Marquinhos: exemplo de superação e sucesso no paratriathlon | Copa ES entra na reta final | 9/11

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Marquinhos: exemplo de superação e sucesso no paratriathlon

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SPORTOTAL – Matheus Theabaldi, jornalista, desportista

A evolução no esporte paralímpico. Essa pode ser a definição de Marcos Vinicius Barcellos, também conhecido como Marquinhos. Em 2009, ele começou a trajetória no mundo esportivo, na natação, sendo campeão Brasileiro, na classe S6. Em 2021, foi para o paratriathlon, conquistando a primeira colocação do Capixaba de Ferro.

O paratriathlon é a combinação de natação, ciclismo e corrida, nessa ordem e sem interrupção entre as modalidades. Marcos Vinicius Barcellos, que iniciou na natação em 2014, se deparou com um obstáculo: não pôde participar do regional de natação, por conta de um problema de saúde.

Sem competir na natação, o atleta teve a oportunidade de correr, na categoria cadeirante, as Dez Milhas Garoto – tradicional e mais importante corrida do Espírito Santo. Para a surpresa, ao final da competição, ele conquistou a segunda colocação na categoria que disputa. Além da premiação na primeira participação, Marcos Vinicius Barcellos assegurou mais um segundo lugar e um terceiro.

Ainda em 2014, o esportista iniciou no paraciclismo, com a disputa do Campeonato Brasileiro, em que foi 4° colocado, na classe H4.

Nadando, correndo e pedalando. Marcos Vinicius Barcellos fez a aposta no paratriathlon, em 2017, estreando na 32ª edição do triathlon do exército. Na edição deste ano do Capixaba de Ferro, que ocorreu na Praia de Bacutia, em Guarapari, ele ficou em 1° na categoria de atletas com deficiência física.

Competição não foi fácil

A conquista do título não foi fácil. O atleta, que é contemplado pelo Bolsa Atleta, da Secretaria de Esporte e Lazer (Sesport), teve que lidar com algumas dificuldades, como a troca de equipamento de alto rendimento. Durante o percurso da prova, a bicicleta apresentou defeito.

“Esse Capixaba de Ferro foi a competição mais difícil. A minha bicicleta de alta performance, o meu equipamento que costumo competir, apresentou defeito. Então, tive que competir com uma bicicleta de passeio (pesada), que ainda deu defeito no câmbio durante a prova. O tempo todo fui pensando em completar a prova, trabalhando a minha cabeça para ter calma”, disse Barcellos.

Desde 2017, quando iniciou no paratriathlon, ele foi três vezes seguidas campeão Estadual, vice-campeão Brasileiro e campeão do Capixaba de Ferro por três anos.

O que é mais difícil

Para ser um atleta de paratriathlon, é necessário mais do que habilidade. O condicionamento físico é fundamental para um bom desempenho. Vindo da natação, o ciclismo é o maior desafio, na combinação das três modalidades, para Marcos Vinicius Barcellos.

“Para mim, o ciclismo é o mais difícil, por conta da distância a ser percorrida. O grupo muscular que eu uso para pedalar são os braços e é muito desgastante. Uso a força do braço, enquanto outros atletas convencionais usam a perna. A bicicleta também é mais pesada que a comum”, ressaltou o atleta.

No Espírito Santo, até o momento, apenas dois atletas são competidores da modalidade, além de Marcus Vinicius Barcelos e Leonardo Mendonça, que também é contemplado pelo Bolsa Atleta, da Sesport.

Como conhecer

Para quem se interessar e quiser conhecer mais sobre o esporte, os treinos ocorrem todas as segundas e quartas-feiras, das 6h às 8h, na Praia da Guarderia (Praia do Canto), com o professor Fairo Brasil.

Próximas competições:

Última etapa do Estadual Paratliaton, Camburi (28/11)

Campeonato Brasileiro de Aquatlon, na Bahia (20/11)

Campeonato Brasileiro de Paratriathlon, em Brasília (05/12)

Copa ES entra na reta final

A última fase antes da grande decisão da Copa Espírito Santo Sicoob 2021 terá Aster Brasil contra SC Capixaba, de um lado, e Serra e Nova Venécia, do outro. As equipes passaram com méritos pelas quartas de finais, que terminaram no último fim de semana.

O Aster Brasil eliminou o Rio Branco AC com duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0) no Kleber Andrade, com transmissão da TV Educativa, mesmo feito do SC Capixaba, que superou o Rio Branco FC nos jogos de ida e volta (2 a 1 e 3 a 2).

“A gente chegou ao mata-mata sem ser um dos favoritos e, pelo nosso grupo ser jovem, isso fez a gente correr, jogar e atacar mais. Fico feliz pelo nosso time ter passado, um time bom, e faz a gente chegar com mais confiança na semifinal”, comemorou Camilatto, goleiro do Aster Brasil.

O Serra também venceu os dois jogos das quartas diante do Vilavelhense (1 a 0 e 2 a 0) e vai enfrentar o Nova Venécia, que deixou a Desportiva Ferroviária pelo caminho com empate no Araripe (1 a 1) e vitória em casa (2 a 0).

As semifinais também serão disputadas com jogos de ida e volta, com mando de campo do segundo jogo para o time de melhor campanha. Em caso de empate na soma dos placares, a vaga para a grande final é definida nos pênaltis.

Semifinal – Ida
13/11, 15h15, Estádio Kleber Andrade

Aster Brasil x SC Capixaba ()

14/11, 15h, Estádio Robertão

Serra x Nova Venécia

Matheus Thebaldi

Jornalista

(27) 99969-1596
Editado por Don Oleari
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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
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