Como assim
ARTIGO |

LEONECE BARROS
Como assim?
Essa foi a pergunta que, de imediato, desejei fazer ao cidadão que comentou:
“Por que será que psicólogos existem para conversar com as pessoas sobre o que elas já sabem? Acho tudo muito estranho!”.
Quase psicólogo, confesso que fiquei meio irritado com a assertiva do cidadão, um jovem advogado, sobre quem supus: é tão noviço que ainda não alcançou maturidade suficiente para transformar sua estranheza em algo conhecido.
Foi alicerçado nessa convicção que preferi aguardar uma oportunidade para auxiliá-lo a entender que a psicologia é a “ciência que estuda o comportamento dos humanos, cuidando de estabilizar o equilíbrio psicoemocional dos afetados”.
É como perguntar por que pessoas esclarecidas, como advogados, médicos e tantos outros, usam drogas como crack, cocaína, maconha, álcool e nicotina, mesmo sabendo dos danos que elas causam tanto à saúde física quanto à psicoemocional.
É como não entender por que policiais bem formados e orientados, vistos como saudáveis e competentes na função de combater crimes, podem cometer atrocidades a ponto de invejar criminosos de periculosidade altíssima.
Psicólogos existem para auxiliar nos diagnósticos dos desequilibrados que, mesmo sabendo, não se dão conta e não conseguem debelar suas próprias mazelas.

A equilibrar sentimentos. E comportamentos.
Isso se dá pela utilização de diversas abordagens técnicas, como a Logoterapia, a Psicanálise, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Humanista, a Gestalt-terapia, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), entre outras.
Eles trabalham com as vontades e os desejos dos pacientes, ajudando-os a alcançar bem-estar.
Não são simples as causas que levam pessoas aparentemente bem resolvidas, ao menos do ponto de vista sociológico, a se danificarem nas drogas ou em atitudes incomuns, como o cometimento de crimes abomináveis.
É comum observar que aqueles que conscientemente vão destruindo suas saúdes, tanto física quanto emocional, se mostram profundamente abalados quando semelhantes cometem suicídio.
Naquele dia, fiquei tentado a perguntar ao crítico da existência dos psicólogos — aos quais ele entende como desnecessários — por que ele e seus pares se lançam à defesa de infratores sabida e comprovadamente malfeitores, fora da lei, psicopatas.
Inclusive, em casos distintos, chegam a usar mais de astúcia do que de argúcia no procedimento profissional.
Eu bem sei por quê.
Mas fiquei em dúvida se, além de saber, ele compreenderia.
Devemos acorrer ao conhecimento das coisas, pois temos muito, muito mesmo, a saber e a aprender.
A inteligência artificial facilita esse processo muito mais do que antes.
Logo, justifica-se pouco determinadas ignorâncias.
Isaac Newton nos fez saber o seguinte:
“O que sabemos é uma gota, o que desconhecemos é um oceano”.
FIQUEM SEGUROS!
(LB – Jan/2026)
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