Memorandos para a tribo
COLUNA TUDO É CULTURA | TODAS AS CULTURAS
TEXTO DO PROFESSOR VITOR CEI
Memorandos para a tribo, quarto livro de poesia de Fernando Achiamé, tece versos que guardam o que a mente não esquece.
Os poemas, em sua maioria extensos, exigem leitores de boa vontade, dispostos a ler, reler, refletir, repensar, mergulhar no texto e dele emergir por meio de outros textos e contextos.
A voz poética, descrita por Bith como “à vera vivida e, portanto, experiente”, nos impele à leitura e à literaluta.
Através de versos polimétricos, ricos e diversos, o poeta lapida seu estilo com esmero. A linguagem de Achiamé, dinâmica e versátil, acompanha as mudanças de tom e humor ao longo de sua trajetória neste século XXI.
Nesse sentido, os poemas revelam conexões profundas com a realidade histórico-social. Por um lado, com horror e melancolia, na forma de uma consciência dilacerada pelo tempo, os versos perpassam diversas guerras, atentados terroristas e os “despojos de cruenta guerra cultural”.
Por outro lado, com nostalgia, o poeta nos leva a lugares de memória, em Vitória e outras cidades. Há espaço para o humor, em poemas que celebram viagens, encontros e risos, bebedeiras e gargalhadas.
Ao longo da obra, nos deparamos com impressões irônicas, intertextualidade e intermidialidade, religiosidade, a natureza e a cidade, a política e a cultura, um universo poético que convida à leitura.
Chega de prosa! Vá, mergulhe nos versos que convidam à união da tribo varrida de poetas e leitores de poesia (Vitor Cei).
Vitor Cei é Escritor e professor da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo)
Memorandos para a tribo
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