Empresas faliram
EMPRESAS & NEGÓCIOS | INOVAÇÃO
DON OLEARI
Setenta por cento das empresas brasileiras faliram nos últimos 5 anos não por falta de grana, mas por bobeira, pois deram a mínima para a inovação.
Pesquisa Recente: 70% das empresas brasileiras falharam devido à ausência de inovação.
Pesquisa revela que a ausência de inovação é a principal razão para falências e sugere 10 medidas para garantir a continuidade das empresas na Nova Economia.
Índices alarmantes
No Brasil, 60% das empresas encerram suas atividades em até cinco anos. Esse dado é, por si só, alarmante.
Entretanto, uma pesquisa recente da SME The New Economy traz um aspecto ainda mais preocupante: 70% dessas empresas faliram não por falta de recursos financeiros, mas pela carência de inovação.
Ou seja, elas se tornam irrelevantes no mercado.
Theo Braga, CEO da SME The New Economy, afirma que o tamanho, a marca ou a história da empresa não significam muito:
“Na Nova Economia, a falta de inovação leva ao desaparecimento. O tamanho, a marca ou a história da empresa não importam. Os consumidores mudam rapidamente e buscam aquelas empresas que acompanhem essas transformações”.
“A Nova Economia revela que crescer envolve se profissionalizar, diversificar e se preparar para atrair investimentos, talentos e oportunidades. Essa é a linha que distingue as empresas que permanecem ativas e competitivas daquelas que se tornam apenas dados estatísticos sobre falências”, afirma Theo Braga, CEO da SME The New Economy.
Diante desse panorama alarmante de alta taxa de mortalidade empresarial e do entendimento de que a irrelevância é mais impactante que a falta de recursos, a SME The New Economy desenvolveu um guia prático com os principais aspectos que empresas devem considerar para se manterem competitivas.
A lógica é clara: a sobrevivência na Nova Economia não depende de sorte, mas de um método eficaz.
Theo Braga sintetiza:
“A inovação deve deixar de ser apenas uma expressão da moda e se transformar em uma prática cotidiana, capaz de gerar resultados e sustentabilidade para o negócio”.
Em seguida, o diretor executivo apresenta dez etapas para assegurar que uma empresa permaneça significativa e apta para o futuro.
Dez Quesitos para Inovar na Nova Economia
1. Coloque o cliente no centro
Nenhuma empresa sobrevive sem compreender profundamente o seu consumidor. Isso vai além de pesquisas ocasionais: significa construir processos de escuta contínua, testar hipóteses com base em comportamentos reais e ter disposição para mudar quando o mercado sinaliza novas demandas. Sem essa base, qualquer tentativa de inovação corre o risco de ser apenas cosmética.
2. Não dependa apenas de produto: crie experiências
Na Nova Economia, um bom produto é apenas o ponto de partida. Marcas que permanecem relevantes são aquelas que transformam o consumo em experiência. Cacau Show e Bauducco compreenderam isso ao criarem ambientes de imersão que ampliam a relação emocional com o cliente, mostrando que até itens tradicionais podem ser reinventados a partir de vivências diferenciadas.
3. Adapte-se aos novos canais
É essencial acompanhar a forma como os consumidores compram, se relacionam e consomem conteúdo. A Ambev percebeu essa mudança e criou o Zé Delivery, que levou a conveniência da cerveja gelada em minutos para a palma da mão do consumidor. Negócios que ignoram os novos canais digitais acabam se tornando invisíveis, mesmo mantendo boa reputação offline.
4. Inove além da tecnologia
Inovação não é apenas criar aplicativos ou adotar inteligência artificial. Também envolve revisar modelos de negócios, experimentar novas formas de entrega e reestruturar processos internos. Muitas empresas ficam presas às ferramentas e esquecem que inovar é uma mentalidade que deve permear todas as áreas da organização.
5. Leia o mercado constantemente
A falta de sintonia com a demanda é uma das principais causas de fracasso. Um estudo mostra que 38% das startups quebram justamente por oferecer produtos que não encontram mercado. Monitorar tendências, mapear concorrentes e validar hipóteses reduz riscos e aumenta as chances de manter-se relevante.
6. Trabalhe a cultura da empresa
A inovação não floresce em ambientes engessados. Empresas precisam criar culturas que permitam experimentação, tolerem erros e incentivem novas ideias. Sem esse espaço, colaboradores tendem a repetir fórmulas ultrapassadas e a organização perde competitividade. Cultura inovadora é tão estratégica quanto um bom plano financeiro.
7. Diversifique receitas e modelos
A dependência de uma única linha de faturamento torna qualquer negócio vulnerável a crises. A diversificação protege o fluxo de caixa e abre novas oportunidades de expansão. Seja pela criação de novos produtos, parcerias estratégicas ou modelos de assinatura, diversificar é uma forma de blindar a empresa contra imprevistos.
8. Invista em capacitação e atualização
A taxa de inovação da indústria brasileira caiu para 64,6%. Um dos fatores que explicam essa queda é a baixa prioridade dada à capacitação de líderes e equipes. Negócios que investem em formação contínua tornam-se mais preparados para enxergar oportunidades e reagir a crises de maneira estruturada.
9. Use dados para tomar decisões
Empresas que atuam sem métricas navegam às cegas. A coleta e análise de dados não são mais diferenciais, mas exigências básicas da Nova Economia. Medir comportamento de clientes, eficiência operacional e retorno sobre investimentos garante clareza para ajustes rápidos e manutenção da vantagem competitiva.
10. Tenha visão de longo prazo
Muitos negócios sucumbem por estarem presos à urgência do caixa imediato. A inovação exige paciência, consistência e visão de futuro. Construir ativos intangíveis, como marca forte, governança e reputação, garante perenidade. Empresas que entendem que resultado também é valuation, e não apenas receita, estão mais preparadas para atravessar ciclos de mercado.
“O empresário brasileiro precisa entender que inovar não é luxo, é sobrevivência. A Nova Economia cobra relevância todos os dias, e quem não acompanha o ritmo fica para trás”, reforça Theo Braga.
Se no passado a sobrevivência de um negócio dependia de acesso a crédito e capacidade operacional, hoje a chave está na geração de valor contínuo, na reinvenção diante das mudanças de comportamento e na construção de ativos intangíveis que sustentem o crescimento.
Muitas empresas brasileiras ainda confundem resultado com caixa imediato, quando o verdadeiro desafio é permanecer relevante em um mercado em constante disrupção.
A SME The New Economy
Fundada em agosto de 2020, a SME The New Economy nasceu com a missão de capacitar e transformar o futuro de empresários e investidores no Brasil.
Com um modelo de negócios voltado para crescimento acelerado, a empresa oferece um hub de cursos, programas imersivos de alto impacto — como a Jornada Equity, Jornada Leaders, Jornada Tech & IA e Jornada Capital.
Oferece também omunidades exclusivas como o SME Club e o Board SME, que conecta executivos a conselheiros de referência na Nova Economia, como João Kepler e Theo Braga.
Com crescimento médio de 2,5 vezes ao ano, a SME faturou R$ 50 milhões nos últimos 12 meses e projeta alcançar R$ 100 milhões até o final deste ano.
A meta é atingir R$ 1 bilhão em três anos, consolidando-se como plataforma líder da Nova Economia.
Até o momento, a SME já impactou mais de 100 mil empresários e impulsionou grandes companhias como 99, Amazon, iFood, Eletromidia, Samsung, BMG e SBT.
Ao todo, já foram capacitadas mais de 10 mil lideranças em mais de 50 turmas, com mais de 5 mil alunos formados.
Empresas faliram
Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari
Com Fabrizio Gueratto e Priscila Oliveira
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