
Desafios Ambientais
Desafios Ambientais aparecem pela primeira vez no cenário dos ODS
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Capa | “Fotogarfada” do G1 – No clima seco da vegetação da caatinga, desertificação remove cobertura do solo e dificulta a regeneração das plantas. — Foto: Celso Tavares/G1
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
CÉSAR ALBENES – [email protected]

No texto passado, falamos da Agenda 2030 e a questão social. Neste, vamos discutir a Agenda 2030 e e os desafios ambientais.
Entre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), temos quatro que tratam de pautas ambientais:
ODS 6 (Água Limpa e Saneamento),
ODS 13 (Combate às Alterações Climáticas),
ODS 14 (Vida embaixo D’água) e
ODS 15 (Vida sobre a Terra).

O ODS 6 propõe assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e do saneamento para todos.
A água é item central da pauta para a discussão do desenvolvimento sustentável.
O acesso à água e ao saneamento está intimamente ligado à redução da pobreza, ao crescimento econômico, à saúde, à segurança alimentar e nutricional.
Esse acesso contribui para melhorias no bem-estar e na inclusão social.
A falta de saneamento básico impacta negativamente a saúde, elevando seus custos, e o bem-estar das populações, contamina o solo, os rios, os mares e as fontes de água para o abastecimento.

O ODS 13 propõe tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.
O aquecimento é global, mas a influência é local. A mudança do clima tem ficado cada vez mais evidente.
É um problema global, que reflete na vida de cada cidadão. Esse objetivo trata da importância da resiliência e da capacidade de adaptação dos agrupamentos humanos aos riscos associados à mudança do clima e às catástrofes naturais.
Precisamos dar atenção para as ações que devem ser feitas no nível municipal para ajudar a combater a mudança do clima e seus impactos.

O ODS 14 propõe conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
Esse objetivo busca promover a sustentabilidade das zonas costeiras e dos oceanos.
Em muitas cidades costeiras são lançados esgotos, resíduos industriais e sólidos diretamente no mar.
Mas não são só as cidades litorâneas as responsáveis por esse mal.
As cidades do interior também têm responsabilidade sobre a contaminação dos oceanos ao poluir seus rios e lagos, já que tudo deságua no mar.
Assim, ainda que o município não seja litorâneo, a poluição dos seus recursos hídricos terá como resultado final direto ou indireto a poluição dos mares.
É preciso também conservar os recursos marinhos e utilizá-los de forma sustentável para continuar aproveitando os benefícios que eles nos trazem.
O objetivo alerta para a pesca sem controle, que pode comprometer muitas espécies marinhas e o consumo de pescados das próximas gerações.

O ODS 15 propõe proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres e gerir as florestas de forma sustentável .
É preciso combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
Esse ODS trata da preservação dos ecossistemas terrestres, das florestas e da biodiversidade que já existem e da reversão dos anos já causados.

Deter o desmatamento é importante para evitar processos de desertificação.
É importante também preservar a biodiversidade e as espécies ameaçadas, controlando a caça ilegal e o tráfico de espécies da fauna e da flora.
O Brasil abriga aproximadamente 20% da biodiversidade mundial.
O país possui também uma rica sócio-biodiversidade, representada por mais de 200 povos indígenas e por diversas comunidades tradicionais que detêm um vasto conhecimento sobre a conservação da natureza.
Esse capital natural e os serviços ecossistêmicos a ele vinculados são fundamentais.
O abastecimento de água, a polinização de culturas ou a proteção contra fatores climáticos extremos, são de grande importância para a sociedade e a economia brasileiras.
Todos esses temas são vitais para o equilíbrio ecológico e para o bem-estar das sociedades no nível global.
Governos locais
Os governos locais têm um papel como provedores de serviços (especialmente água, saneamento e gestão de resíduos sólidos), somado à sua capacidade de incentivar mudanças de comportamentos nas comunidades.
Nesta dimensão ambiental está colocada a sobrevivência das fontes da vida, a preservação da água, da vida na terra, e a necessidade do controle das fontes da poluição e da diminuição da emissão de gases do efeito estufa.
Para serem resolvidos ou minimizados, estes problemas precisam do envolvimento de toda a sociedade e de políticas públicas articuladas por parte do Estado.
Assim, a preocupação com os desafios ambientais se coloca como uma das dimensões fundamentais do desenvolvimento sustentável dentro da Agenda 2030 da ONU.
César Albenes de Mendonça Cruz
Professor Universitário, Pesquisador da Agenda 2030 da ONU, Consultor de Políticas Públicas, Escritor e Palestrante.
Desafios Ambientais
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