TCE-ES e CGU identificam possíveis maracutaias no auxílio emergencial a 3.735 servidores municipais e estaduais do ES

TCE-ES e CGU

TCE-ES e CGU – pagamentos irregulares de auxílio emergencial a a 3.735 servidores públicos do ES. Os pagamentos apurados foram realizados no período de abril a setembro de 2021.

Um trabalho realizado pelo TCE-ES (Tribunal de Contas do ES) e CGU (Controladoria Geral da União) , para identificar pessoas que poderiam estar recebendo o auxílio emergencial do governo federal indevidamente. 

TCE-ES e CGU identificam pagamentos possivelmente irregulares de auxílio emergencial a servidores públicos do ES

Benefício pago indevidamente somaria R$ 1,37 milhão, para quase 4 mil servidores do Estado e municípios

No ano de 2021, 3.735 servidores públicos municipais e estaduais do Espírito Santo possivelmente receberam de forma indevida o auxílio emergencial do Governo Federal, benefício criado para fornecer proteção no período de enfrentamento à crise econômica, causada pela pandemia da Covid-19.

A constatação é de um trabalho conjunto realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) e pela Controladoria Geral da União (CGU/ES).

Valores pagos indevidamente totalizariam R$ 1.373.600,00

Os valores pagos indevidamente totalizariam R$ 1.373.600,00, conforme a verificação. Pela legislação, quem possui emprego formal ativo ou vínculo de estagiário está proibido de para receber o benefício. Os pagamentos apurados foram realizados no período de abril a setembro de 2021.

As parcelas do auxílio emergencial são pagas independentemente de requerimento, desde que o beneficiário atenda aos requisitos estabelecidos. Os servidores beneficiados indevidamente estavam entre os grupos do Bolsa Família, CadÚnico ou ExtraCad (não inscrito no Cadastro Único).

Após a verificação dos resultados, que foi feita por cruzamentos de dados, o TCE-ES e a CGU emitiram uma nota técnica, na qual fazem uma recomendação ao governo estadual e aos municípios do estado do Espírito Santo de que alertem aos seus servidores públicos que as condutas de solicitação e de recebimento do Auxílio emergencial, pela inserção ou declaração de informações falsas em sistemas de solicitação do benefício, podem caracterizar possíveis infrações disciplinares a serem analisadas no âmbito do respectivo órgão.

Os dois órgãos também propuseram que seja informado a esses servidores que existe um canal, disponibilizado pelo Ministério da Cidadania, para a devolução de valores eventualmente pagos/recebidos de forma indevida, que é pelo site: devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br.

A análise

Para o desenvolvimento do trabalho, a Corte de Contas utilizou de sua ampla base de dados, em especial o CidadES – Folha de Pagamento. Nele consta a relação dos servidores públicos do Estado e municípios.

Os resultados consolidados por quantidade e total pago estão relacionados abaixo:

PúblicoContagem de CPFSoma de VALOR AE 2021
BOLSA236 R$                                           74.450,00
CADUNICO826 R$                                         353.500,00
EXTRACAD2673 R$                                         945.650,00
Total Geral3735 R$                                      1.373.600,00

O presidente do TCE-ES, Rodrigo Chamoun, ressaltou que os órgãos de controle estão de prontidão absoluta e preparados tecnologicamente para identificar possíveis desvios referentes aos pagamentos do Auxílio Emergencial.

“A cooperação entre órgãos de controle é fundamental para combater fraude e corrupção com eficiência”, afirma.

O Superintendente da Controladoria Regional da União no Estado do Espírito Santo, Ricardo Plácido Ribeiro, destacou a exitosa parceria estabelecida entre a CGU e o TCE-ES, que tem viabilizado a realização de trabalhos de auditoria em conjunto e o compartilhamento de informações.

“Este trabalho específico possibilitou que o Ministério da Cidadania pudesse bloquear os pagamentos do auxílio que estavam sendo pagos irregularmente a servidores públicos municipais e estaduais. A exemplo deste trabalho preventivo, as informações repassadas pelo TCE-ES foram tratadas pela CGU e utilizadas nos cruzamentos de bases de dados que subsidiaram os gestores a excluir beneficiários que solicitaram e que não cumpriam os requisitos para receber os auxílios”, afirmou.

Os CPF e nomes das pessoas envolvidas não serão detalhados, observando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham