FGTS
FGTS faz 40 anos, enquanto muitos fundos são usados para negociatgas e roubalheiras

ARTIGO |
ALENCAR GARCIA DE FREITAS
Vitória – ES, 7/10/2025 – 21h15m
O Brasil é, historicamente, um país de fundos — de todas as naturezas e propósitos.
Entre eles, o mais conhecido é o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), criado em 1966, durante o regime militar, sob o governo do marechal Castello Branco.
Costumo dizer que cada presidente da República, independentemente da ideologia ou “cor da camisa”, deixa algo de positivo como legado. Exemplos não faltam.
O FGTS, nascido sob os ultradireitistas militares, permanece até hoje, com quase 44 milhões de contas ativas, como uma das mais duradouras políticas trabalhistas do país.
Depois, com Fernando Collor de Mello, também de direita, veio o SUS (Sistema Único de Saúde) — uma criação que, décadas depois, continua sendo referência, a ponto de inspirar sistemas públicos em outros países da América Latina.
Mais adiante, no governo Fernando Henrique Cardoso, de perfil mais liberal, vieram duas marcas decisivas: o Plano Real, que consolidou a moeda nacional após anos de instabilidade, e a primeira grande reforma bancária, estruturando o sistema financeiro que conhecemos hoje. O Real, aliás, está prestes a completar 40 anos de existência, firme e respeitado.
Por fim, Luiz Inácio Lula da Silva deixou seu legado na forma de programas sociais abrangentes, voltados a diversos públicos.
Porém, o longo “reinado” de poder do PT — quase duas décadas somadas — também trouxe suas sombras.
As inesquecíveis “pedaladas fiscais” que custaram o cargo à presidenta Dilma Rousseff – ou “presidenta”, como preferia ser chamada.
Talvez esquecendo a velha lição escolar de que o artigo, e não o substantivo, é quem define o gênero.
Depois do FGTS, o Brasil tornou-se, possivelmente, o país com maior número de fundos: de aposentadoria, de cooperação técnica, de desenvolvimento disto e daquilo.
Muitos deles, contudo, acabam funcionando apenas como dutos de dinheiro público, alimentando esquemas e interesses políticos, para não se falar nas roubalheiras.
Não são raras as situações em que esses fundos servem mais para irrigar malas e gabinetes do poder do que para cumprir suas finalidades originais.
Casos como os denunciados no início dos governos petistas — e revelados em delações premiadas, como a de Antonio Palocci — são exemplos emblemáticos.
Aliás, por onde andará esse “pobre coitado”?
FGTS
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