Privatização da Codesa | Por Joe Conti | 1/4

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Joe Conti

 

Joe Conti é engenheiro, empresário, consultor de negócios e escritor

([email protected])

Pela nossa história brasileira, ainda mal-acostumados aos tempos militares quando foi reconstruído o país a partir das empresas estatais, já que naquele tempo não havia qualquer empresário disposto a investir qualquer recurso em um país ainda assustado pelas greves e muitos direitos trabalhistas, falar em privatização sempre vai causar alguma desconfiança.

Mas o que chama a atenção neste último ato do Ministro Tarcísio frente ao Ministério da Infraestrutura, foi a empresa vencedora. Na verdade, é um fundo de investimento. E qual a vantagem de termos um fundo dono de uma grande e importante estrutura portuária brasileira? É que o foco deixa de ser a burocracia e passa a ser aquilo que produz, cujo resultado seja receita maior.

Vamos dar um exemplo: sabendo que navios maiores transportam mais carga e geram mais receitas, duvido muito que o fundo de investimentos Shelf 119 Multiestratégia, da gestora Quadra Capital, representado pela Necton Investimentos, levaria 15 anos para dragar e homologar o canal de acesso do porto de Vitória, limitando e “engargalando” toda a operação de 6 diferentes terminais em sua estrutura. Tudo seria feito em no máximo 1 ano.

Sabemos que os portos do ES trabalham com uma ociosidade próxima de 40%, com pequenos investimentos na infraestrutura e acessos.

Os R$ 106 milhões em outorga inicial, juntando os R$ 326 milhões às ações da companhia, além de  pagar R$ 186 milhões em 25 outorgas anuais e investir R$ 855 milhões no prazo de 35 anos, vão representar no máximo 35% de toda a receita gerada nesse mesmo prazo.

Tenho certeza de que o fundo Shelf 119 envidará todos os esforços para reduzir o percentual desse dinheiro a no máximo 25% de toda a receita.

Quem ganha? É claro que o fundo ganha, mas o estado será o maior beneficiado de toda essa operação. Teremos portos mais eficientes, operações mais modernas, pessoal mais qualificado, equipamentos de última geração, que apresentarão resultados mais rápidos e lucrativos para todos.

Saímos na frente, não podemos parar nem fraquejar. O governo do estado do Espírito Santo precisa ajudar para que essa dianteira garanta resultados importantes para nosso estado e toda a sua cadeia produtiva (Joe Conti).

Parabéns, ES!

Don Oleari Pesquisa

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Projeto estruturado pelo BNDES em apoio ao Ministério da Infraestrutura é pioneiro no Brasil e inaugura um novo mercado para investimentos privados no setor.

A primeira desestatização portuária do Brasil.

O fundo de investimentos Shelf 119 Multiestratégia, da gestora Quadra Capital, representado pela Necton Investimentos, foi o vencedor do leilão de desestatização (venda da empresa portuária + concessão dos ativos) da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), realizado nesta quarta-feira (30/03), na B3 em São Paulo. Esta foi a primeira desestatização portuária do Brasil.

A proposta apresentada pelo grupo foi de R$ 106 milhões em outorga inicial, com o compromisso de adquirir por R$ 326 milhões as ações da companhia, além de  pagar R$ 186 milhões em 25 outorgas anuais e investir R$ 855 milhões no prazo de 35 anos. A modelagem inédita no Brasil foi estruturada pela Fábrica de Projetos do BNDES em apoio ao Ministério da Infraestrutura.

Nesse modelo, os portos seguem como ativos da União, mas passam a ser inclusos em um contrato de concessão junto à agora privatizada Codesa. O modelo preserva a titularidade do patrimônio público e as prerrogativas do Ministério da Infraestrutura em relação ao planejamento portuário de longo prazo, mas viabilizará um aporte inédito de investimentos privados para a modernização do complexo portuário, além de estabelecer um novo modelo de governança e práticas de mercado na gestão de contratos junto a terminais, armadores e demais usuários.

https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham