
Japão 3 X 2
Japão 3 X 2 apagou a goleada sobre a Coreia
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RECAÇÃO DOPN
Japão 3 x 2 Brasil. Virada histórica, susto, lição
Como foi
O Brasil começou bem, dominou a primeira etapa. Fez 2 a 0: Paulo Henrique abriu com assistência de Bruno Guimarães.
Depois Martinelli marcou, com belo movimento, numa cavadinha de Paquetá.
Parecia que o placar ia ser confortável, que o time ia controlar, mas veio o segundo tempo… e o apagão: falhas defensivas, relaxo, e o Japão foi crescendo.
Japão empatou com Minamino, depois Nakamura, e virou com Ueda de cabeça num escanteio bem batido.

Onde o Brasil deslizou
Desatenção defensiva: os dois primeiros gols do Japão surgiram em erros individuais (passes mal medidos, cobertura lenta, marcação aérea mal feita).
Queda de rendimento depois do intervalo: ritmo, concentração, intensidade — tudo isso caiu. “Apagão” virou palavra usada para descrever o que se viu no segundo tempo.
Rotação de time: Ancelotti mexeu bastante, testou jogadores novos, tentou dar oportunidade.
Isso é ótimo para avaliações, mas num jogo em que o adversário respira fundo, essas mudanças acabam pesando se o entrosamento não estiver firme.
Lições que ficam
Amistoso serve exatamente pra isso: testar, errar, aprender. Essa virada mostra que o Brasil precisa de mais consistência nos 90 minutos — não dá para “pegar um cochilo” contra seleções organizadas.
Defesa precisa ajustar marcação aérea, transições ofensivas do adversário, saídas de bola — esses foram pontos que o Japão soube explorar muito bem.
O psicológico: depois de tomar o susto, foi difícil retomar controle total, embora tenha havido pressão no fim.
Reflexão de conjunto
O Brasil saiu dessa Data-FIFA com os dois lados da moeda: da goleada contra a Coreia, muita positividade, confiança, repertório; do jogo contra o Japão, alerta vermelho de que status, favoritismo e bom primeiro tempo não bastam se faltar coragem, atenção e pés no chão para segurar vantagem.
Se formos traçar metáforas futebolísticas: foi aquele primeiro jogo com drible de efeito, jogada plástica; no segundo, com furada de marcação, foi como se o time tivesse escorregado no gramado molhado do segundo tempo.
Para a Copa de 2026, serve de aviso: o Brasil pode encantar, fazer golaços, mostrar talento — mas se não for “time inteiro”, se não fechar o ferrolho defensivo e manter concentração do apito inicial ao apito final, pode pagar caro.
Uma geral sobre Japão X Brasil
Na “mesa quadrada” da equipe esportiva do DOPN, no tom de pós-jogo, vamos com aquele “quem subiu, quem caiu”, no estilo resenha de buteco e comentário esportivo de rádio.
Quem subiu
Estêvão
O menino foi pura ousadia e alegria. Contra a Coreia, jogou como se tivesse 100 jogos de Seleção. Partiu pra cima, driblou, tabelou, marcou e sorriu. Mostrou que não é promessa — é realidade. Mesmo no tropeço diante do Japão, manteve personalidade. Parece daqueles que não se escondem quando o time tá perdendo.
Vinícius Jr.
Maturidade e liderança. Participou das principais jogadas ofensivas na goleada sobre a Coreia, puxou contra-ataques, deu ritmo e animou o grupo. No segundo jogo, foi um dos poucos a tentar reacender o fogo depois do apagão. Mostra que está pronto pra assumir o papel de protagonista.
Rodrygo
Sério, criativo e cada vez mais entrosado com Vini e Estêvão. Contra a Coreia, foi maestro; contra o Japão, caiu um pouco junto com o time, mas não deixou de buscar o jogo. Ganhou pontos com Ancelotti pela movimentação e leitura de espaço.
Bruno Guimarães
Contra o Japão, fez um primeiro tempo de gente grande: desarmou, articulou, lançou. E ainda serviu assistência. Mostrou ser o motor do meio-campo — o cara que liga o volante ao ataque sem precisar dar chutão.
Alisson
Mesmo levando três gols do Japão, o goleiro salvou outros dois na sequência. No jogo anterior, mal trabalhou, mas mostrou segurança e reposição precisa. Saiu da Data-FIFA com crédito intacto.
Quem caiu ou acendeu o alerta
Marquinhos
O capitão viveu os dois extremos: firme e seguro contra a Coreia; perdido e desligado contra o Japão. Errou no tempo de bola em lances cruciais. Precisa retomar a concentração — afinal, é o xerife da zaga.
Gabriel Magalhães
Foi bem no primeiro jogo, discreto e eficiente, mas no segundo teve momentos de pane. Faltou comunicação com Marquinhos e cobertura nas bolas aéreas. Leva um “sinal amarelo” no boletim.
Danilo
Veterano, experiente, mas pareceu sentir o ritmo quando o Japão apertou. Nas subidas ao ataque, faltou objetividade. Ainda tem confiança do treinador, mas precisa mostrar gás de titular.
Paquetá
Contra a Coreia, atuou solto, distribuindo o jogo. Contra o Japão, oscilou: boas arrancadas no início, mas sumiu no segundo tempo. É jogador cerebral, mas precisa aparecer mais quando o caldo engrossa.
Endrick
Teve minutos limitados, mas não conseguiu repetir o brilho dos últimos amistosos. Pareceu afobado, querendo resolver tudo em duas jogadas. Normal pra idade — mas convém respirar fundo e entender o ritmo da Seleção principal.
Quem ficou no meio do caminho
Martinelli
Um gol e boa movimentação contra o Japão, mas ainda irregular. Alterna lampejos geniais com sumiços longos. Se ajustar o timing com os meias, pode virar carta importante.
André
Cumpriu papel tático, mas ainda parece jogar com o freio de mão puxado. Seguro, mas previsível. Precisa se soltar mais na saída de bola.
Resumo da resenha
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O ataque foi o ponto mais promissor: leve, criativo, cheio de opções.
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O meio-campo mostrou talento, mas sofre quando o adversário pressiona.
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A defesa, por sua vez, mostrou que ainda dá calafrios: o Japão expôs fragilidades que a Coreia não conseguiu explorar.
Em linguagem boleira: o Brasil meteu golaço no sábado e levou “bola nas costas” na terça.
Análise do primeiro jogo
Coreia do Sul 0 x 5 Brasil – goleada, brilho, coerência
Como foi
Logo no primeiro tempo, o Brasil já mostrou que estava nervoso para provar serviço: posse de bola tranquila, pressão alta, trocas de passes inteligentes. (ge)
Estêvão abriu o marcador com frieza de centroavante, logo no começo, depois veio o gol de construção, outro de bola roubada na saída de jogo adversária… enfim: diversidade de caminhos para o gol.
No segundo tempo, nada mudou muito: o Brasil continuou com o pé no acelerador, encontrou espaços, soube explorar falhas da defesa sul-coreana. Vinícius Jr., Rodrygo, Estêvão brilharam.
Pontos fortes
- Ataque variado: não foi só correr pra área, foi pressão, infiltrações, infiltrações diagonais, cruzamentos, finalizações de fora da área — um cardápio completo. (ge)
- Pressão alta na saída de bola adversária, forçando erro, roubadas no campo ofensivo — isso gerou gol.
- Entrosamento ofensivo: Estêvão, Rodrygo, Vinícius Jr. mostraram que têm química, “pegada” para jogar junto, algo que vinha sendo testado com Ancelotti.
O que faltou ou o que alertou
- Dificuldade de testar a defesa em situações mais “difíceis”, porque o jogo foi dominado do início ao fim. Ou seja: bom para ganhar confiança, mas não expôs todos os problemas.
- Alguns passes arriscados, marcações altas deixaram espaço para contra-ataque, embora a Coreia tenha pouco aproveitado.
Japão 3 X 2
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Eustáquio Palhares | A guerra das narrativas




