
IN MEMORIAM

DON OLEARI MEMÓRIA
MANOEL GOES NETO
CAPA | Maurício – foto: gildo loiola
Compositor e arranjador Mauricio de Oliveira é reconhecido como um dos principais nomes da música no Espirito Santo.
Foi violonista e cavaquinista. Nasceu em 1924, mas foi registrado somente em 1925.
Aprendeu a tocar o violão aos 6 anos de idade. Aos 11 anos já era um virtuose se apresentando como violonista. Aos 14 anos estreou na Rádio Espirito Santo.
Ao longo da sua carreira foi considerado um dos mais destacados interpretes da obra do mestre Heitor Villa-Lobos.
Formou o Regional Maurício de Oliveira e apresentava-se interpretando músicas autorais e de outros compositores de choro e música popular.

Seu filho Tião Oliveira (Sebastião dos Santos Oliveira) também integrava o regional, tocando violão e cavaquinho.
O conjunto fez várias apresentações no Espírito Santo e no Brasil, incluindo o Clube do Choro em Brasília (DF) e viajou também para outros países, como Cuba e Portugal.
Deixou muitas composições autorais.
Após seu falecimento, em 2009, a faculdade de música do Espírito Santo recebeu seu nome, passando a se chamar FAMES Maurício de Oliveira.
No mesmo ano, foi instituído o dia do Músico em Vitória, que passou a celebrado no dia de seu nascimento, 19 de julho.
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo criou também a Comenda Maurício de Oliveira entregue a personalidades importantes nas artes do Estado.
Em 2016, a Prefeitura de Vitória inaugurou uma estátua de bronze em tamanho natural de Maurício de Oliveira no Calçadão de Camburi, obra do escultor argentino Fernando Poletti, retratando o músico tocando seu violão.
Faleceu em Vitória, em 2009 aos 84 anos (fonte Acervo da Ufpel). Da Revista Som & Arte nº 1 – setembro de 1996, pág. 05:
“Quem nunca viu um violão rir, cantar, chorar, lamentar-se, dançar ou meramente conversar, não viu o músico Maurício de Oliveira acariciar as cordas de seu Takamine, o violão utilizado por ele em suas apresentações. Nas mãos do mestre, este objeto inanimado de madeira com seis cordas se transforma. Cria vida e é capaz de arrancar suspiros involuntários da plateia, seja ela composta por duas ou duas mil pessoas. Como amante atencioso, Maurício de Oliveira conhece bem cada som de seu instrumento, e vê-lo tocar é um ato de profundo amor”.
Qualquer historiador ou mesmo um curioso pela história de nossa cultura fatalmente irá deparar-se com Maurício de Oliveira. Coincidência? certamente que não.
Maurício de Oliveira com seus mais de setenta anos de canções tomou-se o principal músico do Espírito Santo, uma referência como valor de nossa terra e como incentivador do rompimento das barreiras postas à música local. Dizia sempre:
“o violão é a minha alma, a minha alma é o violão”.
Filho de pescador, sempre respondia ao seu pai, quando perguntado o que seria quando crescesse respondia:
“quero ser um pescador de sons!” Portanto, é merecedor de todas as homenagens no seu centenário, 1925/2025.
Manoel Goes – escritor, produtor cultural e diretor no IHGES
Eventos reverenciando Maurício de Oliveira
Quinta-feira (17)
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19h: Sessão solene “O som que vem da alma: centenário de Maurício de Oliveira” e entrega da Comenda Maurício de Oliveira – Plenário Dirceu Cardoso (Ales)
Sexta-feira (18)
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8h: Documentário “Pescador de sons” – TV Ales
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8h30m: Reportagem especial “Maurício de Oliveira” – TV Ales, dentro do programa Na Cidade
Sábado (19)
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20h: Concerto “Maurício de Oliveira 100 anos” – Teatro Universitário, Ufes
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22h: Reexibição do documentário “Pescador de sons” – TVE
Domingo (20)
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10h: Programa “Choro é Livre” – Espírito Santo FM 89.1
pescador de sons
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