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Sustentabilidade – Paulo Hartung e José Carlos da Fonseca: Embalados pela sustentabilidade | 14/7

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A sustentabilidade pode ser alcançada  Além de números alarmantes sobre danos ao ambiente, os autores citam mega grupos empresariais substituindo materiais de embalagens por produtos recicláveis, fugindo do velho conceito do “fabricar, utilizar e descartar”.

NEC = Nota do Editor Chefão, Don Oleari – O texto mapeia ações concretas para tentar salvar o planetinha, tão maltratado ao longo dos milênios, sobretudo pós revolução industrial. Não é nada não é nada…não é nada mesmo, mas assinamos embaixo e rubricamos todas as laudas (DonOleari).

Texto reproduzido com autorização dos autores, Paulo Hartung e José Carlos da Fonseca. Originalmente, publicado no jornal O Globo.

Chega a ser paradoxal que nossa civilização, sistema vivo e pulsante, ainda dependa, literalmente, de pilares fósseis — fonte de energia e de produtos. Desde a Revolução Industrial, nos acomodamos à lógica do “fabricar, utilizar e descartar” sem questionamentos aprofundados sobre as consequências da conturbada relação humana com o meio ambiente.

Segundo a Global Recycling Foundation, a humanidade gera 2,1 bilhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, e apenas 16% são reciclados.

Trata-se de número assustador, que revela o tamanho do desafio planetário, ainda mais quando consideramos lixões e esgotos que emitem gás metano, 80 vezes mais nocivo à atmosfera do que o dióxido de carbono, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

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No Brasil, de acordo com levantamento mais recente do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima, os resíduos são o quarto principal vetor de emissões de GEEs. Ademais, este é o segundo principal vetor de liberação de metano (CH4) para a atmosfera no país.

Impõe-se rever os princípios que nos trouxeram até aqui, em desafio que cabe a toda a sociedade. Parte dele reside em encontrar alternativas aos materiais de origem fóssil. É neste contexto que vem ganhando tração global o movimento que concatena as exigências do consumidor por mais sustentabilidade com as decisões importantes de empresas e marcas.

Os exemplos são diversos. O iFood adequou suas embalagens, trocando o isopor e o plástico por papel em caixas e sacolas. A Natura anunciou programa de eliminar o material de fonte fóssil de suas amostras de perfume, substituindo por papel. A Vigor lançou iogurte em embalagem também de papel. A Heinz está desenvolvendo embalagens à base de fibras biodegradáveis para seus produtos, como o ketchup.

Em boa medida, o que viabiliza essa transição para a sustentabilidade são investimentos das companhias de papel e celulose em pesquisa e desenvolvimento, assim como permanentes esforços em inovar e oferecer itens que impactem cada vez menos a natureza, da matéria-prima ao pós-consumo. Nesse cenário, o Brasil é case de sucesso e referência mundial.

No país, 100% do papel provém de árvores que são plantadas, colhidas e replantadas com essa finalidade, comumente em áreas antes já degradadas, diminuindo a pressão sobre as florestas nativas.

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Além disso, temos uma das maiores taxas de reciclagem do mundo. Dado inédito da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e do Ibre/FGV revela que, em 2022, 75,8% das embalagens de papel produzidas no país foram recicladas. Em 2000, o índice era de 57,9%. Isso demonstra que os ideais da circularidade estão cada vez mais presentes no ciclo de vida desse tipo de produto, de ponta a ponta.

Vale ressaltar que há forte vertente social na lógica da economia circular, de ciclo fechado, uma vez que, segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), cerca de 800 mil pessoas trabalham na cadeia de reciclagem. Nesta caminhada, as companhias do segmento de embalagens de papel seguem a mesma rota do investimento contínuo em inovação e tecnologia.

A Suzano, em parceria com a organização do Rock in Rio, pela primeira vez ofereceu a opção sustentável dos copos de papel ao público, provendo e reciclando 70 mil unidades durante o festival. Na mesma direção, a Irani, fabricante de papel para embalagem, está trabalhando para zerar, até 2030, a destinação a aterros sanitários de resíduos provenientes de suas atividades, reaproveitando-os para outros produtos e para geração de energia.

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Na questão da reciclagem, a Papirus, também fabricante de embalagens, implantou sistema com tecnologia blockchain, que reconhece a origem dos materiais recebidos das cooperativas e outras fontes. Com isso, a companhia pode negociar créditos de reciclagem, o que acaba por fortalecer a cadeia e incentivar os cooperados.

Já a Ibema, que atua na mesma área e é localizada em Embu das Artes (SP), se uniu a parceiros para criar uma estação de compra e correta destinação de resíduos. Mais de 430 toneladas de material reciclável foram coletadas e adequadamente destinadas, com cerca de 370 famílias beneficiadas, desde o início do projeto.

A Klabin, por meio de investimento na startup israelense Melodea, está avançando nos estudos para substituir por películas de nanocelulose as camadas de plástico ou alumínio em caixas de leite ou suco, tornando-as ainda mais recicláveis e biodegradáveis.

Diante da crise climática, devemos saudar tais exemplos e vários outros, que carregam em seu DNA a vocação da circularidade. A mudança dos pilares que sustentam a economia global passa por profundas transformações na relação com tudo aquilo que produzimos e consumimos. O que deve nos guiar é a certeza de que, neste planeta que clama por ajuda, todo descarte deve ser um novo começo.

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paulo hartung

Os autores

– Paulo Hartung

Economista, é presidente executivo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), membro do Conselho Consultivo do RenovaBR e foi governador do Espírito Santo.

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josé carlos da fonseca

– José Carlos da Fonseca Jr.

Embaixador, é diretor executivo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), com assento no Comitê Diretor do The Forests Dialogue (TFD) e no Advisory Committee on Sustainable Forest-based Industries (ACSFI), da FAO.

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Edição, Don Oleari – [email protected]https://twitter.com/donoleari

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Foto de capa: Paulo Hartung e José Carlos Fonseca em visita à RPPN Estação Veracel, recebidos pelo presidente da companhia Carlos Zanardo. Estação Veracel é a maior reserva de mata atlântica do Nordeste.

Fonte:

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham

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