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Terra, céu e inferno: roteiro de vida de João Antônio, escritor paulista detentor de dois prêmios Jabuti | 28/10

Terra, céu e inferno

COLUNA AQUI RUBENS PONTES |

MEUS POEMAS DE SÁBADO

rubens-pontes-outrra.jpg 14 de outubro de 2023 9 KB
rubens pontes, jornalista

Rubem Braga, Fernando Sabino, Alvino Gatti, Orlando Eller, nomes facilmente identificados como grandes cronistas capixabas e mineiros, são intelectuais do nosso meio com extrema sensibilidade e visão crítica que os tornaram visíveis e admirados em todo o País.

O assunto, motivo de troca de opiniões na redação do Don Oleari Portal de Notícias, provocou interferência do mesmo provocador que se fez presente em outras ocasiões, quando em tom de provocação, mas, reconheçamos, ainda com pertinência, perguntou aos companheiros:

– Alguém conhece vida e obra de João Antônio?

Silêncio como resposta.

É natural uma posterior pesquisa, já que nesta Coluna nada passa em branco.

“Nada passa em branco. Nem em preto,  nem em preto e vermelho”, pediu-me para acrescentar o Editor Chefão, Don Oleari.

Contista e cronista, João Antônio, ele próprio, contribuiu para o ilhamento de sua vida e de sua obra quando registrou:

“Honestamente, sem pose, os prêmios não estão me dizendo nada. Um sentimento de falência, certo nojo pela condição dos homens e até mesmo ternura, às vezes, quase pena”.

O fato é que, embora tenha tido frágil estrutura como estudante, o trabalho do escritor e jornalista paulista é um dos mais ricos registros que se tem na cidade de São Paulo na segunda metade do Século XX.

Quem foi

a-de-capa-de-joao-antonio.jpg 28 de outubro de 2023 50 KBFilho de um português com uma brasileira, João Antônio (Ferreira Filho) nasceu no Morro da Geada, na região de Jaguaré, uma espécie de favela na zona oeste de São Paulo, e teve uma infância pobre, mais tarde narrada em seu livro de contos “Abraçado ao meu rancor”:

– “No Morro depois da várzea de Presidente Altino, venta bravo nas noites e, nas madrugadas de muita friagem, no Morro costuma gear. As mantas feias e ralas de flanela cinza rampeira, compradas baratas na feira dos domingos em Jaguará, não impedem a umidade que vara as paredes dos barracos feitos de caixotes vazios de sabão e bacalhau”.

Família pobre de recursos, não pôde frequentar centros de estudos, começando a trabalhar, jovem ainda, como contínuo, depois açougueiro, depois bancário.

Almoçando em restaurantes populares, como registra o historiador Marcel Verrumo em seu livro “História Bizarra da Literatura Brasileira” (Editora Planeta), João Antônio ouvia histórias dos trabalhadores, dos viciados em jogos de azar, as expressões das prostitutas, matéria prima para os contos e crônicas que escreveria no futuro.

Jornalismo, o sonho

Chegou finalmente ao seu sonho maior, sempre afagado: já morando no Rio de Janeiro, o sucesso de leitura de seus livros abriu-lhe as portas para a realização de sua aspiração maior, o jornalismo.

Primeiro livro premiado

 a-de-joao-antonio-outro-livro.jpg 28 de outubro de 2023 33 KBFoi seu primeiro livro, escrito aos 26 anos de idade, que lhe abriu as portas para praticar o jornalismo com que sonhava.

“Malagueta, Peru e Bacanaço” (*), conjunto de oito contos e uma novela. O texto principal retrata a vida de três amigos no mundo da malandragem, tendo como cenário os tradicionais bairros paulistas da zona de Água Branca, Barra Funda e Pinheiros.

Com uma linguagem que fugia dos padrões estilísticos da época, como anotou o crítico paulista Igor Gomes, o livro obteve sucesso de crítica e de vendas.

João Antônio foi pela obra agraciado com o “Prêmio Fábio Prado” e com dois disputadíssimos “Jabuti”, na categoria “Revelação” e “Melhor Livro de Contos”.

(*) Em 1977, o livro foi adaptado para o cinema pelo cineasta Maurice Copovilla sob o título “O Jogo da Vida”, com Lima Duarte no elenco).

Esse sucesso abriu-lhe as portas dos jornais com que sonhava.

Residindo no Rio de Janeiro, trabalhou inicialmente no Jornal do Brasil, participou da equipe fundadora da revista Realidade, depois na revista Manchete e no Pasquim, em oposição ao regime militar.

Escreveu 15 livros, mas se recusou a participar de cerimônias de lançamento e de se vincular a grupos e academias literárias. Aceitava apenas convites para proferir palestras em escolas e universidades.

Terra, céu e inferno

Casou-se com Marília Mendonça Andrade, com quem teve seu único filho, Daniel Pedro.

Agraciado com bolsas de estudo, viveu alguns anos na Alemanha, e na ocasião proferiu palestras na Holanda e na Polônia.

No Brasil, final dos anos 1960, assim sem justificativa, e de repente, resolveu mudar de vida.

Vivendo Terra, céu e inferno, deixou o emprego, destruiu seus cartões de crédito, vendeu seu automóvel, separou-se da mulher e passou a usar exclusivamente bermudas e a calçar sandálias.

Até na morte

João Antônio morreu aos 59 anos no apartamento 702 na Praça Serzedelo Correia, Rio, onde morava sozinho.

Seu corpo foi encontrado por amigos preocupados com sua ausência, estendido no sofá na sala, 15 dias depois da morte segundo os legistas, e já estava em estado de putrefação.

Solidariamente, este Colunista, o Don Oleari Portal de Notícias e seus colaboradores rendem homenagem a essa espécie de Fênix da Mitologia, renascido das cinza para  iluminar o cinzento céu  que cobria a sua  região de nascimento, depois de uma existência de este Terra, céu e inferno.

Os poemas publicados podem não conter a profundidade dos seus livros de prosa, mas são eco de sua sensibilidade.

Rubens Pontes, jornalista

Capim Branco, MG

1955 – João Antônio publicou dois poemas que, embora reconhecesse como ruins, guardou durante pelo menos seis anos. O primeiro deles, “Utopia no Porto da Felicidade”, foi publicado no Jornal do Povo, de Itápolis, São Paulo. O segundo,” Pausa “.

UTOPIA NO PORTO DA FELICIDADE

“Iremos então, bem equipados e com vontade dupla.

Abrirei as lâminas do Tarô adivinhatório

e gritarei que nossa sorte é boa e o sibilo do vento não me abafará os brados

. E a vida rirá de ébria…

Riremos com ela

. E nascerá uma chusma de querubins que rir-se-ão todinhos.

Daí então, fingirei acreditar na Virgem.

Erguerei odes de júbilo preexistirá a ufania ao som

Nesse dia, medrará água de pedra

E os meus cantos resistirão ao Tempo.

Eu fingirei crer na Virgem

E estaremos no porto da felicidade

O mundo nos irá abençoar muito…”

 

PAUSA

“As paredes pálidas

Os sonhos da Vontade,

Os planos, as ânsias, as ilusões quedadas,

As estrelas do carvão da noite

Todas as histórias de braços caídos,

Tudo quanto exista estará no rés do chão, dormindo

E as ações terão sono

A vida está descansando muito.

Para amanhã acordar bem cedinho.”

Terra, céu e inferno

Bibliografia

1963: Malagueta, Perus e Bacanaço;

1975: Leão-de-chácara

1975: Malhação do Judas carioca;

1976: Casa de Loucos

1977: Lambões de Caçarola (Trabalhadores do Brasil!)

1977: Calvário e Porres do Pingente Afonso Henriques de Lima Barreto

1978: Ô Copacabana!

1982: Dedo-duro

1984: Meninão do caixote (coletânea)

1986: Abraçado ao meu rancor

1991: Zicartola e que tudo mais vá pro inferno!

1992: Guardador

1993: Um herói sem paradeiro

1996: Patuléia;

1996: Sete vezes rua (Editora Scipione)

1996: Dama do Encantado.

Prêmios

1959 — São Paulo SP — Prêmio Edgard Cavalheiro, instituído pelo jornal Última Hora e Editora Cultrix;

1962 — São Paulo SP — Prêmio Fábio Prado pelo livro Malagueta, Perus e Bacanaço;

1963 — São Paulo SP — Prêmio Jabuti de Revelação de Autor e de Melhor livro de contos para Malagueta, Perus e Bacanaço;

1965 — São Paulo SP — Prêmio Prefeitura de São Paulo;

1974 — Prêmio Nacional de Contos do Paraná pelo livro Leão-de-Chácara; 
a-de-joao-antonio-o-guardador.jpg
28 de outubro

1975 — Prêmio Ficção concedido pela Associação dos Críticos de Arte de São Paulo para Leão-de-Chácara;

1983 — Prêmio Pen Club e para o livro Dedo-duro;

1983 — Troféu Candango, da Fundação Cultural do Distrito Federal, para Dedo-Duro;

1986 — Rio de Janeiro RJ — Troféu Golfinho de Ouro pelo livro Abraçado ao Meu Rancor;

1986 — São Paulo SP — Prêmio Pedro Nava pelo livro Abraçado ao Meu Rancor;

1986 — Porto Alegre RS — Troféu Oswald de Andrade pelo livro Abraçado ao Meu Rancor

1993 — Prêmio Jabuti pelo livro Guardador.

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham

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capa-de-livro-renato.jpg 13 de maio de 2024 44 KB

Lançamento do livro de Aurelio Carlos Marques de Moura nesta segunda-feira, às 19h30m, na Biblioteca Pública do Espírito Santo.

A história da vinda de Nelson Mandela ao Espírito santo durante o governo Albuino Azeredo como nunca foi contada.

renato-e-dona-lurdes.jpg 13 de maio de 2024 11 KB

Os bastidores da visita.

Recebi livro do jornalista, professor, profissional de Markenting Político, Renato Viana Soares, numa inesperada e agradável visita com o mano Jair Viana Soares. Ele veio a Vitória para passar o Dia das Mães com Dona Lurdes (foto).

Mandela

 

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Morgan Freeman, consciência

Bom Jesus de Itabapoana

 

consciência

consciência

Na boa, a frase do grande ator é porretaçaaaa!

frase-morgan-freeman.jpg11 de maio de 2024 13 KB

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Antuerpia, cervejas premiadas

Bom Jesus de Itabapoana

 

Itabapoana

Itabapoana

Por Pedro Antonio de Souza

 a-do-pedro-antonio-dia-27-a-de-190.jpg 26 de abril de 2024 7 KB

Programação deste fim de emana em Bom Jesus, com nossos vizinhos da divisa, no Rio de Janeiro.

Informações todas no baner. Nosotros, do Don Oleari PN, mandamos um abração pra Sheila Brasil e seu parceiro.(Pedro Antonio de Souza).

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Hartung & Pelaes, aniversariantes

No Posto de Saúde do J. da Penha

Antuerpia, cervejas premiadas

Quem mudou, mudou!

Santorio no PP – 5/4

grande perda

Grande perda

Edilson, grande colega e companheiro de tantas lutas, que participou ativamente dos movimentos sindical e social e das batalhas pela construção e preservação de direitos trabalhistas e pela ampliação do campo democrático neste país, faleceu nesta terça-feira, 23, aos 56 anos.

O velório e sepultamento serão na localidade de Rosca Seca, município de Aimorés, em Minas Gerais, nesta terça.

Grande perda

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Hamilton Gangana | Ziraldo foi também publicitário

Dia da Terra (22/4): jornalistas ambientais sofrem ameaças pelo mundo

 

aniversariantes

aniversariantes

Importantes personagens do cenário político do Espírito Santo, o ex-governador Paulo Hartung e o atual pré-candidato a prefeito de Vitória/ES, Sebastião Pelaes, são os aniversariantes do começo da semana.

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antonio e tião pelaes

Hartung festeja seu aniversário neste domingo, 21 de abril, também anotado no calendário como Dia de Tiradentes.

Sebastião Pelaes festeja na segunda-feira, dia 22 de abril, o suposto dia do Descobrimento do Brasil, segundo nos enganaram a vida inteira os livros de história do Brasil, recheados de histórias da carochinha.

Don Oleari Portal de Notícias cumprimenta os dois ilustres aniversariantes, candidatos potenciais às próximas eleições.

Pelaes já é o pré-candidato a prefeito de Vitória/ES, agora em 2024.

Paulo Hartung poderá ser um dos candidatos a Senador na eleição de 2026, o que certamente incomoda aos falados possíveis candidatos a senador, deputado da Vitória, governador Renato Casagrande, entroutros.

Como se sabe, Hartung não cultiva o hábito de perder eleição. Até porque foi um bom senador pelo Espírito Santo  (Don Oleari).

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No Posto de Saúde do J. da Penha

Antuerpia, cervejas premiadas

Quem mudou, mudou!

Santorio no PP – 5/4

Baixo Guandu: Lastenio no MDB

Vacinação

Por Alda Luzia Pessotti –

Fui ao Posto de Saúde de Jardim da Penha, zona norte de Vitória, a capital do Espírito Santo.

Hoje é dia Nacional de Vacinação em todos os postos de saúde.


vacina-jardim-da-penha-outra.jpg
13 de abril de 2024
5 KBVacinas contra Influenza, Covid e Poliomielite. A programação vai até 17 horas.

Atendimento ótimo no posto do em Jardim da Penha.
Fiz a foto com pessoas esperando para vacinar e a secretária Municipal de Saúde, Magda Cristina Lamborghini com o Zé Gotinha (Alda Luzia Pessotti).

Posto de Saúde

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Antuerpia, cervejas premiadas

Quem mudou, mudou!

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Baixo Guandu: Lastenio no MDB

Lastenio, avô de primeira!

Antuerpia

Uma nota que dou com muito gosto, apesar do “desgosto” de não poder ter ido.

Vi num poderoso grupo de uatizapi ligado à Associação dos Moradores da Praia do Canto, Vitória/ES, uma nota sobre cervejas premiadas, inclusive de Colatina, nossa terra.

antuerpia-chope-200.jpg 7 de abril de 2024 10 KBA nota me atiçou.

Através da amiga @Martha Pimenta, soube da Antuerpia Cervejaria. Agora, minha agenda infernétiva anotou em tom de vermelho & preto bem forte:

Programar para conhecer a Cervejaria na primeira brecha.

A foto do grupo de cervejeiros degustando da capa me foi repassada pelo @Hudson Ruela.

 Antuerpia

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Baixo Guandu: Lastenio no MDB

Lastenio, avô de primeira!

Baby e Eller

Quem mudou

Por Alexsandro Eller –

calendario-2.jpg 5 de abril de 2024 4 KBCalendário eleitoral fechou a janela de mudanças de partidos. Mudou, mudou.

Um vai pra cá, vai pra lá, que é aquele horror da lei eleitoral.

Mas as datas estão aí (Alexsandro Eller).

Quem mudou

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Santorio no PP – 5/4

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Baby e Eller

Perdemos! Alexandre Lima se foi

no PP

Por Alexsandro Eller –

Pano de Fundo | Política – Bastidores

O médico Fernando Santório, neto do ex-prefeito de Cariacica Vicente Santório Fantini, se filiou ao Partido Progressistas.

Santório se prepara para concorrer a uma vaga na Câmara de vereadores de Cariacica.

Na foto, Fernando e o presidente do PP de Cariacica, Sandro Locutor.

no PP

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Baixo Guandu: Lastenio no MDB

Lastenio, avô de primeira!

Baby e Eller

 

Lastenio no MDB

Lastenio no MDB

Prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso, já contava com o apoio do MDB para sua campanha à reeleição.

ssinatura-de-lastenio-no-mdb-a-de-200.jpg 4 de abril de 2024 7 KBAgora, a partir desta noite de quinta-feira, Lastenio não só conta com esse apoio, mas ele próprio acaba de se filiar ao MDB, de cujo partido é o vice-prefeito Patrick Favarato.

Sua filiação contou com o prestígio da presença do presidente do Diretório do MDB do ES, o vice-governador Ricardo Ferraço, como também com a presença do pré-candidato a prefeito de Vitória, a capital, de Sebastião Pelaes, um emedebista com 45 anos de partido.

Seu irmão Antonio Pelaes foi vice-prefeito de Vitória com o então prefeito Hermes Laranja, outro histórico emedebista (Don Oleari).

Lastenio no MDB

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Lastenio, avô de primeira!

Baby e Eller

Perdemos! Alexandre Lima se foi

Maria de Lourdes Lessa

De Pedra Azul pra Mimoso do Sul

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