O deputado federal Felipe Rigoni, pré-candidato do União Brasil ao Palácio Anchieta, afirma que os cursos de qualificação profissional precisam estar conectados às demandas das empresas e do mercado profissional, para serem bem-sucedidos e cumprirem o objetivo de gerar emprego e renda.
Felipe Rigoni participou do lançamento do maior e mais estruturado programa gratuito de capacitação em programação de software para jovens e adultos, desenvolvido em parceria entre a Action (Associação Capixaba de Tecnologia) e o Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo), com o decisivo apoio do deputado, por meio da indicação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 5 milhões.
Demanda
Felipe fez parte também da formulação conceitual dos programas.
“O deputado Felipe Rigoni teve a sensibilidade para perceber a importância dos programas para o desenvolvimento do setor de tecnologia e, principalmente, para a transformação da vida de adolescentes, jovens e adultos do ES. Foi esse apoio que irá viabilizar a realização dos programas em todas as regiões do Estado e oferecer o significativo número de mais de 2.800 vagas”, afirma Emílio Barbosa, presidente da Action.
A Action destacou o apagão de mão de obra na área de Tecnologia da Informação (TI). O setor deverá contratar 420 mil profissionais até 2024. O cenário é de forte demanda por profissionais com competência em desenvolvimento de software.
Os salários estão em alta e as empresas estão contratando estudantes em estágio inicial de formação, relatam os empresários do setor. Em poucos anos a remuneração pode chegar a R$ 5 mil.
“É fundamental que haja essa conexão entre a demanda e os cursos de qualificação para facilitar a inserção dos jovens e adultos no mercado de trabalho. A educação tecnológica é um pilar pra mim. Precisamos preparar nossos jovens. Investir em formação é investir no futuro e a programação é uma necessidade do mercado. Fico muito feliz por ter contribuído”, disse Felipe Rigoni.
A parceria entre a Action e o Ifes promoverá dois cursos, o Programe-se e o Reprograme-se: eles são gratuitos e com público alvo focado em pessoas que necessitam se profissionalizar e não possuem condições de pagar por uma formação. 🎓
Programe-se
Serão ofertadas 550 vagas, aproximadamente, para uma formação com duração de dois semestres, sendo 40% da carga horária presencial e 60% a distância. A expectativa é desenvolver nos alunos o interesse na área de TI.
A formação desse programa é para preparar programadores de software, e para isso serão utilizadas variadas abordagens pedagógicas como robótica e jogos digitais. A ideia é inserir os jovens estudantes, em estágio inicial de formação, no mercado de tecnologia.
A previsão inicial é que o Programe-se atenda os municípios de Alegre, Barra de São Francisco, Colatina, Linhares, São Mateus e Guarapari.
Reprograme-se
Será 100% gratuito e executado de forma on-line, com apoio e orientações presenciais, quando necessário, nos polos de atendimento dos municípios contemplados no Reprograme-se.
Esse programa tem o foco em profissionalizar ou requalificar jovens e adultos, sem limite de idade, que já passaram pelo ensino médio, ou mesmo que queiram mudar de área em busca de melhores oportunidades.
São 1140 vagas ofertadas inicialmente e mais 1140 vagas na segunda oferta do projeto, totalizando 2280 vagas em 16 municípios: Alegre, Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Domingos Martins, Linhares, Mimoso do Sul, Montanha, Nova Venécia, Santa Teresa, São Mateus, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Vila Velha e Vitória
Crítica ao governo do ES
Felipe Rigoni faz críticas ao Qualificar ES, programa criado pelo atual governo do Estado, em maio de 2019, supostamente com foco no empreendedorismo e na empregabilidade.
“O mercado não foi devidamente ouvido na formulação do programa. Não há conexão com o setor produtivo. Empresas, governos e academia devem andar juntos nesse processo. O programa atual é muito fraco e limita as opções dos jovens”, sustenta Rigoni.
Ilusão
Em recente comunicado divulgado pelo governo do Estado, o Qualificar ES informa que as pessoas que concluírem cursos práticos dos eixos de Gastronomia, Beleza, Costura e Decoração de Festas receberão um “kit empreendedor” com produtos para subsidiar a abertura de novos negócios.
“Será que houve a devida pesquisa de mercado para saber o potencial de inserção dessas pessoas nessas atividades? Há demanda para isso? Ou estão formando gente sem saber o que o mercado precisa? Acho que há o risco de vender ilusões”, afirma Rigoni.
Com André Hees
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