Lipedema: mulheres lideram busca por exercícios físicos, mas para 20 milhões esforços não trarão resultados esperados

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Lipedema é confundido com obesidade; mulheres buscam  exercícios físicos

ARTIGO | 

REDAÇÃO DOPN \ AQUI ESPÍRITO SANTO

Provocando acúmulo crônico e doloroso de gordura em pernas e quadris, lipedema é confundido com obesidade, mas resiste a mudanças de hábitos como dietas e atividades físicas

O lipedema, doença que afeta mais de 20 milhões de brasileiras, foi o tema central do BAPS Lipedema Day 2026, realizado neste sábado (13/6) simultaneamente em 18 cidades brasileiras, incluindo Vitória, capital do Espíririto Santo.

A Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS) reuniu cirurgiões plásticos, fisioterapeutas, nutricionistas e outros especialistas para levar informação qualificada sobre a doença que, apesar de prevalente, ainda é amplamente desconhecida e confundida com obesidade.

Ao todo, 1.100 pessoas estiveram presentes..

Para as mulheres que convivem com o problema, inchaço persistente nas pernas, dor ao toque e sensação de peso nos membros inferiores são sintomas recorrentes que resistem a dietas e exercícios rigorosos.

“O que muitas ainda desconhecem é que esses sinais podem indicar exatamente a presença do lipedema, uma doença crônica, de origem hormonal e genética, que afeta exclusivamente mulheres e não responde a mudanças de estilo de vida”, alertou o cirurgião plástico Wilson Valadão, embaixador do BAPS Lipedema Day.

baner-lipedema.jpg13 de junho de 2026Importância de falar sobre lipedema

Ainda que o lipedema tenha ganhado as redes sociais nos últimos anos, o especialista explica que ainda há um longo trabalho de conscientização a ser feito.

Afinal, gradativamente a qualidade de vida das que convivem com o problema sem informação e o diagnóstico correto segue se deteriorando enquanto elas passam a evitar alguns tipos de roupa, abandonam passeios que envolvem piscinas, lagos, rios e praias, e sentem o impacto na saúde mental.

Estudos internacionais estimam que o lipedema atinja entre 10% e 18% das mulheres em todo o mundo.

No Brasil, a BAPS conclui que a grande maioria das pacientes ainda leva mais de uma década para receber o diagnóstico correto, tempo em que se acumulam tratamentos ineficazes, impacto emocional severo e progressão da doença.

“O lipedema não tem cura, mas tem tratamento que envolve desde abordagens conservadoras como drenagem linfática e compressão, até, em estágios mais avançados, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração especializada”, explicou o cirurgião plástico Bruno Granieri, embaixador na Capital para o BAPS Lipedema Day 2026.

Segundo o especialista, apenas essas abordagens podem oferecer alívio significativo dos sintomas e melhora expressiva da qualidade de vida.

A importância da informação

A disseminação da informação acerca do lipedema tem se mostrado fundamental para ajudar pacientes a conseguirem diagnósticos mais rápidos e mudanças de hábito de vida que amenizam o problema, como alimentação, massagens e atividades físicas.

Ainda assim, sem o acesso aos especialistas certos, o tratamento preciso pode demorar.

“O acúmulo desproporcional de gordura em regiões das pernas, quadril e braços pode ser doloroso e vai demandar uma abordagem que combine cirurgião plástico, fisioterapeuta, dermatologista, cirurgião vascular, todos alinhados para trazer alívio e devolver a qualidade de vida à paciente, que dificilmente vai conseguir essa melhora sem acompanhamento”, argumentou Nelson Fernandes, cirurgião membro da BAPS e um dos embaixadores locais do BAPS Lipedema Day 2026.

“O lipedema é um grande marcador de inflamação. Operar uma paciente que sofre com lipedema sem antes tratar essa inflamação vai aumentar significativamente o risco de complicações. Por isso é tão importante conscientizar não só as mulheres, mas toda a classe médica sobre a doença”.

Os especialistas salientam que o tratamento é personalizado e único para cada paciente, o que torna a abordagem multiprofissional necessária, envolvendo ainda endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos.

O tratamento clínico é fundamental para desinflamar o corpo, melhorar o metabolismo e reduzir os sintomas.

A cirurgia, quando indicada, entra como complemento com foco funcional, não apenas estético.

Nos casos moderados a graves, com persistência de dor ou comprometimento funcional, a cirurgia redutora de lipedema torna-se uma necessidade médica.

Reforço na conscientização

A 3ª edição do BAPS Lipedema Day integra uma agenda maior voltada tanto para a valorização da saúde da mulher quanto para a consolidação da cirurgia plástica e da medicina de qualidade no Brasil.

O objetivo é claro: quanto mais cedo o lipedema for identificado, maiores são as chances de controle da progressão e de preservação da mobilidade, autoestima e bem-estar das pacientes.

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Sobre o BAPS Lipedema Day

https://baps.global//

Com informações de Bruno Anacleto

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham

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