Olhares Indígenas
Exposição “Olhares Indígenas” apresenta a arte ancestral Guarani
AQUI VILA VELJHA \ GRANDE VITÓRIA/ES
DON OLEARI
Com o objetivo de revisitar a visão histórica europeia sobre a colonização da Capitania do Espírito Santo, o Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) promove a exposição “Olhares Indígenas”.

A exposição reúne obras dos artistas guaranis Sônia Guarani e Claudiomiro Guarani, da Aldeia Boa Esperança, em Santa Cruz, Aracruz, norte do Espírito Santo.
A mostra será aberta dia 12 de maio, integrando a programação dos 491 anos de Vila Velha/ES na galeria do Museu Casa da Memória, na Prainha.
Arte e ancestralidade
Os artistas apresentam trabalhos em pinturas, esculturas, utensílios, cestaria e artesanato em palha, produzidos a partir de técnicas e materiais tradicionais indígenas.
Segundo a artista e organizadora da exposição, Ara Martins, de origem guarani, a participação no edital representa um importante espaço de valorização da cultura dos povos originários.
“Temos no Espírito Santo mais de 14 mil indígenas. Em Santa Cruz, distrito de Aracruz, existem 12 aldeias das etnias Guarani e Tupiniquim. Participar e ganhar esse edital do IHGVV é muito importante para o nosso povo, pois estamos levando para a cidade a nossa arte, produzida com materiais retirados das matas, além da visão do povo originário sobre a chegada dos portugueses colonizadores às nossas terras”, afirma.
Releitura da história
A exposição também dialoga com pesquisas realizadas pelo IHGVV em parceria com pesquisadores indianistas e representantes indígenas de Aracruz, voltadas à revisão histórica da colonização capixaba.
Os estudos buscam ampliar o olhar sobre a história oficial, destacando os povos indígenas não apenas como vítimas passivas do processo colonial, mas como protagonistas de resistências, conflitos e negociações ao longo da formação do Brasil.
Segundo o presidente do IHGVV, Luiz Paulo Rangel, a proposta é incluir, de forma mais ampla, os sentimentos e perspectivas dos povos originários e também da população negra escravizada.
“Está sendo considerada, de maneira essencial, a perspectiva sob o olhar dos povos originários que aqui estavam e dos negros escravizados que vieram depois. Ambos foram fundamentais para a formação cultural do Espírito Santo, influenciando costumes, alimentação, linguagem e o desenvolvimento das terras capixabas”, destaca.

Painel histórico
Outro destaque da exposição será a releitura do painel “A Chegada”, obra do artista canela-verde Rodolpho Valdetaro, atualmente exposta no Museu Casa da Memória.
A nova versão apresenta o episódio da chegada do donatário Vasco Fernandes Coutinho à Prainha, em 23 de maio de 1535, sob a ótica dos povos originários que habitavam a região.
A releitura também retrata indígenas da tribo Goitacaz, a Mata Atlântica e o Morro do Mestre Álvaro ao fundo, resgatando elementos históricos e culturais ligados à formação de Vila Velha.
Serviço
Exposição: “Olhares Indígenas”
Artistas: Sônia Guarani e Claudiomiro Guarani
Abertura: 12 de maio
Visitação: até 26 de julho de 2026
Local: Galeria do Museu Casa da Memória – Rua Luciano das Neves, 17, Prainha, Vila Velha
Horário: terça-feira a domingo, das 8h30m às 17h30m
Entrada gratuita
A realização é do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) com apoio da Prefeitura de Vila Velha.
Olhares Indígenas
Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari
Com informações do produtor cultural Manoel Goes Neto
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