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Movimentos sociais cobram de Casagrande promessas da campanha eleitoral

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Casagrande recebe carta com cobranças urgentes, incluindo a criação de um Grupo de Trabalho.

Depois de cinco meses de promessas feitas aos movimentos sociais, o governador Renato Casagrande (PSB) recebeu integrantes do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, que reúne representantes das áreas de Educação, Saúde, Negros, Igrejas, Direitos Humanos, Centrais Sindicais e Partidos Políticos.

O encontro, realizado nesta terça-feira, 28, no Palácio Anchieta, começou com representantes relembrando o compromisso firmado pelo governador durante as eleições de 2022 para a criação de um Grupo de Trabalho (GT) com os integrantes dos movimentos.

Durante as eleições, o então candidato à reeleição Renato Casagrande pediu apoio e ajustou o compromisso de implementar as pautas apresentadas por essas entidades e movimentos.

Para Idelmar Casagrande, representante da Intersindical e do Sindbancários, o compromisso de apoio firmado com o então candidato Casagrande foi algo inédito:

“Entendemos naquele momento que seria importante a nossa entrada na campanha, pois nunca o movimento sindical do nosso estado havia entrado em uma campanha de governador como entramos nessa”.

Privatização do Banestes

Idelmar destacou que a principal pauta para o Sindbancários é a não privatização do Banestes. Sindicalistas enxergam essa possibilidade:
“Para nós do movimento sindical o Banestes está sendo fatiado e privatizado. Recentemente, em um evento foi tirada uma foto em que o Governador aparece e ao fundo tem a parceria do Banestes com uma empresa privada de seguros. Para nós, isso é privatização. A Banestes Seguros contribui com boa parte do lucro do banco. Essa pauta não foi em momento algum debatida nos governos passados,” disse Idelmar.
Outros representantes destacaram também a demora do governo para resolução de questões simples, como afirmou
Ricardo Gobbi Filho, representante da Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória:
“Um diálogo com a sociedade pode contribuir para a solução de questões das mais complexas até as mais simples, a exemplo da implementação do Mecanismo Estadual para Prevenção e Combate à Tortura no Espírito Santo (MEPET-ES), que não funciona no ES porque a lei que o criou prevê que os peritos do mecanismo devem trabalhar como voluntários. O  Supremo Tribunal Federal já decidiu que essa exigência é inconstitucional”, disse Gobbi Filho, que acrescentou:
“Para  a finalização do projeto que altera essa legislação, a Procuradoria Geral do Estado aprecisa pedir que a Administração indique qual a natureza dos cargos em comissão a serem ocupados pelos peritos, o que o Governo não faz há mais de um ano e meio, mesmo que isso seja tão fácil de resolver”, destaca.
Toni Cabano, representante do Partido Socialismo e Liberdade – Psol – acentuou que os movimentos precisam de um retorno do governo para que eles, como representantes, possam dar respostas às suas bases:
“Trazemos essas reivindicações, que são pautas que conversamos com nossas bases para dar apoio ao candidato, por naquele momento acharmos que teríamos a chance de discutir no futuro governo e isso não aconteceu até agora”.
Cabano falou sobre outras preocupações compartilhadas pelos representantes do Fórum: “Ficamos muito preocupados com a posição do Governador com relação às privatizações da Petrobras  no Espírito Santo”.

Quilombolas

Falta reescrever daqui prabaixo.

Além disso, temos deficiência com relação a segurança em Sapê do Norte nas áreas quilombolas, o que está sendo feito com relação a essa questão? São pontos sobre os quais a gente precisa abrir um diálogo dessas movimentações, que temos com nossas bases, mas precisamos dar uma resposta, pois demos a palavra de que teríamos em 2023 uma relação melhor com o governo do Estado”, destaca.

Josi Santos do Círculo Palmarino explicou um pouco mais sobre a situação de Sapê do Norte:

“As comunidades quilombolas de Sapê do Norte além da devastação provocada pelo plantio de Eucalipto, estão há mais de dois anos buscando uma solução pacífica com a Suzano através das lideranças quilombolas que fazem parte da mesa de conflitos fundiários da SEDH. Além de toda essa situação conflituosa, ainda enfrentam a questão dos loteamentos dos territórios com terceiros não quilombolas (invasores) que tem invadido as terras para especulação imobiliária”.

A representante aproveitou o momento da reunião e juntamente com Cabano fez um convite bem firme ao governador, para que ele visite Sapê do Norte para conhecer de perto a realidade que ela expôs.

Josi também pontuou que desde março do ano passado, as mulheres quilombolas estão tentando ser ouvidas pelo governo. “Esse ano elas tentaram novamente o diálogo mas retornaram para suas comunidades sem serem ouvidas”.

movimentosEm sua resposta aos representantes Casagrande destacou que o governo está aberto a ouvir e a implementar medidas que são necessárias para proteger a sociedade, também pontuou que tanto no passado quanto no governo atual o trabalho tem sido realizado destacando a construção do Plano Estadual de Direitos Humanos e sinalizou que o governo está disposto a dialogar:

“Quando a Nara conversa, é o governador que está conversando, quando outro secretário conversa é o governo que está conversando. Eu sinto um tom de crítica nas palavras de vocês, e a gente no governo tem que aceitar as críticas, assimilar e melhorar, na hora que a gente está aqui reunido com o Fórum, é porque a gente quer mais do que responder, para não ser uma coisa autoritária, a gente quer construir junto. Porque parece que é apenas uma cobrança de vocês, acho que é mais do que uma cobrança, é como foi dito aqui, uma construção” explicou o governador.

Giovani Lívio, a frente do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, reforçou que a principal reivindicação é a criação do GT do Fórum: “Nosso objetivo é que seja criado um GT com este Fórum representando os vários movimentos para dar abertura a este diálogo, não queremos mais reuniões para fazer ofício e levar ofício”, reforçou

A reunião, que foi marcada a partir da movimentação do governo, através da Secretaria de Estado de Direitos Humanos – SEDH, se encerrou com alguns alinhamentos que foram pontuados pela Secretária, Nara Borgo:

“A gente está fazendo o planejamento estratégico participativo da Secretaria de Direitos Humanos para fazer a devolutiva com os conselhos e ouvir e construir juntos. Agora a gente vai colocar vocês, o GT do Fórum para construirmos juntos”.

No encontro desta tarde, os representantes dos movimentos sociais entregaram ao governador uma carta na qual relembrou dos compromissos firmados pelo governador, como a criação do GT e a ausência de diálogo e discussão durante os últimos meses. O governador também sinalizou que dará uma resposta oficial ao documento.

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham

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