, durante a pandemia.

Foi fazer aulas de Balé, por indicação médica para se exercitar, a fim de melhorar as dores que sentia nos quadris e aproveitou para assim realizar seu sonho de criança. Como nunca pode fazer balé antes, ela ficou muito feliz porque nunca tinha planejado isso e os acontecimentos da vida a levaram até a dança. Hoje ela se encontra totalmente envolvida e cada vez mais apaixonada pelo balé.
Emocionada, Claudia abriu seu coração:

– “eu serei a idosa mais feliz do mundo com essa formação de bailarina, mesmo que tenha vindo num momento tardio e de  tantas incertezas causadas pela pandemia, porque  acredito que para os sonhos da gente não devemos nos limitar por causa da idade…”

…”Para começarmos a realizar os sonhos, o ideal  é  estarmos abertos para vivermos aquilo com maturidade, com responsabilidade, e entendermos que, no meu caso,  eu não serei aquela bailarina do “Teatro Municipal”, mas que para mim o importante é perceber que cada vez mais consigo entender meu corpo, a questão da postura, e ainda, entender o que é a profissão de uma bailarina, o que é a profissão de uma artista da dança,  principalmente num país em que vivemos, onde realmente as oportunidades são menores, se comparadas com as de países mais desenvolvidos.”

  1. Chafic Murad, 720 – 2º piso, Bento Ferreira, Vila Velha/ES – 29050-660 –(27) 3063-1363 | @[email protected] | @dine_cerutti | @claudia_stringari_piassi
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ivna messina

Ivna Messina: dança flamenca

No final de 2019, Ivna resolveu abrir um estúdio, uma sala de dança para atender suas alunas, porque sempre ministrou aulas de dança em outras escolas. Terminadas as obras, em 2020, com escola inaugurada e iniciado o ano letivo, “o primeiro ano letivo do meu espaço, que se chama Sala Baila. Foram somente duas semanas de aulas regulares, e aí veio a quarentena”, contou.:

– “…então fiz vídeos e transmiti via YouTube para compartilhar tanto para as minhas alunas, quanto para outras pessoas que se interessassem em aprender algumas coisas básicas relacionadas ao Flamenco. E quando percebi que não passaria tão rápido essa questão do isolamento, aí sim eu comecei a assumir realmente as aulas online e a trabalhar muito mais as redes sociais do meu espaço e comecei a fazer umas produções artísticas com as alunas”.

Ivna diz que algumas que estavam muito acostumadas em fazer aula presencial tiveram dificuldade:

– “acho que pela comparação da vivência, da experiência que elas tinham em sala de aula. Mesmo assim, comecei a receber novos alunos, pessoas que nunca tinham dançado, pessoas que estavam se sentindo muito paradas durante a pandemia e que queriam aprender uma coisa nova. E aí o que foi legal é que eu tive alguns alunos de outros estados que estão fazendo aula online comigo até hoje”, comemora Ivna.

– “Quando virou o ano para 2021, e o risco de contaminação estava diminuindo, eu tomei coragem de voltar as aulas presencias seguindo todos os protocolos de segurança contra a Covid. Aí comecei a dar aulas para grupos. Alguns alunos preferiram ficar online até a situação ficar realmente melhor. Então eu estou nessa: divido as turmas de 2 em 2 e faço rodízio, e ainda tenho uma turma que é integralmente online, e estes se dizem muito satisfeitos”.

Ivna ressaltou ainda que seus alunos estão respondendo muito bem a todas essas adaptações que teve que fazer para atender na pandemia.

Para concluir:

– “…eu queria falar que eu, enquanto professora, também me sentia muito triste e fiquei muito abatida durante esse período de alta contaminação pelo vírus da covid, e o fato de ter esse compromisso com os alunos, dar aulas, e de estar ali online, disponível, planejando as aulas, trocando experiências com as alunas, criando junto, isso para mim foi e continua sendo muito fortalecedor…”

[email protected] | @ivnamessina | @salabaila

O psicanalista Paulo Carleti acredita que a arte pode funcionar como fonte de alívio para os transtornos mentais.

SAÚDE MENTAL 

Paulo Carleti: alívio e suporte emocional 

Para o psicanalista Paulo Carleti, “a arte nesta pandemia serviu como uma válvula de escape e suporte emocional para muitas pessoas. Tudo o que antes, às vezes, tinha uma função de liberdade para o sujeito, precisou ser retirado por conta do risco de contaminação”.

– “Em suas diversas possibilidades de manter viva a criatividade e, portanto, a arte funcionou como refúgio para o mal estar, proporcionando estabilidade e equilíbrio mental em vários casos”.

Durante a conversa, ele nos contou entusiasmado que está, juntamente com a sócia e também psicanalista Raquel Moscon, dando os últimos retoques para a inauguração da clínica – que vão inaugurar agora em outubro – para tratamento de pessoas com transtornos mentais, dependência química, transtornos alimentares, de ansiedade e depressões.

Carleti informa que terá, além do tratamento com equipe multi e interdisciplinar, “a arte como elemento forte na promoção da saúde mental, por ser um recurso que propicia a singularidade e autonomia do paciente”. @pccarleti

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Iris Apfel

A coluna pelo mundopenha-schirmer.jpg

A celebridade Iris Apfel, a bordo dos seus  anos curtiu nossa coluna pelo Instagram. Aproveitamos para parabenizar Iris, que tem 1 milhão e 900 mil seguidores.

Penha Schirmer, que está na coluna de hoje, nos mandou os cumprimentos pelo direcionamento da nossa coluna.

Agradedemos a ambas as atenções e gentilezas.

André Poubel & Tania Calazans.

 

Contatos com a coluna:

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https://donoleari.com.br/mais-belos-poemas-brasileiros/

 

 

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham