Moradores do Costa Bela, Serra, cobram e aguardam providências de Imobiliária | 2/5

Moradores do Costa Bela

Moradores do Costa Bela

Após questionamentos do deputado Bruno Lamas ficarem sem resposta em audiência, representante da Imobiliária Universal garantiu reunião com moradores para avaliar prejuízos, como rachaduras e infiltrações em casas, poeira e barulho, e admitiu corrigir os problemas.

A reunião da Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa, realizada ontem (31) a pedido do vice-presidente do colegiado, deputado Bruno Lamas (PSB), para tratar dos supostos prejuízos causados pela construção do loteamento Capuba Ville, da Imobiliária Universal, no bairro de Costa Bela, na Grande Jacaraípe, Serra, foi quente, com muitos questionamentos não respondidos e discordâncias, mas acabou com alguns avanços.

Entre eles, a garantia de participação de membros da imobiliária numa reunião marcada para o próximo dia 11, na própria comunidade, em que a empresa se comprometeu a elaborar um cadastro dos atingidos pelo empreendimento e analisar, caso a caso, os supostos prejuízos, para, comprovada a sua responsabilidade, tomar as devidas providências.

 costa-bela-1.jpegO clima tenso entre o grupo de moradores e a empresa ficou claro, a partir dos cartazes colados nos vidros que separam a galeria do auditório Judith Leão Castello Ribeiro, onde foi realizada a audiência pública, com os dizeres: “Imobiliária Universal realizando seus sonhos à custa do meu sono”, “Universal cadê você? Estou aqui pra resolver” e “Estamos sendo prejudicados por esta obra e ninguém nos ouve” .

Transtornos

Um grupo de moradores do bairro Costa Bela, que atualmente tem 1.300 habitantes, se revezou no microfone denunciando irregularidades na construção do novo loteamento, o que estaria causando forte impacto e transtornos para a comunidade.

“Há anos a imobiliária vem realizando movimentações nesse terreno de forma descontinuada, com longos intervalos entre uma ação e outra. Dado o início da movimentação na área do loteamento, percebeu-se que a retirada das árvores e a compactação do solo provocada pela movimentação das máquinas estavam promovendo um acúmulo de água em uma parte específica do loteamento e que isso poderia ter impactos indesejáveis”, alertou Adenis Laurete Júnior, um dos representantes dos moradores.

De acordo com o morador, essa ação culminou com a derrubada de um muro, gerando severos danos e transtornos.

“No ano passado, em um período de chuvas muito fortes, o muro de uma moradora veio ao chão durante a madrugada e toda a água acumulada nessa parte mais baixa do terreno, localizada exatamente atrás do muro dessa moradora, invadiu a sua residência e alagou a rua, chegando a invadir outras residências”, apontou.

Outra queixa dos moradores é de que o aterramento realizado na área ultrapassou a altura dos muros das residências em seu entorno. Dessa forma, segundo eles, a poeira causada pela ação, e, principalmente, a insegurança gerada, facilitaria a invasão das residências por parte de ladrões. Eles reclamam ainda da falta de um sistema de drenagem e de muros de arrimo na obra.

“Queremos que a nossa paz seja devolvida, queremos soluções, queremos informações, queremos diálogo, e mais do que tudo, queremos garantias de ressarcimento”, concluiu Adenis.

A moradora Daniele Curty reclamou da falta de retorno a respeito das demandas. “A gente busca diálogo há mais de um ano. Nós temos ofícios enviados tanto para a imobiliária, quanto para a prefeitura e não tivemos resposta sobre o projeto. Nós temos ali uma importante Área de Preservação Ambiental (APA), que foi catalogada pela Ufes, onde a gente encontra uma fauna e uma flora extensas. Há prejuízos ao meio ambiente”, alertou a convidada.

Segundo Daniele, a Prefeitura da Serra já encaminhou fiscais para acompanhar a execução das obras e foi constatado que a empresa não vem cumprindo diversas condicionantes ambientais estabelecidas. “A primeira chuva que der bem forte vai destruir o restante dos muros que ainda estão de pé”, previu.

Empresa se defende

Representante da Imobiliária Universal, a gerente de Marketing e Relações Institucionais, Juliana Botelho, declarou que a empresa tem mantido diálogo com a Associação de Moradores do bairro.

No entanto, segundo ela, as pessoas impactadas pela obra não se sentem representadas por essa associação e exigem um canal direto de diálogo entre a construtora e os impactados diretamente pelo empreendimento.

“Já inclusive marcamos, a pedido deles, num sábado, lá no loteamento, para que a gente vá ao local com nossa equipe de conciliação e engenharia e faça um apanhado de quais são as queixas, quais são os prejuízos, quais são as inconsistências que existem, para que elas sejam tratadas. E qualquer tipo de dano que ficar comprovado que é um reflexo de nossa obra, temos total abertura de identificar e total interesse de resolver e sanar isso”, assegurou.

Questionamentos ficam sem resposta

Entretanto, ao ser questionada pelo autor do pedido de audiência, o deputado Bruno Lamas, Juliana admitiu que não tinha respostas para parte das perguntas feitas pelo parlamentar, entre elas: a área foi adquirida de quem? Qual o prazo de conclusão da obra? Qual o número de unidades comercializadas? E se as licenças estão de posse da empresa?

Juliana, por sua vez, alegou que não fazia parte da equipe técnica e que não dispunha das informações no momento, que o setor de engenharia ainda estava fazendo os cálculos de duração da obra e que nenhuma unidade foi comercializada, de um total de 300.

Bruno solicitou que fossem encaminhadas à Comissão todas as licenças de funcionamento da obra e também o projeto de execução.

Outra sugestão dada pelo parlamentar foi que a próxima reunião para tratar do caso seja realizada em conjunto com a Comissão de Defesa do Consumidor.

O parlamentar também pediu a criação de uma comissão dos afetados pelas obras.

“A Associação de Moradores trata de Orçamento Participativo e de outras questões. Eles não estão presentes aqui porque não quiseram participar, porque foram convidados por essa Comissão. Então, que seja criada uma comissão dos afetados, pessoas que têm residência que fazem limite com o empreendimento. Que fossem encaminhados esses nomes para que possamos tratar diretamente”, finalizou.

A reunião foi conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Luciano Machado (PSB). Os parlamentares se comprometeram a acompanhar os desdobramentos da reunião que será realizada no bairro, que ficou acordada para o dia 11 de junho.

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham