Especial Pedra Azul | Família Aroso | Clau Lorenzoni | Inah durão | Gabi Ferreira | Simultâneo | Viva a Vida! Aqui tudo se sabe | André Poubel & Tânia Calazans | 12/8|

especial pedra azul
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André Poubel & Tânia Calazans

Especial Pedra Azul: coluna destaca os que vieram de longe.

 

– “O bom é morar dentro de seu sonho… e o meu se chama Pedra Azul”, diz a artista plástica Inah Durão.

Coluna VIVA A VDA! Aqui tudo se sabe | André Poubel & Tânia Calazans

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Inverno, friozinho, montanhas capixabas…qual o primeiro nome que lhe vem à mente? Exatamente! PEDRA AZUL se tornou o destino mais desejado e visitado neste inverno capixaba. Não é difícil entender. Com um dos melhores climas do Brasil, Pedra Azul (*) é charmosa, romântica, com excelentes pousadas e hotéis, lojas de artesanatos, cafés, cervejarias, restaurantes com uma culinária variada espetacular e atendimento de primeira.

especial pedra azulSem falar da natureza exuberante com sua fauna e flora variadas, descobertas por todo o mundo. Constantemente filmado, retratado, documentado e muito fotografado, esta coluna decidiu abordar esse paraíso sob o olhar de alguns moradores ilustres e completamente apaixonados pelo lugar, que mudaram de vida e se estabeleceram por lá, fazendo a diferença e adotando como sua terra, seu refúgio.

(*) Pedra Azul: 1.822 metros de altitude; com a Pedra das Flores, 1.909 metros de altitude, e a Pedra do Lagarto, um dos cartões postais do ES, patrimônio geológico brasileiro que integra o Parque Estadual da Pedra Azul. Distrito de Aracê, município de Domingos Martins, no KM 89 da BR 262, eixo Vitória/Belo Horizonte/MG. Fonte: IEMA (Institudo Estadual do Meio Ambiente – https://iema.es.gov.br/PEPAZ).

Venha conosco conhecer um pouquinho desses apaixonados por Pedra Azul.

ÁLVARO AROSO, pioneiro

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famíla aroso

Com apenas 22 anos de idade, muita coragem e cheio de sonhos, o jovem português Álvaro Aroso, da Vila do Conde, uma cidadezinha do distrito de Porto, Portugal, decidiu vir para o Brasil, que época era a terra prometida dos que buscavam uma vida melhor.

Cenas da família Aroso. Na foto em preto e branco, dos primeiros tempos, Amélia e Álvaro com os filhos Andrea, Álvaro Augusto e Áurea com o dedinho no nariz.

Então vendeu seu único bem, uma motocicleta, comprou uma passagem e baixou no Rio de Janeiro em pleno verão carioca.

Era Janeiro e o Rio fervia literalmente. Foi um choque térmico e cultural tremendo e o jovem português, sem conseguir um trabalho e sufocado de tanto calor mas com muita vontade de vencer e sem medo, lembrou-se que cá vivia um conterrâneo que relatava morar nas montanhas do Estado do Espirito Santo, em um clima muito semelhante de sua terra além mar.

Ele era um engenheiro e trabalhava no INCAPER na fazenda do Estado, em Aracê, distrito de Domingos Martins/ES, e era conhecido como Dr. Julio Pinho. Álvaro veio para Pedra Azul e conseguiu finalmente respirar um ar puro e o clima agradável lhe fez sentir-se em casa.

Aqui, com a ajuda do Dr. Pinho, o jovem dedicou-se à agricultura trabalhando arduamente noite e dia, mas muito feliz por se sentir em casa. Um belo dia… uma bela moça chamada AMELIA DE JESUS LEMOS E SILVA, filha mais nova de oito irmãos, filha do escultor português JOAQUIM SOUZA SILVA (*), veio a Pedra Azul com o pai visitar seu tio Delfim que era casado com tia Maria, que vinha a ser irmã do Dr. Pinho, e adivinhem?

Conheceu o jovem Aroso, se encantaram, namoraram, noivaram e casaram-se no tempo de dois anos, sendo que neste período se viram três vezes. Eram outros tempos. A terceira vez em que se viram foi no dia do casamento, que aconteceu em Botafogo – RJ. De lá, os pombinhos já pousaram na antiga fazenda Marcolina, em Aracê.

Tiveram três filhos: Andrea, Álvaro Gustavo e Áurea – escadinha com diferença de um ano e meio entre os irmãos. Álvaro trabalhando na agricultura, viajando muito para vender seus produtos enquanto Amélia, a mãe, cuidava da tropa e do lar. Naquela época era estrada de chão, meio do mato, tudo longe. Mais longe foi a determinação do casal, que em 1968 comprou uma outra fazenda, onde batizaram de Arosolândia, onde hoje se localiza o Hotel Aroso.

Ali plantaram morangos e passaram a vender seus morangos para toda região, Vitória e Belo Horizonte. Em 1975 Álvaro e o tio Delfim, em sociedade, inauguram o Posto de Gasolina Posto dos Morangos. Em 1978 Aroso inaugurou a Transverde, uma transportadora de frutas, legumes e verduras para a Ceasa (Central de Abastecimento do ES).

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amélia e álvaro aroso

O casal sempre investiu na educação dos filhos, que estudavam em colégios de Vitoria, a capital do ES. Os três irmãos se formaram em direito e Álvaro Gustavo também se formou em Administração com especialização em hotelaria – sentiram a necessidade de empreender em hotelaria, pois o turismo estava crescendo muito na região e não existiam muitos hotéis.

Assim em 1996 foi inaugurado o Aroso Paço Hotel. As meninas, que sempre adoraram decoração e coisas de casa, em 2006 transformaram aquela transportadora e como gostam de falar, “a lagarta em borboleta”, e assim nasceu a Transverde. A loja se destaca como uma casa de mesa posta, decoração, móveis e antiquário, vendendo suas peças para todo o Brasil.

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áurea e andrea aroso com andré poubel

Do lado da loja criaram também a Estalagem Petra, como uma pousada charmosa e rústica. Em 2017, o eterno jovem empreendedor português, marido, pai e avô ALVARO AROSO. partiu para novos desafios, deixando seu legado, contribuição e exemplo: coragem, trabalho, força e fé.

Nota do Editor Chefão: Foto marcante na vida de André Poubel na formatura de Direito com Áurea e Andrea Aroso. De pai português, o advogado, hoje fotógrafo, gestor de mídias sociais e autor desta coluna com Tânia Calazans, se emocionou ao se lembrar do orgulho paterno pela formatura no curso de Direito. Ricas lembranças. Sei que ele vai reclamar, mas usei o arbítrio de Editor pra acrescentar a foto, sabendo-se, como se sabe, que todo Editor é arbitrário (Don Oleari).

(*) Joaquim Souza Silva, talentoso escultor de arte sacra. Suas esculturas em madeira estão espalhadas em várias igrejas do Rio de Janeiro e também nos Colégios Sacre Coeur de São Paulo, Rio e Vitória.

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claudete lorenzoni

CLAUDETE LORENZONI

Claudete Lorenzoni é uma mulher dinâmica, empreendedora, empresária da moda, mãe, avó. Clau, como é conhecida, nasceu em Marilândia/ES, filha de pais italianos. Aos 16 anos mudou-se com a família para Vitória, a capital, para estudar e já no ano seguinte conheceu seu ex-marido, com quem teve dois filhos GABRIEL e MARINA.

Agora, aos 17 anos, a estudante já era esposa, mãe, e ainda se tornou empresária da moda, montando sua primeira loja, a Marca Registrada, que foi um sucesso. Com sua dedicação, garra e muito, muuuiiitooo trabalho, a Marca Registrada cresceu e chegou a ter mais de dez lojas, sendo referência na moda capixaba, trabalhando com as melhores marcas de roupas nacionais e grifes internacionais.

Sua vida era frenética, não parava. Ela se recorda das inúmeras vezes em que seu almoço era um lanche rápido em algum aeroporto, enquanto aguardava o embarque para mais uma reunião de negócios. Seus dias começavam muito cedo e iam até tarde da noite. Não tinha tempo para assistir a um por do sol.

Anos e anos dentro de um shopping sem saber se lá fora chovia ou fazia sol; sem ouvir o canto dos pássaros, sem andar descalça no chão de terra batido, sem a alegria das pequenas coisas do dia a dia; de tomar um banho de chuva, de subir nas árvores, de ser aquela menina que brincava livre no interior.

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luiza e laura, as netinhas de Clau

Então, após 25 anos, cansada, se sentindo insatisfeita, sem tempo para si mesma, passou a questionar o sentido da vida, o que faltava, e descobriu que faltava aquela vida do interior, faltava o silêncio, a vida tranquila, a paz que a natureza transmite, a energia que vem das matas, o canto dos pássaros, os animais, a bondade e simplicidade das pessoas do interior.

Com o fim de seu casamento, essa vontade só aumentou. Então se separou e investiu na região de Pedra Azul, adquirindo um sítio, onde se dividia entre Vitória e o sítio aos finais de semana. E toda vez que voltava para Vitória sentia mais vontade ainda de retornar ao sítio.

Assim foi até que passou a ficar mais tempo no sítio. Como uma empreendedora nata e uma inquieta garota, sentindo a necessidade local de casas para aluguel, passou a investir em aluguel de casas para temporadas em seus sítios, que hoje estão quase sempre alugadas. Com a pandemia, as pessoas voltaram para o interior, para a natureza e o aluguel de casas cresceu muito. Daí, surgiu o www.villasdamontanha.com.br

– “Hoje sou uma mulher muito feliz e completamente realizada, apaixonada por Pedra Azul, que só desce para Vitória para rever os filhos, parentes e amigos e curtir sua netinha”, diz Clau, enternecida.

INAH DURÃO

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meia canequinha café ateliê de Inah Durao

INAH DURÃO, nascida em Vitória, Artista plástica formada na UFES (Universidade Federal do ES) nos loucos e interessantes anos 80, foi professora de História da Arte e Arquitetura por quase 30 anos.

Cansada da cidade grande e sentindo falta de paz para criar, resolveu mudar para Pedra Azul onde construiu seu ateliê no fundo do quintal de casa.

Ali passou a criar suas peças e, então, entre uma criação e outra, passou um café coado com pão de queijo e bolinhos. Assim surgiu um cantinho muito charmoso e cheio de afeto e muitas delícias e nasceu o @MEIACANEQUINHA_ATELIECAFE.

Foi um sonho que se tornou realidade. Hoje Inah só desce para Vitoria quando não tem jeito mesmo! Diz ela, sonhadora:

– “O bom é morar dentro de seu sonho… e o meu se chama Pedra Azul”.

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…nas trilhas de Pedra Azul

GABRIELE FERREIRA

Gabriele Ferreira, Gabi, como gosta de ser chamada, é designer de joias, proprietária da marca @gabisports.

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GABI treinando no lago do sitio

Atleta de canoa havaiana, tem no seu curriculum Tetra Campeã Brasileira OC1 em 2013, 2014, 2018 e 2019; Bi Campeã Brasileira de OC6 em 2018 e 2019; Campeã Sul Americana de OC6 em 2018 e Campeã da Molokai Rulay 74km Kaiwi Channel 2017, que aconteceu no Hawaii – a travessia da Ilha de Molokai a Oahu.

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GABI e seus amigos inseparaveis

Nascida em Recreio, uma pequena cidade no interior de Minas Gerais, essa fera da canoa havaiana começou a remar em 2012 para superar uma depressão e logo já estava competindo e, um ano depois, se consagrando campeã. Dali não parou mais e Gabi ganhou o mundo. ^

Paralelamente aos campeonatos Gabi trabalhava em seu ateliê com a criação e venda de suas joias todas em ouro e prata e com uma pegada voltada para o esporte, principalmente a canoa havaiana e os elementos como o mar, as conchas, estrelas do mar, cavalos marinhos, remos, símbolos havaianos e etc…

Até que em 2014, em meio a um campeonato que acontecia na cidade de Vitória – ES, aproveitou para conhecer a famosa região de Pedra Azul-ES. Quando viu a imponência soberana da pedra do mesmo nome, ficou sem fôlego e pensou: “meu Deus, um dia quero vir morar aqui”. Então, retornou a Niterói/RJ e à sua vida de treinos e trabalho, sem nunca esquecer Pedra Azul.

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…nas piscinas de pedra azul

Até que em 2020 veio a pandemia e sentiu que era hora de sair do Rio de Janeiro. Aí, não teve dúvidas: veio cumprir sua quarentena no Sítio dos Lagos em Pedra Azul, onde se instalou em um bangalô no meio de uma floresta com um belo lago à sua frente para seguir com seus treinos diários.

Na companhia de seus três cachorros NURU, KANELA e DUQUE, que são seus amigos e guardiães, acompanhando GABI em tudo, nas trilhas diárias, nos treinos de remo no lago, nos banhos de cachoeiras.Essa conexão com a natureza, com os pássaros, macacos e tantas espécies de animais que lá habitam, despertou um maior respeito com o próximo e o meio ambiente, uma paz, um equilíbrio, uma concentração:

– “Hoje não me imagino morando em outro lugar que não aqui. Daqui eu toco meu ateliê em Niterói, crio minhas joias e dou seguimento aos meus treinos; posso competir em qualquer lugar do mundo, mas meu lar é aqui, é onde meu coração bate mais forte e minha alma fica leve como o balé dos beija flores que dançam todas as manhas para mim”, completa Gabi, olhar brilhando diante daquele santuário.

Sustentabilidade

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arly coelho e peças artísticas expostas na “Simultâneo”

Para esta edição, a Coluna Viva a Vida foi conhecer a Simultâneo, um espaço encantador que reúne moda, arte e design. Tudo o que lá é exposto tem uma “pegada” de cuidados com a natureza.

Segundo o proprietário Arly Luiz Coelho Dias, que é formado em arquitetura, mas sempre envolvido com o universo da moda, quando resolveu empreender e montar seu espaço, não teve dúvidas de que a questão “sustentabilidade” seria o fio condutor de seu ofício. Todas as peças maravilhosas e inusitadas comercializadas na Simultâneo são selecionadas uma a uma por Arly, que se mantém coerente à sua filosofia de trabalho.

Lá, descobrimos roupas tingidas, por exemplo, com açafrão e amaciadas na água de arroz! Na parte dos acessórios, conhecemos as bolsas feitas com material reutilizável. São lindas e costuradas a mão, evitando, assim, o consumo de energia. Os colares exuberantes feitos com câmera de bicicleta nos deixaram impressionados com tanta criatividade e beleza. Premiados em diversas mostras, são feitos por pessoas de comunidades de várias partes do Brasil, sempre apoiados pelo SEBRAE.

Além das roupas e os colares, nos deparamos com a belíssima pintura em acrílico sobre telas de pequenos e médios formatos do artista plástico e professor universitário César Cola e com a cerâmica de formatos orgânicos de Renata Rosa, da “Seranima Cerâmicas”.

Encantador também é o design minimalista, em acrílico, feito pelo casal Rubens e Beatriz Szpilman. Ele com suas peças utilitárias, para casa e escritório, de reconhecimento internacional, e Beatriz, com colares únicos, de rara beleza.

Serviço: Simultâneo – Rua João da Cruz, Shopping Triângulo, 2o. piso, loja 5, Vitória/ES | 27 992730957 | [email protected] 100-anos-Academia.jpeg

Tome nota – O evento “Vitória em Arte 2021” que foi idealizado e vem sendo promovido pelo Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais do Espírito Santo – SINDIAPPES há mais doze anos, vai homenagear os 100 anos da Academia Espírito-Santense de Letras . 

E será com uma belíssima exposição! Cada artista escolheu um “imortal” como fonte de inspiração e a homenagem acontecerá no dia 10 de setembro via Galeria OnLine.

Nesse período, em 8 de setembro, também se comemora o aniversário da nossa linda capital, Vitória.

A mostra física acontecerá na Galeria Virgínia Tamanini, Cidade Alta, Centro Histórico de Vitória, no mesmo prédio da Academia de Letras do ES.

Segundo o presidente do SINDIAPPES, o artista plástico e mosaicista Celso Adolfo Salles Ramos, “a Academia acolhe a Galeria Virgínia Tamanini, que é do SINDIAPPES há 17 anos. Então, nada mais justo os artistas plásticos fazerem esta homenagem aos imortais”…

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A artista plástica janete ribeiro e a filha flávia vieira gomes de freitas
DETALHES DO ANEXO bianca-romano.jpeg
bianca romano

Bianca Romano e suas obras na abertura de “A arte nossa de cada dia”.

Artista plástica Janete Ribeiro com a filha Flávia  Vieira Gomes de Freitas

André Poubel é Gestor de Mídias Sociais e fotógrafo

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Tânia Calazans é Artista Plástica

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https://donoleari.com.br/receitas-da-anette-musso-pdo-don-oleari/

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham