Não imaginava que naquele horário fosse me surpreender com uma notícia tão auspiciosa, em se tratando de quem se trata. Eram 22h22m de quinta-feira, hora de botar pra carregar e desligar geral o ismartifoni.
Dizia a mensagem:
“Aqui é o Marcelo Coelho. Quanto tempo, hein? Estou retornando para Vitória depois de 30 anos para assumir um projeto muito inovador de música na escola Americana de vitória. Falamos na sequência e depois te conto tudo”.
Como acompanho a vitoriosa carreira do músico, educador, compositor, professor há bastante tempo, lembrei-me que em todo final de ano, quando vinha passar as férias com a família em Vitória/ES, Marcelo Coelho fazia comigo e com o João Paulo Oleare o último programa Clube da Boa Música de fim de ano, sempre nos trazendo novidades e contando suas aventuras musicais mundo afor.
Criativo, pesquisador de raiz, Marcelo realizou jornadas musicais pelo mundo, tornando-se um profundo conhecedor dos segredos do jazz e formando com outros cerca de 40 músicos de diversos países um clube exclusivo que se reunia periodicamente nos Estados Unidos e na Europa para troca de informações e experiências sobre música contemporânea e gravações.
Num desses programas Clube da Boa Música, por exemplo, Marcelo Coelho nos trouxe o CD Paralelas, gravado na Argentina com o saxofonista Rodrigo Rodriguez, Sax Tenor/Soprano, Jeronimo Carmona, Baixo, Carto Brandan, Bateria.
Eles nos disse então que aquele disco não havia sido lançado e que era a primeira vez que ia ser apresentado ao público. Isto é, fizemos um “lançamento mundial”, tabão não? Marcelo e Rodriguez mais os outros músicos entraram em estúdio sem qualquer ensaio prévio.
Em suas triunfantes jornadas rodando pelo mundo e prospectando novas sonoridades, Marcelo Coelho e seus parceiros universais deixaram obras importantes gravadas.
Como São Paulo / Paris I e II, gravado numa cidadezinha no interior da França, com Rubinho Antunes; Trumpet; Marcelo Coelho; Saxophones; Lupa Santiago, Guitar; Benoit Sourisse, Piano; Sizão Machado, Bass; André Charlier, Drums; e um convidado especial, o violinista Didier Lockwood. Ou o da foto à direita UN X PECTED, entroutros.
Reunindo singularidades de músicos de países diversos, da ponta da América do Sul à Escandinávia, suas visões avançadas de um mundo musical avançado, Marcelo Coelho e seus quase 40 parceiros plantaram novas ideias para a contemponeidade musical.
Marcelo Coelho define cada um desses trabalhos como resultado do “hibridismo e a mistura dos ritmos, harmonias, melodias e interpretações formando um mosaico sonoro que tende a enriquecer a tradição”.
Em Vitória, 30 anos depois
Agora, o músico, compositor, professor, volta à capital do ES para trabalhar num projeto no campo da música, que, em se tratando de Marcelo Coelho, só pode ser mesmo um “projeto inovador”, a convite da Escola Americana de Vitória (foto).
Para quem o conhece, com certeza a presença de Marcelo Coelho só virá enriquecer a vida musical de Vitória e do Espírito Santo. Nossa tchiurma, que o admira e acompanha há anos, saúda sua chegada no começo do ano e logo, logo, daremos aqui mais notícias sobre seu projeto com a Escola Americana de Vitória.
Aproveitem para degustar essa aí, reunindo o grande Guinga mas Liebman, que foi professor de Marcelo Coelho nos isteitis – USA.