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Vale diz na Comissão de Meio Ambiente da AL que obras só serão concluídas em 2024

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A companhia culpa pandemia do Covid 19 pelo atraso nas obras para reduzir poluição

Foto de capa: emissão visível da ArcelorMittal

Foi o que afirmou o gerente de Meio Ambiente da Vale, Romildo Fracalossi, na reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Fabrício Gandini (Cidadania), na tarde desta quarta-fera, 29.

A reunião contou com a presença de representantes da ArcelorMittal Tubarão, do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Ministério Público e da ONG Juntos SOS ES Ambiental, de deputados do colegiado e do vereador André Moreira.

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Romildo Fracalossi

As obras de contenção da poluição estimam investimentos em torno de R$ 2,2 bilhões. Fracalossi admitiu que pelo menos 20% das obras terão de ser concluídas somente no ano que vem, fora do prazo estipulado no TCA, por conta dos impactos da Covid-19 na empresa.

“A covid afetou o desenvolvimento de projetos, principalmente a área de engenharia. Tivemos de adotar medidas de isolamento e distanciamento social. Foram 1.800 empregados trabalhando em 2019. E cerca de 1.600 em 2020 e 2021. Por isso, nós pedimos ampliação do ajustado anteriormente. Muitos dos nossos engenheiros que tinham idade acima de 60 anos não puderam trabalhar por causa das recomendações de isolamento e distanciamento social do Ministério de Saúde. Mas não houve paralisação das obras”, garantiu Fracalossi.

O gerente da Vale declarou que grande parte das obras de contenção das emissões, que estão previstas no TCA (espécie de retratação por parte das empresas), será concluída este ano.

“Pequenas obras serão finalizadas em 2024. Elas não impactam nos resultados que nós almejamos alcançar. Nossa expectativa é de que consigamos implantar as principais obras até o prazo previsto para 2023 e atingir os objetivos que a gente se propôs”, analisou.

Ao ser questionado sobre o que ficará para o ano que vem, Fracalossi detalhou algumas ações.

“Ficarão para 2024 cerca de 20% da cobertura dos transportadores, 20% do enclausuramento das casas de transferências e a conclusão da cobertura do virador de vagões. Essas obras serão finalizadas em 2024. Mas grande parte será finalizada em 2023. O que estamos fazendo com o TCA é melhorar as nossas emissões, nas nossas operações. O que vamos concluir em 2023 vai atingir os objetivos e reduzir em 93% nossas emissões”, garantiu.

Ele acrescentou que foram investidos cerca de R$ 2,2 bilhões em ações como instalação de telas de proteção (wind fences) para não expandir o pó preto; confinamento sob tetos e paredes do material em industrialização e transportados; pavimentação apropriada e limpeza do piso do parque industrial; construção de galpões, dentre outras medidas.

 gandini-reuniao-da-comissao-1.jpegFracalossi informou que a empresa tem ferramenta de gestão e controle ambiental avalizada pelo Iema, que mede os resultados, e que no final de 2022 chegou a reduzir para 40 quilos por hora (83%) as emissões difusas. Até o final de 2024, deve cair para 21 quilos por hora, o que corresponde aos 93% previstos.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Fabrício Gandini, lamentou o anúncio de atraso das obras por parte da Vale, mas garantiu que o colegiado continuará seu trabalho de fiscalização para garantir a melhoria na qualidade do ar da Grande Vitória.

“Vou continuar cobrando. Acompanharei os números em relação à poeira sedimentada e outras fontes de poluentes no ar, para que tenhamos uma solução para esse problema que mexe com a vida da população. Até o fim do ano, vamos aprovar a primeira lei da qualidade do ar no Espírito Santo”, declarou.

Arcelor

Indagado sobre a possibilidade de atraso na conclusão das obras do TCA, o gerente de Comunicação e Relações Institucionais da ArcelorMittal, Bernardo Enne, descartou a possibilidade.

“Atualmente, nós estamos trabalhando para entregar todas as metas ainda em 2023. Para isso, temos uma comissão que verifica e faz o acompanhamento. Nossa meta é fazer todas as entregas”, garantiu.

A coordenadora do programa Evoluir da ArcelorMittal, Gabriela Escobar Ludolf, informou que a empresa já investiu R$ 1,9 bilhão em ações ambientais. São 446 planos de ações para atender as 131 metas do TCA 36/2018, com 55% concluídos (60 metas cumpridas).

Gabriela afirmou que o programa ambiental da ArcelorMittal está entre os maiores do mundo. São 100 equipamentos de controle atmosférico em operação, com 18 quilômetros de tubulação e mais de mil pontos de captação de poluentes, além de três wind fences concluídos.

Fotos: Lucas Costa | Menos a foto de capa

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
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