O reencontro dos formandos da turma dos anos 1980 será dia 7 de maio

O reencontro

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Coluna AQUI CARIACICA – Ronaldo Chagas Vieira, Correspondente comunitário

 

Lembrando: quem não comparecer poderá ter condução coercitiva, pois no grupo tem Juiz, Coronel, Policial Civil, Advogado e Oficial de Justiça… é só mandar buscar em casa.

Quase quarenta anos separam a conclusão do segundo grau, técnico administrativo, da turma adm 1, noturno, do Colégio São João Batista, na Sede de Cariacica. O tempo passou, após a conclusão do antigo ensino médio, caminhos diferentes foram tomados.

Hoje são servidores públicos, entre magistrados, policiais, oficiais, ex jogadores de futebol, administradores, vigilantes, advogados, contadores,  pedagogos, jornalistas, produtores rurais, empresários, motoristas, enfim… Todos trabalhadores, guardando a essência de caráter e profissionalismo, como dizia a professora Rosana Bezerra.

Essa turma tem encontro marcado para o dia 7 de maio.  O anfitrião será Ozéas Gomes Fontana, neste que está sendo chamado, o Primeiro Reencontro da Turma do São João Batista. Percebo, que a turma esta bastante ansiosa para o evento.

Quando sai do São João Batista, passei pela Escola Técnica, fiz faculdade, contudo, os anos que passei na Rocha do Pássaro Negro,  foram inesquecíveis. Tenho a honra, em dizer, que tenho amigos desde sempre.

Um dia, lendo o jornal a Gazeta, a manchete dizia “Getúlio é o melhor atacante do ES”. Eu estava no ônibus, e falei com orgulho, ele foi meu colega de escola, assim como Paulo Cesar que foi excelente zagueiro.

 mat-ronaldo-formandos-1.jpegFoto rara do acervo do colunista Ronaldo Chagas Vieira: Ronaldo, ivete Ferdereich, Lindinalva Carneiro (Diretora)

Na primeira coluna após a realização do Encontro, prometo contar os fatos, citando o bate papo, com cada um dos participantes.

Espero encontrar por lá os amigos Davi Coelho, Tadeu Firme, Rogério Barros, Gildo Freire, Paulo Bellucio, Bandeira, Andre, Ilza, Roque, Getulio, Jacy, Vera, Solange, Joelio, Claudia, Nilcelene, Shirlene, e outros que ainda não confirmaram.

Lembrando, quem não comparecer poderá ter condução coercitiva, pois no grupo tem Juiz, Coronel, Policial Civil, Advogado e Oficial de Justiça… é só mandar buscar em casa.

As aulas de economia, o professor Josenito Daniel Lemos, aproveitava para dar uns conselhos, assim como, o professor Josué, que até hipnotizava os alunos…eu, ele nunca conseguiu.

Era uma época em que o diretor Dr. Arildo Gimenes Rodrigues entrava na sala, todos os alunos se colocavam em pé, em posição de respeito. Só me recordo, um movimento contra os altos preços da cantina do “seu” Félix, quando fizemos uma greve para ninguém comprar, enquanto não baixassem os preços. Celso Bellucio e Roanito Pina furaram o movimento, comprando picolé de amendoim.

Em suas aulas, o dinâmico professor Paulo Cesar Ramos Santana dizia que um dia iríamos nos encontrar. Recordo-me, de Dona Dilce,  uma coordenadora brava, mas nas vésperas da formatura, após recolher as carteirinhas escolares de uns alunos, que brigavam, disse, que no futuro, as voltas da vida, poderia fazer o aperto de mãos daqueles que brigavam.

E o medo de reencontrar pessoas que faziam parte de sua rotina antigamente? Ela também existe, em menor ou maior grau. Talvez a palavra medo seja muito intensa para o que está sendo descrito aqui, mas existe um receio das coisas não serem mais como antes em termos de proximidade ou relacionamento. Será que determinada pessoa vai me considerar da mesma forma que me considerava antes desse distanciamento forçado?

Ao mesmo tempo em que não vemos à hora de reencontrar aquele rosto amigo e poder trocar palavras como fazíamos antigamente, é perceptível que ambos não seremos mais os mesmos e isso traz dúvida e insegurança. É uma oportunidade de fazer uma nova história, de recomeçar, e aceitar que nada será como antes. Você não vai precisar reconquistar a confiança já obtida, mas o primeiro “oi” talvez valha mais do que um cumprimento muitas vezes considerado banal previamente.

Em um de seus poemas, Drummond disse que o tempo foi cortado para que a esperança fosse industrializada. Esse recorte ajuda a criar uma ilusão de segurança, um falso sentimento de controle. A pandemia veio e removeu toda essa noção de tempo preestabelecida. Apesar das horas continuarem a correr como sempre correram, parece que os dias pandêmicos demoraram a passar ou, repentinamente, passaram mais rápido do que deveriam

O passado já aconteceu e está seguro em nossas mentes e corações. O receio pelo futuro é apenas o medo do desconhecido. A única coisa que podemos ter controle é sobre nós mesmos, sendo assim, por que não nos prepararmos da melhor maneira possível para esses reencontros?

No final das contas, passado, presente e futuro são todos a mesma coisa e como também disse o mestre Drummond:

“Não há tempo consumido nem tempo a economizar. O tempo é todo vestido de amor e tempo de amar. O meu tempo e o teu, amada, transcendem qualquer medida. Além do amor, não há nada, amar é o sumo da vida.”.

Estes livros, a professora Ludodina ou Luduvina sempre indicava. O primeiro foi Caranguejo Bola, isso eu não esqueci.

Apesar do receio sobre o sonhado e próximo reencontro, apenas sei que amaremos cada segundo desse momento, pois começo a entender o significado de sentir nostalgia pelo futuro, já que estou com saudades do que ainda viveremos.

Editado por Don Oleari.

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https://www.cariacica.es.gov.br/

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham