Folclore
“Não se pode construir um futuro sem ter tido um passado. Um povo sem história é um povo sem futuro.”
“Manter vivo o nosso folclore é uma obrigação cidadã.”
“O Espírito Santo é pequeno em território, mas imenso em tradições populares que nos fortalecem como povo.”
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MANOEL GOES NETO
Valorizar o Dia Nacional do Folclore é reconhecer a força do saber popular que se perpetua ao longo das gerações.
A data lembra que toda sociedade tem a sua cultura, suas crenças e seus costumes.
A homenagem vai para os grandes intelectuais folcloristas, começando por Câmara Cascudo, para quem o folclore é uma ciência do povo, capaz de revelar as bases daquilo que nos diferencia.
No Espírito Santo, nomes como Hermógenes Lima Fonseca, Mestre Armojo, tiveram papel essencial na preservação do patrimônio imaterial.
Mestre Armojo foi um pensador popular fora da academia que, ao lado de Guilherme Santos Neves e Renato Pacheco, formou a “Santíssima Trindade do folclore do ES”.
Foram eles os responsáveis por abrir caminhos para as primeiras políticas públicas dedicadas ao setor.
No dia 22 de agosto celebramos o Folclore Nacional. A palavra, de origem inglesa, significa “sabedoria popular”.
É uma data de alerta para a preservação das manifestações culturais brasileiras.
No dia 30 de julho do ano passado o Espírito Santo perdeu um de seus maiores intelectuais: Luiz Guilherme Santos Neves.
O escritor e pesquisador dedicou a vida à literatura e ao folclore.
“A escrita refinada e elegante de Luiz Guilherme enriqueceu romances, contos, crônicas, literatura infantil e pesquisas históricas,” disse o escritor Fernando Achiamé.
Sua obra é um legado para a manutenção das tradições e da cultura popular do Espírito Santo.
“Não se pode construir um futuro sem ter tido um passado. Um povo sem história é um povo sem futuro.”
Ao lembrar personagens como a Mula sem Cabeça, o Saci, o Curupira e o Boto Cor de Rosa, reafirmamos que preservar o folclore é obrigação cidadã.
O Espírito Santo, pequeno em extensão territorial, é riquíssimo em tradições, fruto da convivência de diferentes povos e raças que aqui se instalaram.
Manter vivo o nosso folclore é fortalecer a identidade e a harmonia do nosso povo.
Manoel Goes Neto, escritor, produtor cultural e diretor no IHGVV.
Folclore
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