Alexandre Caetano | Os 60 anos do golpe de 1º de abril de 1964 em Vitória, capital do ES: a revolução dos caranguejos

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60 anos do golpe

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Os 60 anos do golpe de 1º de abril em Vitória: a revolução dos caranguejos

DON OLEARI MEMÓRIA

Alexandre-Caetano-2-1-270x300-1.jpeg 20 de outubro de 2023 14 KB
Alexandre Caetano, jornalista e professor

ALEXANDRE CAETANO

CAPA | A imagem destacada foi resgatada pelo jornalista Rubinho Gomes.

O golpe de 1° de Brasil no Espírito Santo.

Esse é um dos três artigos que produzi e foram publicados em 2024, quando dos 60 anos do golpe civil-militar que mergulharia o país em 21 anos de ditadura.

Na época, foram publicados no extinto portal A Vírgula, que saiu do ar meses depois sem sequer publicar uma nota dirigida aos seus leitores que justificasse sua paralisação, e também no Portal do Oleari, veterano personagem da imprensa e do rádio em nosso Estado.

Ele próprio – o Oleari – um dos protagonistas dos fatos que se desenrolaram na Capital capixaba, como colunista do jornal A Gazeta (Alexandre Caetano).

História e Memória são conceitos distintos que estão relacionados entre si.

Para construir uma história dos eventos ocorridos em Vitória no dia 1º de abril de 1964 em Vitória, não há como não prescindir das (poucas) fontes produzidas pela imprensa da época que sobreviveram à destruição e ao intempéries por que passaram os veículos que as publicaram.

Mas o mesmo serve para a memória oral de personagens que participaram ou foram testemunhas deles, há 60 anos atrás.

São fontes que se entrelaçam como num novelo que possui fios que sempre vão precisar ser
desembaraçados, porque é impossível reconstruir o passado em sua totalidade, com todas suas
nuances.

O historiador ou o jornalista constrói um relato histórico a partir da crítica rigorosa das
fontes a que tem acesso, sabendo que elas não são neutras.

Mas também sabendo que seu relato não é neutro e muito menos definitivo, pois novas fontes podem trazer fatos novos e desconhecidos que alterarem profundamente a visão sobre os fatos.

É a partir dessa perspectiva que produzimos um relato histórico sobre os acontecimentos
ocorridos em Vitória, Capital do Espírito Santo, no dia 1º de abril de 1964, dia em que
efetivamente se consolidou e se inclinou a favor dos golpistas,

A situação política criada pela rebelião foi iniciada na véspera, quando o general Olímpio Mourão Filho, anunciou a sublevação e iniciou a marcha das tropas sediadas em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em direção ao Rio de Janeiro, com objetivo de derrubar o governo constitucional do então presidente João Goulart (Jango).

Não enfrentou o golpe a resistência que se esperava de parte dos movimentos populares e dos
setores de esquerda e nacionalistas do país, mas isso não quer dizer que ela não tenha existido
e nem que tenha feito sem tiros e não tenha feito vítimas, inclusive fatais.

Elas existiram, como no episódio ocorrido no Rio de Janeiro, em que oficiais do Exército, ligados ao Clube Militar, abriram fogo contra populares que tentaram invadir a sede da entidade, revoltados com panfletos golpistas que seus diretores foram distribuir na Cinelândia, na região central da cidade.

Sobre os acontecimentos em Vitória, onde sumiram as edições de dois dos três matutinos que
circulavam na Capital c naquela época (A Gazeta, O Diário e A Tribuna), encontramos
um material riquíssimo numa ampla matéria publicada na edição do dia 2 de abril pelo matutino
carioca O Jornal (OJ, p. 4, cad.2), com informações da véspera produzidas através da agência de notícias Meridional.

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Imagem do famoso Comício da Central do Brasil, RJ: o golpe viria poucos dias depois

Ambos os veículos pertenciam aos Diários Associados (DA), na época um poderoso conglomerado comandado pelo polêmico jornalista Assis Chateaubriand.

A resistência ao golpe paralisa a capital capixaba

A então pacata Capital do Espírito Santo, que tinha pouco mais de 100 mil habitantes na época,
segundo O Jornal, amanheceu o dia 1º de abril com todas suas atividades paralisadas, em virtude de manifestações organizadas pelos grupos contrários ao golpe civil-militar. De acordo com o
matutino, os transportes públicos na cidade haviam sido paralisados e as repartições públicas e
o comércio foram fechados.

A secretaria de Estado da Educação, “diante dos acontecimentos”, determinou a suspensão das aulas nas estabelecimento de ensino do Estado, medida que foi seguida pelos colégios particulares. Também não houve aulas nas faculdades que compunham a então Universidade do Espírito Santo (UES, hoje Ufes).

Havia o risco, segundo o relato do corresponde dos Diários Associados, de falta de combustível em Vitória num prazo de 24 horas e filas podiam se ver vistos nos postos de gasolina da cidade.

O quartel do então 3º Batalhão dos Caçadores (3º BC), localizado na Prainha de Vila Velha, se encontrava em regime de “rigorosa prontidão”.

O Comando da Polícia Militar (PM), em nota à imprensa, informou ter convocado os sargentos e praças que se encontravam de férias para que se apresentassem ao serviço. O governador Francisco Lacerda de Aguiar, de acordo com o matutino carioca, se encontrava no Palácio Anchieta, aguardando o desenrolar dos acontecimentos e seus efeitos sobre o Espírito Santo.

Do ponto de vista da informação jornalística, uma matéria perfeita de O Jornal, cujo slogan era “Líder dos Diários Associados”. Um dos diretores do matutino e dos DA era o então deputado federal pelo Espírito Santo, João Calmon, o que explica a existência da sucursal no Estado.

Chiquinho intervém num confronto entre manifestantes e a PM

OJ relata na reportagem um incidente que teria ocorrido quando uma tropa de choque da PM
entrou em conflito com manifestantes que haviam colocado, segundo o matutino, “enormes
canos” para interromper o tráfego na Avenida Jerônimo Monteiro.

O próprio governadorFrancisco Lacerda de Aguiar, mais conhecido como Chiquinho, ao tomar conhecimento do conflito, teria descido imediatamente as escadarias que dão acesso ao Palácio Anchieta e conseguido apaziguar os ânimos dos mais exaltados. O Choque da PM então se retirou para o Comando da guarnição, sob vaias dos manifestantes.

Para não deixar dúvidas sobre a posição ideológica da publicação, OJ afirma que as passeatas
(no plural) promovidas pelo Conselho Sindical do Espírito Santo, que reunia as principais
entidades do Estado e era ligada ao Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), havia contado com
a participação de “centenas de trabalhadores” que eram “instigados pelos comunistas a
promoverem badernas”.

A versão de um ícone da esquerda capixaba

Ex-preso político durante a ditadura, militante histórico e verdadeiro ícone das esquerdas
capixabas, Perly Cipriano afirmar categoricamente que o conflito na Jerônimo Monteiro não
aconteceu e que Chiquinho não teria descido do Palácio Anchieta para acalmar os ânimos. O
veterano militante político, hoje com 81 anos de idade, sustenta também que não teria havido
paralisação dos transportes, pois a discussão feita pelos setores de esquerda é que isso impediria
a participação dos trabalhadores na mobilização.

Na versão de Perly, pela manhã, de fato ocorreu uma passeata organizada pelos sindicatos e
movimentos populares, depois de uma reunião convocada pela Frente de Mobilização Popular
(FMP) e realizada no Sindicato dos Estivadores. A passeata, que saiu da região do Porto de
Vitória, seguiu em direção à Praça Oito, onde teria encontrado Chiquinho no caminho, quando
o governador se dirigia para o Palácio Anchieta.

“Nesse contato, as lideranças sindicais e dos movimentos populares abordaram o governador e
cobraram uma posição de Chiquinho sobre o golpe e ele, que era muito esperto, disse que ‘estavaao lado do povo’, que era ‘amigo de Jango’ e que eles não precisavam se preocupar. A passeata então prosseguiu seu percurso e ele seguiu para o Palácio Anchieta”, garantiu.

A paralisação do transporte confirmada em outros depoimentos

No que diz respeito à paralisação dos transportes, talvez essa seja uma lacuna de memória de
Perly, absolutamente normal para fatos que ocorreram há seis décadas. Afinal, além do relato
de OJ, ela foi confirmada pelo depoimento de três personagens que também tiveram
participação ativa nos acontecimentos daquele fatídico dia: os ex-líderes estudantis Antônio
Caldas Brito, Renato Viana Soares e Zélia Malusa Stein, essa última já falecida, no Uruguai, em
entrevista que me concedeu há mais de 25 anos.

Caldas Brito, na época calouro da antiga Faculdade de Economia, disse lembrar do bloqueio da
Jerônimo Monteiro por tambores grandes de aço, que teriam sido colocados a mando do então
representante da Caixa Econômica Federal do Espírito Santo, Rubens Gomes, trabalhista
histórico e janguista de carteirinha. Ex-diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE), o
economista disse não lembrar se houve mesmo o confronto na Jerônimo Monteiro, até porque
se encontrava na antiga sede da UEE, na Rua Washington Luiz, na Cidade Alta, tomada pela
ditadura em 1967 e demolida há alguns anos pela Ufes, para a qual o prédio foi passado, depois
de anos de abandono e totalmente depredado.

Já Renato Soares relatou lembrar bem do bloqueio da avenida Jerônimo Monteiro e da
paralisação do transporte, pois pegou carona com uma colega de faculdade, que estava com
receio da reação do pai conservador diante da ação dos trabalhadores da orla portuária, que
haviam atendido a convocação de greve geral feita nacionalmente pelo CGT.

“Tivemos que escolher outro percurso, para ficarmos mais próximos da Fafi (antiga Faculdade de Filosofia da Ufes)”, contou.

A cópia de uma foto do jornal A Gazeta, enviada pelo jornalista Rubinho Gomes, filho de Rubem
Gomes, embora não tenha boa definição, se não pode confirmar o confronto da PM com os
manifestantes, é a prova cabal de que pelo menos o governador realmente desceu as escadarias
do Palácio para acalmar os ânimos. Na foto, Chiquinho aparece no centro da imagem como
protagonista, como se estivesse discursando, se colocando entre policiais militares que estavam
às suas costas e os manifestantes na frente.

A manifestação dos estudantes e a dubiedade de Chiquinho

Uma passeata realizada no período da tarde pelos estudantes, que foram até o Palácio Anchieta
também cobrar uma posição do governador Lacerda de Aguiar sobre o golpe, também compõe
o roteiro dos dramáticos acontecimentos que marcaram o dia 1º de abril em Vitória. A sede do
governo havia sido cercada pela PM, mas em seu conhecido estilo populista, Chiquinho não
deixava de atender quem o procurasse e recebeu em seu gabinete uma comissão de estudantes,
tendo entregado uma cópia – há versões de que ele apenas mostrou a nota aos integrantes da
comissão – de uma nota genérica, que falava em “defesa da legalidade e da democracia”.

Com o retorno da comissão que havia sido recebida por Chiquinho, a posição ambígua do
governador foi entendida pelos estudantes como contrária ao golpe. Eles então comemoraram
e aplaudiram o suposto posicionamento do então chefe do Executivo estadual. Na manifestação,
Perly Cipriano e Renato Soares, companheiros de militância no ME e no velho Partidão,
carregavam juntos um quadro negro.

De acordo com Perly, os estudantes teriam escrito no quadro negro a frase: “O governador é
contra o golpe”, causando reação imediata dos policiais militares, que obrigaram os
manifestantes a apagá-la. Na versão de Renato Soares, a frase escrita foi “Abaixo a ditadura”,
escrita com o giz deitado. No entanto, ele não se lembra de nenhum conflito entre os policiais e
os estudantes na manifestação.

O que o ex-líder estudantil guarda bem na memória é o que foi dito aos estudantes por um dos
sargentos que montavam guarda no Palácio. “Uma das palavras de ordem que escrevemos no
quadro era ‘soldado é povo fardado’. O sargento disse para nós: ‘estou com Jango, mas se o
capitão mandar eu atirar, saiam da frente. Não houve tiro”, contou.

A longa Noite dos Cristais da Democracia brasileira

A nota de Chiquinho seria posteriormente distribuída e publicada pela imprensa como a
manifestação do apoio do governador aos golpistas, depois que a vitória do golpe estava
claramente delineada. Depois de comemorar o dúbio posicionamento de Lacerda de Aguiar, os
estudantes seguiram em passeata na direção do Porto de Vitória. Após a manifestação, os
estudantes se dirigiram para a sede da UEE, onde iniciaram uma dramática vigília, que duraria
toda a noite e madrugada, com os ouvidos postos às notícias que eram divulgadas pelo rádio.
Uma outra vigília foi montada no Sindicato dos Estivadores, pelos trabalhadores da orla
portuária.

Enquanto isso, a rebelião militar iniciada por Mourão não apenas se consolidou, como se tornou
vitoriosa, com a adesão das principais unidades militares de todo o país.

Na madrugada do dia 2 de abril, o presidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a presidência da República, mesmo com Jango estando no território do país.

O presidente havia ido à Porto Alegre (RS), para discutir uma possível resistência ao golpe com o cunhado, o então deputado federal Leonel Brizola, e o comandante do III Exército, general Ladário Pereira Teles, que mantinha posição em favor da legalidade.

Jango preferiu não resistir militarmente ao golpe, contrariando Brizola, alegando que não queria
causar um “banho de sangue” no país.

O presidente deposto seguiu primeiro para o interior do
Rio Grande Sul e depois para o exílio no Uruguai, onde morreu em 1976, em circunstâncias até
hoje consideradas suspeitas. Talvez o então presidente, de estilo mais conciliador que Brizola,
acreditasse que esse seria apenas um breve um interregno autoritário e ele poderia retornar à
vida pública no Brasil.

Como muitas lideranças políticas civis que acreditaram que os militares golpistas iriam devolver
o poder aos civis, Lacerda de Aguiar acabaria sendo engolido por eles, que trataram de tirar da
vida pública todos os políticos que fossem considerados populistas e/ou com apelo popular
como Chiquinho.

Depois de enfrentar um processo de impeachment, ele foi obrigado a renunciar
ao governo, no início de 1966. O país foi mergulhado numa longa noite de escuridão que durou
21 anos de ditadura.

De acordo com a edição do dia 3 de abril de OJ (p. 4, cad. 4), as atividades na Capital do Espírito
Santo começaram a voltar à normalidade na manhã do dia 2, com a abertura do comércio, dos
bancos e repartições públicas. Havia falta de pão, por conta da greve dos padeiros.

Os trabalhadores da orla portuária permaneciam em greve, mas o governador Chiquinho nomeou
um militar como diretor do Porto de Vitória. Esse foi o último setor a encerrar a greve convocada
pela CGT.

aiba-mais-balao.jpg 5 de abril de 2025 23 KBNo mesmo dia, também se iniciaram as prisões dos “comunistas” e “subversivos”capixabas, que foram levados para o quartel do 3º BC e as celas da antiga Chefatura de Polícia Civil, no Centro.

Um dos três artigos que produzi sobre os 60 anos do golpe civil-militar de 1• de abril de 1964 no Espírito Santo, publicados em 2024.

Jornal A Gazeta

https://www.agazeta.com.br/pensar/60-anos-do-golpe-no-es-o-comeco-o-fim-e-o-meio-na-imprensa-capixaba-0424

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Veja a reprodução do artigo do linki abaixo logo em seguida.

Alexandre Caetano | A noite que durou 21 anos: 60 anos do golpe de 1º de abril de 1964 – Don Oleari Portal de Notícias

60 anos do golpe

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Respostas de 6

  1. Comentário do escritor @Marcos Tavares:

    – É incrível como essas publicações omitem o nome de Benjamin Carvalho Campos, no ES o 1º cassado em 1964, também, antes (deputado estadual , PCB) cassado pela ditadura getulista. Escreverei artigo a respeito dele: “Sua afinidade com os movimentos sindicais, com Siqueira Campos (atual Guaçuí – ES), com os nomes em comum das respectivas esposas (Zélia), criaram fortes vínculos empáticos e estreitaram ainda mais os laços com o então Governador Francisco (Chiquinho) Lacerda de Aguiar já em 2º mandato (31.01.1963 – 5.04.1966), daí que, em almoços, em sua casa no final da Rua Sete, logo acima de O Diário, vinha o carismático mandatário a aconselhar-se com ele. Era Benjamim um grande leitor de Marx, Engels, Lênin, detentor de sólida base teórica a ponto de ministrar doutrina, de elaborar de manifestos. Conhecia a História, em especial os levantes anticolonialistas, assim evitando repetição e erros.”

  2. @Tavares, seu comentário foi repassado ao professor, jornalista e pesquisador @Alexandre Caetano. Don Oleari.

  3. @Marcos Tavares, eu tive a honra de conhecer pessoalmente o operário da construção e ex-deputado estadual comunista Benjamin Carvalho Campos. Mais do que isso, participei de eventos e reuniões em que ele participou, já na década de 1980, como durante uma vinda à Vitória do ex-lider comunista Luiz Carlos. Prestes. Benjamin teve o mandato de deputado estadual cassado em 1947, não em 1964, quando o PCB (então Partido Comunista do Brasil) teve o registro cassado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) num polêmico julgamento. E não foi durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945), mas sim no governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra (1946-1950), já como eco das tensões da Guerra Fria, iniciada no período posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial.

  4. Meu caro @Marcos Tavares. Felizmente tive não só a honra de conhecer, como participar de eventos e reuniões com o operário da construção civil e ex-deputado estadual constituinte Benjamin Carvalho Campos durante a década de 1980, como numa vinda à Vitória do líder comunista Luiz Carlos Prestes. “Seo” Benjamin, como era carinhosamente chamado teve o mandato de deputado estadual constituinte cassado em 1947, depois que o PCB (então Partido Comunista do Brasil) perdeu o registro num polêmico julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal). Não foi durante a ditadura do Estado Novo (1937’1945), mas sim no governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra (1946-1950).

  5. Resposta do jornalista @Alexandre Caetano:

    [23:45, 19/04/2026] Alexandre Caetano Jornalista: Meu caro @Marcos Tavares, eu não apenas tive a honra de conhecer pessoalmente o operário da construção civil e ex-deputado estadual comunista Benjamin Carvalho Campos, como participei de eventos e reuniões políticas junto com ele na década de 1980, como quando o líder comunista, Luiz Carlos Prestes esteve em Vitória.

    O “seo” Benjamin, como era carinhosamente chamado entre os movimentos populares, teve o mandato de deputado estadual constituinte cassado em 1947, quando o PCB (o então Partido Comunista do Brasil) perdeu o registro num polêmico julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal). Era o governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra (1946-1950) e não durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945).
    [23:46, 19/04/2026] Alexandre Caetano Jornalista.