Futebol nunca foi minha praia e nem cantar… | Inverno “assassino” | Alencar Garcia de Freitas | 2 em 1

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Alencar Garcia de Freitas

Futebol nunca foi minha praia…

…Mas por que não existem políticas mais decentes? Quase nem precisa responder; está na cara que é porque faltam políticos e gestores públicos decentes e competentes!

 

No meu tempo de rádio, iniciado na Rádio Aimorés, em 1954, comecei como locutor e uma rápida passagem como apresentador de programa de auditório.

Em 1957, já em Vitória, comecei como locutor comercial na Rádio Capixaba, emissora em que fiz carreira, como locutor comercial, disk jockey, apresentador de diversos programas, rádio-ator, entrevistador,  editor, redator e apresentador de jornal falado, chegando, finalmente, a superintendente da emissora.

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O único departamento em que nunca atuei  foi o de esportes por não ser a minha praia. Mesmo assim, como diretor da emissora, formamos, a pedido do diretor do departamento de esportes da emissora, Sebastião Silva, uma equipe espetacular com profissionais locais e do Rio e São Paulo…

Mas o impossível sempre pode acontecer. Estava eu no hotel no Rio, resolvendo problemas da emissora, quando Sebastião Silva, o diretor de esportes, liga cedo dizendo que o narrador da Rádio Globo, que faria a pista do jogo Santos , SP, e Benfica, de Portugal, que seria realizado naquele dia, informou que não poderia fazer a pista, como contratado.

Tião disse que precisava que eu fizesse a pista daquele jogo, no Maracanã, e eu falei com ele: você está maluco, cara! Não entendo nada disso! E ele me disse: você só vai fazer de conta; será apenas encenação; e colocou na minha mão o BTP, microfone sem fio, que pesava uns dois quilos. Seria a estreia do dito cujo.

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Era só levantar a antena e ficar rodando com na parte gramada do Maracanã , ocupada pelos jornalistas, e o jogo não era nada mais, nada menos do que Santos, de SP, e Benfica, de Portugal, que terminou em 3 x 2, com o time brasileiro levando a melhor, graças aos dois gols de Pelé e um gol de Coutinho.

O resto, como combinado, era pura encenação; se ouvia a gritaria dizendo que era gol, eu repetia o mesmo. No final, eu estava exausto de tanto correr de um lado para o outro por conta do peso do tal BTP!

A gritaria no Maracanã, superlotado, comemorando a vitória do Santos e do rei Pelé!

Com a minha experiência em rádio, fazendo de tudo um pouco, inclusive radioteatro, parece que me ajudou bastante na encenação. Aliás, essa foi a minha segunda encenação em rádio. A primeira foi no auditório da Rádio Capixaba, na Cidade Alta, em Vitória, quando em um programa especial, meu nome foi  sugerido para me apresentar cantando uma música de grande sucesso na ocasião.

Lá fui eu, depois de ensaiado bastante e combinado direitinho com o sonoplasta para soltar a música, e eu, “cantando”, como se fosse o tal, e o auditório quase vindo abaixo, repetindo o meu nome Alencar, Alencar, Alencar. Isso mostra que uma boa invenção de última hora pode salvar uma situação!

Alencar Garcia de Freitas é jornalista aposentado

Inverno “assassino”

Por vezes venho falando com amigos e venho escrevendo que o inverno não é a estação do ano dos pobres. As outras estações e mais ainda o verão são as estações dos pobres, que podem andar sem agasalhos e até mesmo semi despidos.

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São Paulo/SP: Censo 2019 mostrou mais de 24 mil pessoas em situação de rua a população de rua na cidade de rua anos . Foto: Jorge Araujo

O inverno, em regiões mais frias, pode até matar, como aconteceu há poucos dias na maior e mais rica capital brasileira, São Paulo, em que em uma noite morreram quatro pessoas, das que vivem situação de rua. Por ironia aconteceu na cidade que ostenta o maior PIB do país!

Em virtude desse vergonhoso caso é de se perguntar que PIB é esse que num frio como o que está maltratando as regiões Sul e Sudeste, de novo as mais ricas? Nessas regiões têm turistas – é bom que se diga brasileiros – festejando a chegada do inverno fazendo bonecos de gelo, enquanto pobres morrem congelados nas praças públicas!

Em tempos assim é que se veem que no Brasil,  nem mesmo nos estados que ostentam os melhores PIB’s, não têm políticas públicas decentes!

Mas por que não existem políticas mais decentes? Quase nem precisa responder; está na cara que é porque faltam políticos e gestores públicos decentes e competentes! Basta ver que alguns deles não têm vergonha de se enriquecerem a custa do dinheiro público que deveria estar sendo aplicados em estruturas, por exemplo, para atender a população em casos de desastres ecológicos de quaisquer naturezas.

Reconheço, de sã consciência, que bater em teclas como essas é como malhar em ferro frio num tempo em que o de que mais se precisa é de calor nas ventas!

Alencar Garcia de Freitas é jornalista aposentado

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham