Flamengo vira
SPORTOTAL / TODOS OS ESPORTES PARA TODOS
ANILSON FERREIRA

Rapaz, eu só queria ver o Mengão e comer uma linguiça artesanal. Mas acabei vivendo um roteiro de drama, ação e superação rubro-negra na terra da linguiça!
Cheguei em Bragança Paulista de ônibus, suando igual tampa de marmita, achando que o jogo ia ser aquele soninho de sempre contra o Bragantino.
Afinal, jogar lá é tipo tentar fazer churrasco com fósforo molhado.
No primeiro tempo, parecia pelada de condomínio. Ninguém criava nada, só correria e nervoso.
Rossi ainda salvou uma falta lá que, se entrasse, eu já ia pegar o busão de volta direto pro botequim mais próximo do Maracanã.
Aí começa o segundo tempo e PÁ! O Bragantino faz um gol com oito segundos! Oito! Nem deu tempo de arrotar a cerveja quente que tomei na arquibancada!
Flamengo desconectado, zaga meio bagunçada. até o Varela tava improvisado na esquerda porque até o massagista tá no DM.
Mas aí… veio o choque de realidade e, junto com ele, o Flamengo versão “modo turbo ativado”.
Léo Pereira, que tava mais perdido que eu tentando achar um bar aberto na volta, se redimiu com um gol de cabeça padrão FIFA.
E depois, Wesley, que já tá de mala pronta pra Roma, meteu o gol e o Flamengo vira , com um chute cruzado cheio de marra. Se despediu igual gente grande, com golaço e tudo. Craque faz assim: joga, resolve e vaza.
Arrascaeta deu show, Viña mostrou que ainda serve e o time mostrou que mesmo com crise, fofoca e elenco remendado, dá pra ganhar e tomar a cerveja no fim com gosto de vitória.
Saí do estádio cantando “mengooooo”, com uma linguiça numa mão, um copão de ceva na outra e a certeza: em Bragança teve virada, teve Wesley, teve raça… e teve eu, feliz da vida, voltando no busão fedendo a alegria e pernil!
Flamengo vira
Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari
Com Rogéria Gomes, da Assessoria de Comunicação da Suzano
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