Gripe fora de época: vacinação continua importante na primavera

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vacinação continua importante

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Fim do inverno não interrompe a circulação do vírus influenza. Casos graves e mortes também são registrados nos meses mais quentes. Por isso, vacinação continua importante

ESPECIAL VACINAÇÃO |

REDAÇÃO | AQUI ESPÍRITO SANTO/DOPN

Os números apresentados são de 2025 e se referem ao estado do Paraná. São tomados como referência para validar o quadro para qualquer região do País. E dão sustentação às afirmações da enfermeira Elisa Lino.

A chegada da primavera e a elevação das temperaturas não significam o fim da circulação do vírus influenza, causador da gripe.

Embora espirros, coriza, tosse e congestão nasal sejam frequentemente associados às alergias típicas da estação, esses sintomas também podem indicar uma infecção respiratória.

Dados do Paraná mostram que o problema persiste mesmo fora do inverno.

Entre 4 de outubro e 8 de novembro de 2025, foram registradas 2.884 novas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado do Paraná .

No acumulado daquele ano, a influenza foi responsável por 431 mortes, o equivalente a 24,9% dos óbitos relacionados à síndrome.

No mesmo período, o H1N1 correspondia a 71,2% dos casos positivos de influenza identificados pela vigilância sentinela da Secretaria de Estado da Saúde.

“O inverno concentra uma circulação maior de alguns vírus respiratórios, mas a influenza não desaparece quando as temperaturas sobem. Por isso, quem não se vacinou durante a campanha não deve simplesmente considerar que perdeu o momento de se proteger”, explica Elisa Lino, especialista em vacinação da Clínica Vacinne.

Gripe, resfriado ou alergia?

Na primavera, distinguir uma infecção respiratória de uma crise alérgica pode ser mais difícil. Espirros, coriza e congestão nasal aparecem nos dois casos, mas há diferenças importantes.

A gripe costuma provocar sintomas mais intensos, como febre, dores no corpo, cansaço e mal-estar.

As alergias, por sua vez, não são causadas por vírus e não são prevenidas pela vacina contra a influenza.

“É comum a pessoa apresentar sintomas respiratórios na primavera e imaginar que se trata apenas de uma alergia ou de um resfriado. A influenza pode provocar um quadro bastante intenso e evoluir com complicações, principalmente nos grupos mais vulneráveis”, afirma Elisa.

Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com determinadas doenças crônicas ou condições que comprometem o sistema imunológico estão entre os grupos que exigem maior atenção.

Ainda vale a pena se vacinar?

Quem chegou à primavera sem receber a vacina indicada para a temporada não deve concluir que perdeu a oportunidade de se proteger.

A decisão deve considerar a indicação individual, o histórico vacinal e as recomendações de saúde vigentes.

“A vacina contra a gripe não deve ser associada apenas a uma estação do ano. Se a pessoa tem indicação e ainda não se vacinou, vale avaliar a atualização da carteira. O principal objetivo é reduzir o risco de formas graves, hospitalizações e complicações causadas pela influenza”, destaca Elisa.

A composição das vacinas contra a influenza é atualizada periodicamente para acompanhar as cepas com maior probabilidade de circulação.

Por isso, é importante manter a imunização em dia, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e as condições de saúde.

“A chegada dos dias mais quentes não significa que podemos esquecer a prevenção. Os vírus respiratórios continuam circulando e a vacinação segue sendo uma das principais formas de proteção contra as formas graves da influenza”, completa Elisa.

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Com Flávia Ferreira

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
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