
Pré-Campanha III
Cesar Albenes é profissional com especialização em Marketing Político e Eleitoral, com experiência no campo das pesquisas.
Está à disposição de pré-candidatos para dar consultoria, contribuir e estruturar campanhas no ES.

ARTIGO |
CÉSAR ALBENES
Nos artigos anteriores, apresentamos dois elementos fundamentais de um bom planejamento de pré-campanha:
– a apresentação do pré-candidato e a utilização da matriz SWOT — Forças e Fraquezas, Oportunidades e Ameaças.
Neste artigo, vamos abordar o terceiro elemento que compõe esse planejamento: o mapeamento das lideranças por território e por segmento social.
Como já alertamos anteriormente, a pré-campanha é o maior período do processo eleitoral, seguindo até o dia 15 de agosto. Trata-se de uma fase de organização para a disputa eleitoral. Nesse período, os pré-candidatos ainda não podem pedir votos ou insinuar pedido de voto.
Então, o que os pré-candidatos podem — e precisam — fazer? Precisam conquistar lideranças que entrem na construção do seu projeto político para deputado estadual, deputado federal, senador, governador ou presidente da República.
O peso das lideranças
Mas como definir o que é um líder ou uma liderança? E onde encontrá-los?
Na definição do saudoso Carlos Manhanelli, ex-presidente da ABCOP (Associação Brasileira dos Consultores Políticos), um líder equivale a 10 votos.
Segundo ele, essa é a matemática básica que deve orientar a projeção eleitoral de um pré-candidato.
Carlos Manhanelli faleceu durante a pandemia da Covid-19.
Assim, se um candidato a deputado estadual precisar de 30 mil votos para se eleger, deverá iniciar sua campanha com pelo menos 3 mil lideranças mapeadas e convencidas a participar do seu projeto político.
Já um candidato a deputado federal que necessite de 70 mil votos, precisará entrar na campanha com aproximadamente 7 mil lideranças alinhadas ao seu projeto.
Essa, porém, é apenas uma matemática eleitoral básica.
Lideranças de massa
Na prática, nem todas as lideranças possuem o mesmo peso político. Existem lideranças de 10, 20, 50, 100, 200 e até mil votos.
Quando o pré-candidato consegue atrair lideranças de massa, capazes de mobilizar outras lideranças e influenciar apoiadores, aumenta significativamente suas chances de sucesso eleitoral.
Podemos afirmar, portanto, que o sucesso de uma candidatura é proporcional à capacidade de mapear, conquistar e mobilizar lideranças em torno do projeto político.
Georreferenciamento e sociorreferenciamento
Mas onde buscar essas lideranças?
Aqui, dois critérios são fundamentais para organizar um banco de dados eficiente: o georreferenciamento e o sociorreferenciamento.
O georreferenciamento está ligado à localização da liderança — bairro, distrito, município e região.
Já o sociorreferenciamento diz respeito ao espaço de atuação social dessa liderança, como igrejas, associações de moradores, sindicatos e outras organizações da sociedade civil.
Mais do que obter dados básicos, como endereço, telefone, bairro e cidade, é essencial organizar essas lideranças por segmento social de atuação.
Esse banco de dados permitirá uma comunicação mais eficiente com cada público específico, ajudando a equipe de marketing político a produzir conteúdos segmentados para cada grupo social.
Posteriormente, essas lideranças também atuarão como multiplicadoras das mensagens junto aos seus liderados em cada bairro e município.
Construção do banco de dados
Para montar um banco de dados robusto, com muitos cadastros de lideranças e apoiadores, é indispensável que o pré-candidato e sua equipe registrem a presença nas diversas reuniões promovidas para apresentação do projeto político.
É nesse sentido que um candidato a deputado estadual com 3 mil lideranças cadastradas, organizadas e mobilizadas em todo o Espírito Santo pode formar um verdadeiro “exército” em favor de sua eleição.
A pré-campanha, portanto, deve ser entendida como o período de preparação da campanha eleitoral: momento de conquistar lideranças, convencê-las e estimulá-las a mobilizar outras lideranças e apoiadores.
Na campanha eleitoral propriamente dita, serão essas lideranças que irão pedir votos, organizar reuniões, participar de atos de mobilização e ajudar a divulgar o candidato, contribuindo diretamente para sua vitória.
Próximo artigo
No próximo artigo, vamos abordar mais dois elementos fundamentais para o fechamento do Planejamento da Pré-Campanha: a Comunicação e o Marketing Político do Pré-Candidato, além da busca de recursos financeiros.
Não percam!
César Albenes de Mendonça Cruz
Em tempo: como profissional de Marketing Político e Eleitoral, com experiência no campo das pesquisas, estamos à disposição de pré-candidatos para contribuir e estruturar suas campanhas.
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César Albenes de Mendonça Cruz
Professor Dr. César Albenes de Mendonça Cruz
Professor Universitário, Pesquisador da Agenda 2030 da ONU, Consultor de Políticas Públicas, Escritor e Palestrante.
Veja artigos anteriores de Cesar Albenes aí, ó:
Pré-Campanha III
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