O russo Pedro Epichim no comando do Juparanã | Colatina, 100 anos, vira capital: cante o Hino com grupo no Drink; Linhares, 221 | juiz José Roberto Ferreira de Almada manda advogado “pro inferno” | 21/8

O russo Pedro Epichim
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paulo cesar dutra

O russo Pedro Epichim, comandante do vapor Juparanã. A história de um pioneiro.

 

Coluna Aqui Colatina – Paulo César Dutra, Cesinha, jornalista

 

Quem estiver em Colatina neste domingo no Drink manda fotos para participantes do grupo que não puderam ir.

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Parabéns, colatinenses
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Parabéns, colatinenses

O Alcebíades Zaché falou que não foi porque a máquina fotográfica Pentax dele não funciona mais…

Parabéns, colatinenses, PARABÉNS, COLATINA!

 IMG-20210822-WA0002.jpgColatina e Linhares

Domingo, 22 de agosto de 2021: nesta data são comemorados o centenário de Colatina e o aniversário de 221 anos de Linhares.

As histórias das duas cidades exaltam as belezas dos municípios que são celebrados como lugares de crescimento e oportunidades. Viva Colatina, onde nasci, e Viva Linhares, que adotei como minha segunda cidade no Estado do ES. Parabéns colatinenses e linharenses.

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renzo vasconcelos

 

Colatina vira Capital

O Projeto de Lei (PL) 319/2021, de autoria do deputado Renzo Vasconcelos (Progressistas) foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo –AL/ES – na última quarta-feira (18).

A proposta inclui no calendário oficial do Espírito Santo o aniversário de emancipação política de Colatina, além de estabelecer também a transferência simbólica da capital do estado para o município.

– “A transferência simbólica da capital será um presentão para nossa Princesa do Norte no seu aniversário de 100 anos. Será um dia 22 de agosto inesquecível para os colatinenses. Colatina merece essa homenagem por sua história e contribuição para o desenvolvimento de toda a região Noroeste”, comentou Renzo. O PL, criado em parceria com o deputado Dary Pagung, segue agora para sanção do governador.

O russo Pedro Epichim, comandante do vapor Juparanã

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pedro epichim, o russo

Por: Paulo César Dutra (Cesinha)

A gente quando é criança, adolescente ou jovem, muita das vezes, deixa de aprofundar conhecimentos, por forma natural do nosso desenvolvimento humano. Por isto, eu só fui saber com 27 anos de idade, da importância do russo Pedro Epichim, para o progresso de boa parte do Espírito Santo, mais diretamente de Colatina, a Princesa do Norte, que dia 22 de agosto completa 100 anos.

Quando eu via aquele senhor, que sempre estava sentado em uma cadeira na frente da casa onde morava na rua Duque de Caixas, hoje Rua José Marim, no bairro Vila Nova, em Colatina. Ele foi nada mais, nada menos, o comandante do desenvolvimento pluvial de Colatina. Ele foi o comandante do Vapor Juparanã, entre 1927 até o final da década de 1940.

Pedro Epichim era um imigrante russo, que tinha cursado engenharia naval em seu país, segundo informações do professor Altair Malacarne e que fora convidado a integrar o Governo do Espírito Santo, no Serviço de Navegação do Rio Doce e que construiu o vapor Juparanã, uma lenda no desenvolvimento da cidade.

Pedro Epichim nasceu em 12 de junho de 1890 na Rússia e morreu em 29 de outubro de 1968, em Colatina, no Estado do Espírito Santo, no Brasil. O imigrante russo comandou por muitos anos o barco a vapor Juparanã e realizou centenas de viagens entre Colatina e o porto de Regência, em Linhares.

Eu nascido em 1951 e criado na avenida Angelo Giuberti, em frente à estação ferroviária, no bairro Esplanada, em Colatina, vivi na cidade até 1971, de onde saí a procura de um emprego. Meus pais (Olinda “Linda” Guidoni e Joaquim da Silva Dutra) tinham um bar e restaurante, anexo à uma casa de madeira. Ali dei meus primeiros passos e comecei a estudar no Grupo Escolar Aristides Freire em 1958 e trabalhei com meus pais, até 1971.

Então foi em Colatina, que cresci, fiquei mais velho e cheguei a ensair ser jogador profissional de futebol entre 1967 e 1968 no Vila Nova, chamado pelo seu Jaime, que era o olheiro do time que tinha seu Bené como técnico e o empresário e dono da R´[adio Difusora, Geraldo Pereira, como presidente. Como o Vila Nova acabou em 1968, o futebol profissional também.

Pedro Epichim

Colatina, a Princesa do Norte começou a ser criada, com a chegada dos imigrantes italianos por volta de 1876, de acordo com registros dos arquivos públicos. Como a exploração ficava do lado direito do rio Doce, que na ocasião era um rio caudaloso e na região ele tinha em torno de mil metros de largura. Além da difícil travessia, do outro lado estavam os índios ferozes, que não permitiam a sua transposição.

O russo Pedro Epichim

Os anos foram passando e a colonização de Colatina foi crescendo e no seu desenvolvimento apareceu na região, o engenheiro naval, o russo Pedro Epichim, contrato pelo Governo do Estado para montar o Vapor Juparanã, cujas peças vieram da Europa.

Tem uma rua com o nome do comandante do vapor Juparanã, Pedro Epichim (ou Epichin). Ele nasceu em 12 de junho de 1890 na Rússia e comandou por muitos anos o barco a vapor Juparanã e realizou centenas de viagens entre Colatina e o porto de Regência, em Linhares.

De acordo com historiadores, não há dados oficiais sobre o seu nome real ou origem. Podemos somente colocar a hipótese de seu nome ser Pyotr, que pode ser considerado o análogo russo do nome Pedro, enquanto o seu sobrenome, Epishin pode se ter transformado em Epichim ou Epichin, sob a influência da fonética do português brasileiro.

Da sua história russa, existe um único retrato conhecido de Pedro Epichim, que faz parte do acervo do Museu de História de Regência, em Linhares,  mostra um homem jovem em uniforme militar de marinheiro. O único detalhe da sua aparência que pode contar-nos mais do que sabemos é a inscrição na fita ao redor de seu boné.

Indica que, muito provavelmente, prestou o serviço militar no cruzador Zabaikalets (por tradição, no Império Russo as fitas dos bonés dos marinheiros tinham os nomes dos navios nos quais prestavam serviço, agora têm o nome de Frota na qual marinheiros prestam serviço).

Conforme algumas informações, o cruzador Zabaikalets foi lançado ao mar em 1906 e, a partir de 1907, foi colocado ao serviço na Frota do Mar Báltico do Império russo.

No Império russo os marinheiros eram a elite das Forças Armadas. Como regra, somente os nobres se podiam tornar oficiais da Marinha. Recebiam uma boa educação e destacavam-se como homens leais ao Czar russo. Muito provavelmente, Pedro Epichim era filho de fidalgos russos, mas isso é também somente uma hipótese.

As razões, bem como a altura da sua imigração para o Brasil, são desconhecidas. Segundo a professora Maria Lúcia Grossi Zunti, autora do livro Panorama Histórico de Linhares, ele teria abandonado a Rússia após a Revolução de Outubro de 1917 entre os muitos militares não solidários com o novo poder. Assim, a razão principal podia ter um caráter político.

Ao mesmo tempo, o jornal O Colatinense publicou informações que confirmam que a sua travessia do oceano Atlântico podia ter sido efetuada ainda antes do começo da Primeira Guerra Mundial. Qualquer que seja a verdade, segundo o historiador José Tristão Fernandes, Pedro Epichim desembarcou de um navio russo que aportou à cidade de Vitória e acabou ficando no Brasil, onde também encontrou uma mulher com quem se casou. Ele viria a ter 8 filhos e 21 netos.

Pedro era engenheiro naval e foi ter às oficinas da Vale (Companhia Vitória-Minas, em João Neiva”, cita Sam de Mattos Jr a publicação de José Tristão Fernandes. O presidente do Espírito Santo (1924-1928) Florentino Avidos encontrou o imigrante russo e confiou-lhe “a missão de montar as peças e erguer o maquinário de aço.

Foi assim que Pedro Epichim, engenheiro naval russo, se tornou comandante do vapor Juparanã, chamado pelos colatinenses de Velho Comandante ou Almirante.

vapor-do-cesinha.jpeg.jpgO Vapor Juparanã

Qual era o instrumento principal do seu trabalho? O vapor Juparanã foi inaugurado em 1926. Segundo as Crônicas do Espírito Santo, escritas por Rubem Braga, o vapor, de cor branca, tinha “26 metros da popa à proa, e 6 de largura”. Era movido a lenha e dotado de um motor de 80 cavalos.

Tinha dois andares e uma chaminé. No andar de cima acomodavam-se os passageiros da primeira classe, e no andar de baixo – os da segunda. Tinha a capacidade de 300 pessoas e podia levar “até 25 toneladas de carga”. Conforme o texto de Maria Lúcia, o vapor realizava duas viagens por semana entre Colatina e Regência. Uma de ida e outra de volta. O Juparanã fazia várias escalas durante a viagem.

– “Durante o percurso, o vapor parava muitas vezes perto de algum barranco onde havia uma bandeira branca, sinal certo que indicava a presença de passageiros ou cargas. Outras vezes parava para se abastecer de lenha que alimentava a caldeira e fazia girar as grandes rodas, rodas em forma de pás que moviam o barco”, escreveu Maria Lúcia.

O vapor foi local de encontros interessantes, de aventuras e novas experiências durante as viagens no rio Doce, que naquela altura era caudaloso. A história das viagens do Almirante Epichim acabou em um naufrágio. Por muitos anos, o velho vapor continuou à beira do rio Doce. A paisagem do rio mudou muito. Agora ele não é tão caudaloso como antes. A catástrofe que atingiu o rio em 2015 arruinou a beleza e biodiversidade do seu leito.

Conforme os Anais do Senado de novembro de 1968, Pedro Epichim foi um grande homem que conseguiu tornar-se brasileiro naturalizado e patriota exemplar do Brasil. O senador Cattete Pinheiro até chamou-o de “pioneiro da região do Espírito Santo”.

Segundo várias fontes, a missão do imigrante russo não era somente transportar pessoas e cargas entre diferentes pontos das margens do rio, mas contribuir para a colonização e desenvolvimento do Vale do Rio Doce. Entre outros pormenores conhecidos, sabe-se que Pedro Epichim não aceitava pagamentos pelo transporte de lavradores que chegaram para a região e não tinham forma de pagar.

As recordações de muitas pessoas provam que era um verdadeiro filantropo que agia nos interesses de toda a nação brasileira, um homem forte que tinha a vontade de se abrasileirar para cumprir a sua missão de forma melhor.

As pessoas que conheciam Pedro Epichim estão morrendo e hoje poucos podem recordar o tempo em que o vapor com o comandante russo a bordo aportava em Colatina vindo de Regência. E o Pedro Epichim morreu em 1968, e eu, fui no velório dele e no sepultamento, mas sem saber, na verdade, quem era ele.

E dez anos depois, quando eu trabalhava no Jornal A Gazeta, e cuidava dos suplementos especiais do jornal, quando editava o Especial de Colatina, li em uma das matérias um pouco de quem era Pedro Epichim, aquele homem que eu via sempre na porta da casa em que morava na rua Duque de Caixas (hoje rua José Marim), no bairro Vila Nova, em Colatina.

Hoje, na área onde está sepultado o vapor Juparanã, tem uma rua chamada Pedro Epichim, que é extensa e que segue paralelamente ao Rio Doce, talvez para nos lembrar das viagens deste homem que ficou na História brasileira. Hoje, pouca gente sabe quem foi o engenheiro naval que deu seu nome à rua da cidade. Eu agora sei que foi Pedro Epichim, que conheci como criança, adolescente e jovem…

Observação: sobre o texto acima, lembro aos leitores que mais de 80% dele foram pesquisados por este colunista de diversas publicações sobre o comandante do vapor Juparanã.

Melhorias na Segurança

Dois projetos que foram aprovados na última quarta-feira (18) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo – AL/ES – na área de Segurança Pública não são suficientes para melhorar a estrutura do setor. Segundo alguns parlamentares, isso se deve ao período de falta de investimentos na gestão Paulo Hartung. O deputado Bruno Lamas (PSB) afirmou que as melhorias não conseguem “reparar as injustiças do passado”, que desaguaram na greve geral de 2017, com prejuízos incalculáveis.

Os parlamentares aprovaram dois projetos, um que permite o pagamento de Indenização Suplementar de Escala Operacional (Iseo) para policiais civis que atuam em regime de plantão e o outro alterando a promoção de praças e oficiais da Polícia Militar.

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erick musso
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marcelo santos

Melhorias na Segurança II

Em meio a tensões entre a tropa da PM, que criticou os recentes anúncios de reestruturação feitos por Renato Casagrande (PSB), e o governo estadual, Lamas ressaltou que os

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sergio majeski

problemas encontrados na Segurança Pública foram herdados da gestão passada e afirmou:

– “O que estamos fazendo aqui hoje pode não ser o ideal”, considerou, “mas existem regras”.  Também ressaltaram a situação da área os deputados Sergio Majeski (PSB), Delegado Danilo Bahiese (sem partido), Capitão Assumção (Patri), Marcelo Santos (Podemos) e Erick Musso (Republicanos).

Apesar de acolher o projeto, Majeski avaliou que a medida não resolve os problemas, citando o déficit que passa de três mil policiais militares e civis, número que não consegue ser reposto pelos concursos.

Vai pro inferno!

Uma audiência da 12ª vara do Trabalho de Vitória/ES terminou em discussão entre juiz e advogado. Ambos tratavam de possível acordo trabalhista, mas, ante a ausência da requerente, o juiz José Roberto Ferreira de Almada acabou determinando o arquivamento do processo, o que causou indignação ao advogado, gerando o bate boca.  Ao final, o magistrado perdeu a paciência e mandou o advogado “pro inferno!”.

O advogado se mostra indignado. “Está certo, então a gente anula o processo”, diz ironicamente. Ao que o juiz responde: “Ah, vai anular onde o doutor quiser, vai pro inferno.” Está no link: https://www.migalhas.com.br/quentes/350409/vai-pro-inferno–diz-juiz-a-advogado-em-audiencia.

O advogado apresentou denúncia ao juiz corregedor do TRT da 17ª região afirmando que teve suas prerrogativas violadas na audiência, que o juiz fere o decoro injuriando-o. Requereu, assim, abertura de processo administrativo disciplinar. O Processo é o de nº 0000345-96.2021.5.17.0012

Diversidade

Associações de defesa de negros, mulheres e Direitos Humanos ingressaram com ação por danos morais coletivos contra a empresa XP Investimentos e a seguradora Avel, em razão da política de contratação das empresas, “notoriamente excludente e discriminatória”. Em foto, é possível ver a equipe formada majoritariamente por homens jovens brancos; há poucas mulheres e nenhum negro. A petição requer, além da indenização, que as empresas sejam obrigadas a realizar plano de diversidade.

Preso por engano

Homem que permaneceu na prisão por seis dias será indenizado pelo Estado de Goiás. A decisão é da juíza Mônice de Souza Balian Zaccariotti, de Anápolis/GO, ao constatar que a prisão se deu por um erro: houve um equívoco quanto ao cadastramento dos dados no Banco Nacional de Mandados de Prisão, que inseriu o nome do homem como condenado, quando deveria ter sido inserido o nome de outra pessoa.

 

(*) TRL de Colatina significa “Terror da Rua da Lama de Colatina”.

https://donoleari.com.br/free-fire-trouxe-o-grafitando/

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham