Expansão da sigla LGBTI amplia representatividade de gênero e sexo na dinâmica social | Eleição de Miss Gay |17/8

expansão da sigla LGBTI
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Representatividade pode ser ampliada com Expansão da sigla LGBTI

 

Por Weyden Alexandre

Olá, pessoal, a convite estarei por aqui mensalmente compartilhando com vocês histórias, curiosidades, projetos, personalidades, acontecimentos, eventos, saúde e muito mais referente ao segmento no Espírito Santo.

E também será uma grande alegria compartilhar com vocês tudo que tive o privilégio de participar e vivenciar na construção de políticas públicas para a comunidade LGBTQIAP+ capixaba.

Senhoras e senhores, queiram ocupar os seus lugares que daremos a partida porque o absurdo é apenas meio caminho para o sonho. Vamos?

Reproduzimos a matéria sobre a ampliação da representatividade, aproveitando as opiniões nela expostas pelo presidente da Aliança Nacional LBGTI, Tony Reis.

É uma discussão em andamento entre as várias correntes do movimento, que procura abrigar todos os entes e comunidades por ele representados (Weyden Alexandre).

LGBTQQICAPF2K+ pode se tornar a nova sigla do movimento.

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Érica Bernardes
Atualizado há 8/7/2021

Se para as definições de amor, sexo e gênero cabem quase o alfabeto inteiro, imagina quando englobamos as definições do universo gay e trans. Uma nova proposta, levantada por um fórum LGBT britânico, coloca mais elementos na sopa de letrinhas do movimento.

Para os usuários da rede social Quora, a nova sigla deveria ser LGBTQQICAPF2K (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queers, questionadores, intersexuais, curiosos, assexuais/agêneros, pansexuais/polissexuais, familiares e amigos, 2 “two spirit” (gêneros não-ocidentais), kink (formas de excitação não-heterossexual) e (outras opções).

A fórmula, que soma 14 letras, números e símbolo, é uma tentativa de ampliar e adaptar a representação de gênero, sexo e identidade. Mas recentemente, no Brasil, essa discussão foi além, já que a Aliança Nacional LBGTI levantou uma sigla ainda maior, formada por 17 elementos, que ficou em debate por seis meses.

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toni reis

Porém, para chegarem a uma sigla considerada inclusiva, a decisão foi adotar LGBTI , acrescentando o I, que representa Intersexuais (antigos hermafroditas, que nascem com a genitália ambígua) e o sinal de , para especificar que existem ainda outras denominações.

– “Em 1990, nós éramos todos homossexuais, depois passamos a ser GLS, GLBT, LGBT e agora LGBTI “, explica Tony Reis, diretor presidente da Aliança, diretor-executivo do Grupo Dignidade e integrante da executiva da rede GayLatino.

O representante descarta a possibilidade de mudar novamente a sigla, já que isso depende de muita articulação.

– “A sigla é importante porque são rótulos políticos e as pessoas dependem de políticas públicas, mas eu espero que daqui a dez anos nós não tenhamos mais siglas, que sejamos todos seres humanos e que todos respeitem a diversidade sexual. Nesse momento, nós ainda precisamos ter bandeiras e rótulos políticos para que as pessoas comecem a respeitar e as pessoas que já respeitam, continuem”, explicou.

A implantação dos intersexuais na sigla nacional refletiu mudanças positivas, já que a Aliança está trabalhando junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) a articulação da política pública que autoriza a operação dessas pessoas somente quando adultas, ou seja, com mais de 18 anos.

– “Na maioria dos casos, os intersexuais eram mutilados ainda bebês”, destacou Reis.

https://aliancalgbti.org.br/quem-somos/

https://www.diariodaregiao.com.br/cidades/riopreto/lgbtqqicapf2k-pode-se-tornar-a-nova-sigla-do-movimento-1.202117

Depoimento

Precursor e ativista do movimento LGBTQIAP+ no Espírito Santo, Weyden Alexandre foi pego de surpresa no Museu do Negro em um badalado evento, quando o professor universitário Erly Vieira entrou no camarim e gravou um depoimento meu sem maiores pretensões…

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Expansão da sigla LGBTI amplia a representatividade.

Eleição Miss Gay

 

https://donoleari.com.br/viva-a-vida-aqui-tudo-se-sabe-especial-pedra-azul/

QUAL a origem do movimento LGBTI no Brasil

O movimento pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil começou a partir de reuniões em espaços sociais, como bares e clubes nos anos 1970, em plena ditadura (1964-1985). Eram nesses espaços que publicações homossexuais circulavam. Elas serviram de referência numa fase inicial de organização.

“Gueto era um nome que já usávamos para boates frequentadas por gays, lésbicas e travestis. Fazíamos panfletagem e buscávamos montar nossa pauta de reivindicação e apoio lá”, diz Alice Oliveira, militante lésbica.

expansão da sigla lgbtiPublicações precursoras
‘O LAMPIÃO DA ESQUINA’

O primeiro jornal de temática homossexual com grandes tiragens e circulação nacional foi “O Lampião da Esquina”, fundado em 1978 como parte da imprensa alternativa da época. Ela se beneficiava do abrandamento da censura imposta pelo regime militar. A ideia da publicação era “dizer não ao gueto e, em consequência, sair dele”, conforme afirmava o editorial da primeira edição do veículo.

O “Lampião” fazia oposição à ditadura e servia para denunciar abusos contra LGBTIs, como a prisão arbitrária de lésbicas devido a sua orientação sexual em 1980, em São Paulo, no que foi apelidado de “Operação Sapatão” —algo que continuou a ocorrer com transexuais e travestis após a redemocratização.

A cobertura do veículo incluía outras causas sociais, como a questão indígena. Ele era também uma resposta à parte da esquerda que associava os gays à “decadência burguesa” e via o movimento homossexual como “um desvio da luta principal”, que era “o fim do capitalismo”. “Era uma ideia de revolução com luta armada, de um homem muito masculino, que pega em armas”, afirma a ativista transfeminista e escritora Helena Vieira, em entrevista ao Nexo.

‘CHANACOMCHANA’

Em sua edição de 1979, “O Lampião da Esquina” abriu espaço pela primeira vez para participantes lésbicas, que escreveram um longo artigo chamado “Não somos anormais”.

Em 1981, elas criam um novo jornal, depois transformado em boletim: “Chanacomchana”, vendido no Ferro’s Bar, frequentado por lésbicas no centro de São Paulo. Sua venda não era aprovada pelos donos, e as militantes chegam a ser expulsas. No dia 19 de agosto de 1983, participantes do Galf (Grupo Ação Lésbica-Feminista, fundado em 1981), com apoio de outras feministas e de gays, driblam o porteiro do Ferro’s, fazem um ato político e conseguem reverter a proibição.

O evento repercutiu nacionalmente e é frequentemente comparado à Revolta de Stonewall, de 1969, em que LGBTIs revidaram a uma ação policial no bar Stonewall Inn, em Nova York. Décadas depois, militantes propuseram a comemoração do 19 de agosto como Dia do Orgulho Lésbico, reconhecido no Estado de São Paulo pela Assembleia Legislativa.

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2017/06/17/A-trajet%C3%B3ria-e-as-conquistas-do-movimento-LGBT-brasileiro#section-4

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham