Dia Mundial do Meio Ambiente
Governos, empresas e cidadãos têm responsabilidades na mesma proporção, destaca o artigo neste Dia Mundial do Meio Ambiente
ARTIGO |
MEIO AMBIENTE |
REDAÇÃO DOPN \ AQUI ESPÍRITO SANTO
A celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente neste 5 de junho traz novamente ao centro das discussões um dos maiores desafios da atualidade:
– os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de adaptação das cidades a uma realidade cada vez mais marcada por eventos extremos.
Temperaturas recordes, longos períodos de estiagem, tempestades intensas, enchentes e incêndios florestais deixaram de ser fenômenos isolados.
Em diversas partes do mundo, essas ocorrências vêm se tornando mais frequentes e severas, afetando diretamente a vida da população, a economia e os recursos naturais.
Os alertas ganham ainda mais importância diante das previsões que apontam para a possível formação de um novo fenômeno El Niño nos próximos meses.
Especialistas observam que, combinado ao aquecimento global, o fenômeno pode potencializar os efeitos climáticos já percebidos em várias regiões do planeta.
Dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que os últimos anos figuram entre os mais quentes desde o início dos registros históricos.
O cenário preocupa pesquisadores e gestores públicos, que defendem medidas urgentes para reduzir riscos e fortalecer a capacidade de resposta das cidades.

Para a diretora-executiva do Instituto Ideias, Luana Romero, os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte da rotina das pessoas e exigem ações imediatas.
Luana Romero é especialista em sustentabilidade e práticas ESG (***)
“O clima já mudou e os efeitos estão sendo sentidos pelas pessoas no dia a dia. O aumento das temperaturas, as enchentes, os períodos de estiagem e os desastres naturais demonstram que estamos vivendo uma nova realidade climática”, afirma.
(***) ESG – Environmental, Social and Governance. No Brasil traduz-se para Ambiental, Social e Governança (ASG). São práticas de administração, cujo conceito conduzem à geração de valores que vão muito além dos resulrtados financeiros.
conceito representa um conjunto de práticas e critérios que avaliam como as organizações geram valor a longo prazo, indo muito além do lucro
Segundo Luana, os reflexos da crise climática ultrapassam as questões ambientais e atingem áreas essenciais para o funcionamento da sociedade.
“Quando uma seca compromete o abastecimento de água, uma enchente destrói comunidades ou uma onda de calor aumenta os casos de doenças, estamos falando de impactos sociais, econômicos e humanos. A crise climática afeta a segurança alimentar, a saúde pública, a infraestrutura das cidades e a qualidade de vida da população”, destaca.
No Brasil, a combinação entre aquecimento global e a eventual volta do El Niño pode provocar alterações significativas no regime de chuvas.
Pode provocar também o aumento da ocorrência de tempestades, impactos na produção agrícola, pressão sobre os sistemas de abastecimento de água e energia, além da ampliação dos riscos relacionados a desastres naturais.
Diante desse contexto, especialistas ressaltam que o debate sobre o meio ambiente já não se limita à preservação dos recursos naturais.
A discussão passa também pela capacidade de adaptação das cidades, pela proteção das populações mais vulneráveis e pela construção de políticas públicas voltadas à prevenção.
Mais do que questionar se os impactos climáticos ocorrerão, o desafio atual é definir como governos, empresas e cidadãos irão reagir a eles.
A rapidez dessas respostas poderá ser decisiva para reduzir prejuízos, proteger vidas e garantir maior segurança para as próximas gerações.

De acordo com Luana Romero, enfrentar a crise climática exige planejamento de longo prazo e ações integradas entre poder público, iniciativa privada e sociedade.
Entre as medidas consideradas prioritárias Luana lista aqui alguns quesitos fundamentais:
investimentos em infraestrutura básica;
a ampliação das áreas verdes urbanas;
a modernização dos sistemas de drenagem;
a preservação dos recursos hídricos;
o incentivo ao uso de energias renováveis;
a adoção de estratégias de planejamento urbano alinhadas aos novos cenários climáticos.
Luana Romero também destaca o papel da conscientização e da participação da população nesse processo.
“As mudanças climáticas exigem uma responsabilidade compartilhada. Governos, empresas e cidadãos têm papel fundamental na construção de territórios mais preparados para enfrentar eventos extremos e reduzir vulnerabilidades”, afirma.
Para ela, as soluções não dependem apenas de grandes investimentos ou projetos estruturantes, mas também de mudanças de comportamento e decisões tomadas no cotidiano.
“Precisamos compreender que adaptação e prevenção já não são opções. São necessidades para garantir segurança, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para as próximas gerações”, conclui Luana.
Dia Mundial do Meio Ambiente
Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari
Com informações de Camila Gumieiro, da Assessoria de Imprensa.
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