
Pedro Antonio de Souza conta
Pedro Antonio de Souza conta
AQUI SÃO PEDRO DE ITABAPOANA |
MIMOSO DO SUL/ES
NEC = Nota do Editor Chefão, Don Oleari |
O texto é uma reprodução autorizada de um vídeo com entrevista do autor desta coluna, feita por Camila Malacarne no programa Sociedade de Impacto.
O autor da ideia de tombamento do belo sítio histórico relata ricos detalhes do “roubo” da antiga sede de Mimoso do Sul.
São Pedro de Itabapoana tornou-se “um museu a céu aberto”, diz Pedro Antonio.
Ao final, Pedro Antonio deixa sua mensagem pelo Dia das Crianças (Don Oleari).

de souza
“Conversamos com Pedro Antônio, idealizador do sítio histórico de São Pedro do Itabapoana e guardião das memórias locais sobre o tombamento, curiosidades e também sobre a vivificação do legado, instrumento fundamental para a consolidação da História.
Um momento enriquecedor e que muito contribui para o avanço do projeto Sociedade de Impacto!
O Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, localizado no município de Mimoso do Sul, no Espírito Santo, é um dos mais importantes redutos de memória, tradição e arquitetura do estado.
Trata-se de um antigo distrito de colonização do século XIX, que preserva conjuntos arquitetônicos de grande valor histórico e cultural, formados por casarões, sobrados, igrejas e construções típicas do período colonial e imperial brasileiro.
O distrito também se consolidou como referência cultural com a realização de eventos tradicionais, como o Festival de Inverno de Sanfona e Viola, que movimenta a cena musical e artística, reunindo moradores, turistas e artistas em torno de apresentações musicais, feiras e atividades culturais.
Por tudo isso, São Pedro do Itabapoana é considerado um patrimônio histórico e cultural vivo do Espírito Santo, guardando memórias e ao mesmo tempo mantendo viva a tradição e a identidade da região”.
Dia das Crianças… TODAS. – 12 de Outubro
A que mora em mim, por mais de 70 anos…na neta, a minha, mais de 20…no Henrique, da Vó Lia, por 2 anos.
Demorei décadas para saber que nasci envelhecendo… nascemos e vivemos envelhecendo, cumprindo a inexorabilidade do tempo.
Hoje sei que minha VELHICE envelhece continuamente e se faz contínua aprendizagem.
Descubro-me cruel, por vezes, com a criança que tenho em mim, trancada, habitualmente, num porão de pouco vento e luz.
Também, à, que me faço surdo aos seus gritos do ir para a rua brincar de pique-esconde, tomar banho no rio, ser trapezista de circo, com a cabeça pendurada para baixo, em galho de pé de goiaba, ser Ralameticom, o cigano chefe.
Cruel, à criança que tenho em mim em seu medo de ter medo do Chico D’água, nas madrugadas chuvosas.
Medo das vacas bravas pelas ruas não calçadas, desconfiadas grande e sabiamente, do Matadouro, como destino…penso!
Vivo, habita na lembrança e saudade, nosso herói de carne e osso, jovem e bonito, no seu cavalo “à far West”, Oziel Machado.
Ao Pererê, o Saci, à Mula sem Cabeça e às tantas Assombrações, minha VELHICE lhes dá trégua…sossego, também.
Estas, as quero com a distância dos meus setenta e alguns anos de existir.
Pena que, envelhecendo, não vivi a VELHICE no brincar que traz vivência, respeito… conhecimento!
Não brinquei a VELHICE que, concreta e felizmente, me encontrou, acolheu…vive em mim!
Que pena, na infância, não ter brincado a VELHICE… não dando, aos seus limites, a ludicidade possível!
Que o envelhecer seja sempre a construção de uma VELHICE viva de sua história de vida, uma passagem do tempo!
Que bênção brincar de VELHO na infância…aprender limites…creditar potenciais!
Que sábio ter a VELHICE como desejo!
Vivas ao DIA DAS CRIANÇAS…
TODAS as que vivem em nós, TAMBÉM!
Viva o “ENVIDECER”! (Pedro Antônio de Souza).
Pedro Antonio de Souza conta
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