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Aline Moreno decidiu ser palhaça e colaborar para curar por meio do riso com projetos socioculturais | 4/11

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O caso – “case” – de Aline Moreno, uma jovem artista que decidiu ser palhaça, fundou o projeto Palhaços Sem Fronteiras no Brasil e já ajudou, por meio do riso, a dar apoio emocional a mais de 400 mil pessoas.

“Imaginar para construir, rir para transformar”, este é o mote dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil neste 7º ano de atuação.

A atriz, professora e mãe paulista de 37  anos, Aline Moreno, percebeu logo que entrou na escola profissionalizante de Artes Cênicas que a comédia  era o caminho que queria seguir em sua carreira profissional.

Percebendo os benefícios do riso para si e para os outros, Aline decidiu que seria palhaça, e que o riso seria sua principal ferramenta para romper fronteiras. Mais do que uma palhaça, Aline decidiu que seria uma Palhaça sem fronteiras.

Foi assim que começou a jornada de Aline Moreno, fundadora e diretora executiva dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil, uma organização social sem fins lucrativos.

Seu objetivo é fazer do riso uma ferramenta para lidar com os desafios sociais, capaz de auxiliar na melhora emocional das pessoas, principalmente as que passaram por situações traumáticas. Presente no país desde 2016, a organização já atuou em 10 estados brasileiros e 6 países da América Latina com espetáculos profissionais e atividades pedagógicas em áreas de vulnerabilidade socioeconômica e crise humanitária.

Para alcançar seus ideais e chegar onde está hoje, Aline resolveu focar na sua carreira de palhaça. Fez seu primeiro curso em 2005 mas foi em 2009 que ela decidiu que seria palhaça profissional, ao estudar com Guillermo Angelelli, professor de palhaçaria argentino, e depois disso não parou mais.

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Aline Morena, palhaça sem fronteiras

Em 2011 Aline se mudou para Barcelona. Como inicialmente não conseguiu ser voluntária com os Palhaços Sem Fronteiras, ela decide organizar um projeto nos campos de refugiados Saarauis, na Argélia, região do Saara Ocidental que vive uma guerra e até hoje luta para ser um país livre.

O projeto foi realizado pelo grupo Cromossomos e apadrinhado pelos Palhaços Sem Fronteiras Espanha. Formado por 12 artistas brasileiros, espanhóis, venezuelanos, chilenos e italianos, o grupo realizou espetáculos para as crianças Saarauís em campos de refugiados. A experiência confirmou o desejo da artista de fundar a organização em território brasileiro.

“Foi incrível! Uma experiência maravilhosa e inesquecível que só fez aumentar minha certeza que era este o meu caminho. Eu acredito no poder do riso e sei o quanto ele pode transformar a gente e nosso entorno”, afirma Aline, que depois disso decidiu que esse seria seu propósito de vida.

“Ainda hoje muita gente me pergunta por que levar espetáculos de circo nestes contextos, por que arte e não comida, por exemplo. Sabemos que são muitas as necessidades a serem atendidas, além de moradia, alimentação e trabalho. Mas, para cuidar delas, é preciso ter força e esperança. Acreditamos que o riso ajuda na melhora da saúde emocional, pois ele é um elemento de regeneração afetiva. Contribui para que as pessoas expressem suas emoções e paixões alegres, voltem a acreditar e tenham forças para enfrentar as dificuldades”, destaca Moreno.

“Imaginar para construir, rir para transformar”, este é o mote dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil neste 7º ano de atuação.

No Brasil, a operação da organização começou em 2016. O país foi o primeiro da América Latina a fazer parte da entidade internacional Clowns Without Borders International e, desde então, realiza espetáculos e formações de palhaçaria e artes circenses, que valorizam o trabalho artístico pedagógico e geram impactos sociais nas comunidades afetadas por crises humanitária, climática, socioeconômica e de violência.

“Dedico minha vida à palhaçaria desde muito jovem. Nesses anos tenho percebido que o riso promove encontros muito potentes e que olhar para nosso ser risível é algo que pode transformar o indivíduo e, como consequência, o coletivo. Em uma sociedade em que ser perfeito é a meta, a palhaçaria mostra que somos todos imperfeitos e incríveis por sermos assim: ter abertura para o erro e para ser tonto é fundamental para rir (existir).”

Com uma rede de 80 artistas profissionais, a organização já realizou projetos em 10 estados brasileiros. Estes receberam oficinas, apresentações e formações para profissionais sociais. Só em 2022, foram 120 espetáculos que impactaram diretamente mais de 20 mil pessoas.

“Nosso cerne reside no aprendizado e visa contemplar a complexidade da união entre a palhaçaria e os direitos humanos. Queremos inspirar ideias criativas a partir da alegria. O impacto social está em contribuir para a recuperação de traumas e a regeneração socioemocional de crianças e jovens através da imaginação, empatia, palhaçaria e artes circenses – nossas ferramentas-chaves”, explica a fundadora e diretora executiva dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil.

Projetos do PSFB

Logo no início de suas atividades, o Palhaços Sem Fronteiras Brasil (PSFB) atuou com o projeto “Riso Doce”, em parceria com a Cia Cromossomos nas comunidades ribeirinhas do Rio Doce, que abrangem áreas impactadas pelo desastre ambiental decorrente do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), e Espírito Santo. A iniciativa ganhou três edições nos anos de 2016, 2017 e 2019.

“Já existem estudos científicos que confirmam que os nossos programas reduzem os sintomas de estresse pós-traumático, especialmente em crianças com sintomas de depressão e conflitos comportamentais”, destaca a palhaça.

Em-baixa-dores

Outra iniciativa que merece destaque é a “Jornada dos Em-baixa-dores”, que convida artistas locais do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba e Tocantins, para realizar ações em espaços como escolas, casas de apoio ao imigrante e nas periferias desde 2022.

Aline destaca um exemplo nesta jornada dos Em-baixa-dores, o projeto Japuká, que facilita o acesso de crianças indígenas das comunidades Guarani e Kaiowá da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, à palhaçaria e ao circo.

Outro projeto lembrado pela palhaça é o “Rastro Riso”, que também faz parte dos Em-baixa-dores e contribui para a saúde mental, regeneração afetiva e melhoria da autoestima de crianças e jovens moradores de quatro municípios da Baixada Fluminense, na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro.

“São vários projetos incríveis, que me honram muito. O programa “Emergência do Riso”, por exemplo, tem como objetivo apresentar espetáculos que promovem conforto e resiliência para populações atingidas por desastres e crimes ambientais. Já estivemos com esse trabalho em Brumadinho (MG), Petrópolis (RJ), São Sebastião (SP), Rio Doce (MG) e na ilha de Saint Martin, na América Central”, reforça Aline.

A diretora dos Palhaços Sem Fronteiras Brasil também enfatiza a importância do trabalho que começou com um sonho e se transformou em um canal de ajuda e colaboração por meio do riso que impacta pessoas do mundo inteiro.

Atualmente, a CWBI está em 13 países: África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Índia, França, Reino Unido, Suécia e Suíça. Todas as seções são não-governamentais, independentes e sem fins lucrativos, sem filiação religiosa ou político-partidária.

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Edição, Don Oleari – [email protected]

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
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