dia do Solo
AQUI VILA VELHA | GRANDE VITÓRIA/ES
HISTÓRIA |
DIA DA COLONIZAÇÃO DO SOLO ESPÍRITO-SANTENSE

RODRIGO MELO REGO
O 23 de maio marca uma data importante na formação histórica do Espírito Santo: o início oficial da colonização do solo espírito-santense.
Vamos a uma abordagem de história mais viva, esperando que alguns bustos de mármore não venham a “estremecer” discretamente nas praças públicas do estado.
Mas, diferente daquele tom solene e “empolado” que às vezes acompanha essas efemérides, dá pra contar essa história de maneira mais humana – e até curiosa.

Mas a vida real, como quase sempre, era bem menos cinematográfica.
Em 1535, o donatário português Vasco Fernandes Coutinho chegou à região da atual Vila Velha – na lendária Prainha – acompanhado de colonizadores.
Fora alguns degredados indesejáveis, que a Corte Portuguesa queria bem distante da sede do Reino. Eram a nata da pilantragem portuguesa, que El Rei mandava empurrar para as naus e para outros lados do mundo.
O que buscavam? Tentavam transformar uma faixa do litoral brasileiro em parte funcional do Império Português.
Não era exatamente uma missão romântica.
O objetivo era ocupar território, produzir riqueza, garantir domínio da costa e evitar que outras potências europeias resolvessem “passar pra tomar um café” por aqui.
Só que o Espírito Santo real do século XVI não tinha nada de cenário pronto esperando colonizador desembarcar.
Havia povos indígenas vivendo na região, havia resistência, conflitos, doenças, mata fechada, isolamento e dificuldades práticas.
Tudo isso transformava qualquer tentativa de ocupação numa aventura bem menos gloriosa do que as pinturas históricas sugerem.
Durante muito tempo, aliás, a Capitania foi considerada pobre e problemática.
Faltava estrutura, sobravam dificuldades e a economia andava longe das áreas mais ricas da colônia.
Não por acaso, o Espírito Santo passou séculos mais como território estratégico, de passagem o ouro das Minas Gerais, do que como prioridade econômica portuguesa.
Ainda assim, aos trancos, conflitos e improvisos, surgiram os primeiros núcleos urbanos, caminhos comerciais e atividades agrícolas que ajudaram a formar o estado.
A ocupação foi acontecendo devagar, misturando influências indígenas, portuguesas, africanas e, depois, de diversos grupos de imigrantes que também deixariam suas marcas na cultura da região.
Talvez a melhor forma de olhar para o 23 de maio hoje seja sem aquele verniz de “epopeia civilizatória” típico dos livros antigos de hisória mal contada.
A colonização foi um processo histórico complexo, cheio de interesses econômicos, disputas de poder, violência, sobrevivência e encontros culturais.
Bem menos estátua de bronze. Bem menos história empolada, cheia de arroubos pueris. Bem mais vida real.
Que não é tão bonita quanto as firulas verborrágicas fanasiosas de velhos historiadores (Rodrigo Melo Rego).
Rodrigo Melo Rego é jornalista, historiador, especialista em Estudos Literários de pesquiisador de literatura herótica
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Respostas de 4
E daí? Pelo menos dois a três livros sobre o início da colonização de nosso Espírito Santo esperava encontrar, como exemplo, serem citados pelo autor. Critica e críticas, cansam o leitor. Sempre lembro de A Capitoa, da nossa acadêmica Bernadette Lyra. Omiti seus outros títulos acadêmicos. E da palestra que assisti, 20/5/2026, no IHGES, sobre os acordos das tribos indígenas, que se aliaram aos portugueses e locais, para preservar a Capitania de invasores estrangeiras.
Pelo texto, o autor não é muito afeito aos historiadores convencionais, que repetem ou inventam mais algumas lendas para animar a fantasia de pintores sob encomenda.
Vamuquivamu.
O palestrante de alto nível e mostrou por meio de mapas e literatura os embates do século XVI na capitania do Espírito Santo. A ajuda de Mem de Sá a Vasco Coutinho por meio de envio de indígenas ao ES
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Podem contestar o autor, podem concordar, podem acrescentar, enfim, o espaço é amplamente aberto à participaçao de todos.
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