Academia comemora 125 anos de Maria Antonieta Tatagiba em 17/09/2021 | A primeira a publicar um livro e gerenciar um jornal no ES

Academia comemorara 125 anos de Maria Antonieta Tatagiba
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Rubens Pontes, jornalista

Maria Antonieta Tatagiba – Academia comemorara 125 anos de

Rubens Pontes homenageou a poeta em dezembro de 2016. Pedro Antonio de Souza em 2019.  

Coluna AQUI RUBENS PONTES: Meu poema de sábado

By Don Oleari – Março, 13, 2019 – Data da coluna com o texto do presidente da Academia Maria antonieta Tatagiba

Texto de Pedro Antonio de Souza, a seguir:

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pedro antonio e casa de maria antonieta

Em 13 de março de 1928 faleceu aos 32 anos a grande poetisa capixaba MARIA ANTONIETA TATAGIBA. Deixou 3 filhos menores, o viúvo o Dr. José Vieira Tatagiba e seu único livro publicado FRAUTA AGRESTE (1927).

Foi o primeiro livro escrito por uma mulher a ser publicado no Espírito Santo.

Deixou também uma enorme lacuna no município de São Pedro do Itabapoana (1890 a 1930), onde nasceu e morreu, bem como no universo cultural capixaba. Muito admirada e respeitada em sua época, volta a ter grande brilho a partir dos anos 2000, com o reviver de sua produção poética.

Em 13 de março de 2021, são 93 anos do seu falecimento. A Academia MARIA ANTONIETA TATAGIBA – Artes – História – Letras, criada no Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul/ES, em sua homenagem e com o objetivo de vivificar legados, propõe o aprofundamento do conhecimento de sua obra e vida, parabenizando as instituições e pessoas que assim já procedem.

Sua vida nos revela grande dinamismo, uma visão à frente de sua época, brilhantismo como educadora e, mais que tudo, uma inspiração para todos nós.

MARIA ANTONIETA TATAGIBA descansa em paz, esta mesma PAZ que nos presenteia com a beleza de sua produção poética.

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Pedro Antônio de Souza

Presidente da Academia Maria Antonieta Tatagiba – Artes, História e Letras, de São Pedro de Alcântara de Itabapoana, Mimoso do Sul/ES.

O autor em foto num carnaval de Muqui, Sul do ES.

Academia comemorara 125 anos de Maria Antonieta Tatagiba

Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado

Morrer Moça, de Maria Antonieta Tatagiba

Publicado em 3 de dezembro de 2016

Maria Antonieta Tatagiba, nascida em setembro de 1895 em São Pedro do Itabapoana, atual Mimoso do Sul/ES, foi a primeira mulher capixaba a publicar um livro e a gerenciar um jornal no Espírito Santo.

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francisco aurélio ribeiro

Patrona de uma das cadeiras da Academia Espírito-santense de Letras, teve reconhecida sua poesia pelo crítico Francisco Aurélio Ribeiro (à direita) como “bucólica panteísta, neo-simbolista, pouco representativa da eferverscência modernista da época em que viveu”.

Ao revés, deixou marcada a alma simples, neoarcádica de quem se dizia uma “tocadora de frauta”, título de um de seus livros.

Neo-simbolista foi Maria Antonieta Tatagiba (1895-1928).

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maria antonieta – capa francisco aurélio ribeiro

Mendes Fradique (*) escreveu sobre Maria Antonieta e seu livro uma crônica em que, no estilo derramado da época, lamenta que Frauta Agreste tenha passado inteiramente despercebido à crítica nacional. Diz ele:

– “Maria Antonieta morreu num recanto de província, longe do cartaz da livraria, longe do bracejamento dos “après-midi”, longe da intriga dos grupinhos literários; morreu para as bandas da terra simples, entre a paisagem que tão bem cantou em sua Frauta agreste, entre as cores ameníssimas das aquarelas do campo, que tão magistralmente esbateu, nos seus poemas, nas suas baladas, nos seus sonetos. E não pudera morrer em melhor sítio”.

Continua Fradique Coutinho em sua louvação à escritora:

– “Ela que fez da natureza o seu manancial de emoções estéticas; ela que teve nas coisas de seu torrão natal outros tantos motivos de arte sua; ela que sorria à luz louçã das manhãs serranas, e tanta vez chorou a melancolia das tardes chuvosas; ela que hauria no oxigênio quente dos arvoredos a fragrância de seu estro encantador; ela que viveu a poesia dos vales sertanejos e pulsou com a natureza aos mesmos latejos da mesma seiva — não poderia, morrendo, ser mais feliz do que foi, pois morreu dentro da mesma vida, entre tudo quanto na vida mais havia amado.

(*) Pseudônimo do médico e escritor capixaba José Madeira de Freitas (1893-1944).

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Maria Antonieta Tatagiba

“Os amados dos deuses morrem novos” – Byron

Que bom morrer quando se é moça e amada!
Indiferente, forte,
Triunfar de quimeras enganosas
E ir dormir entre rosas
Frias rosas na face macerada
O alvo Sonho da Morte!
Morrer quando se é moça é dita imensa
Às eleitas cabida…
A ventura é perfume que se evola
E quase não consola…
Tão ligeira, tão leve, não compensa
Os espinhos da vida.
Morrer moça é morrer quando se deve!
É ser no último arranco

Da alma que foge, um lindo sol de estio E, bem longe, o sombrio
Espetro da velhice a triste neva
Sobre o cabelo branco.
Morrer moça… É assim que vou morrer!
É a boca que, fremente,
Beijaste em horas de Paixão e Sonho
Num túmulo tristonho
Breve irá se ocultar no florescer
Do verão mais fulgente.livro-rubens-pontes.jpg rubens-pontes-livro.jpj-1.png

rubens pontes
jornalista,
poeta,
escritor

– Passos, saltos & queda – livro de Rubens Pontes no linki abaixo:

https://rubenspontes.com.br

https://www.facebook.com/academiamariaantonietatatagiba/

https://donoleari.com.br/pedro-antonio-de-souza-reverencia-maria-antonieta-tatagiba-rubens-pontes-relembrou-a-poeta-em-dezembro-2016/

Academia comemorara 125 anos de Maria Antonieta Tatagiba

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Academia: 125 anos de Maria Antonieta Tatagiba

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham