
Fábula da Águia
Uma Fábula da Águia é uma fábula da águia com dois falcões
NEC = Nota do Editor Chefão, Don Oleari |
O autor deixou ao Editor a livre escolha das imagens.
Como também deixou ao leitor atribuir nomes às aves de rapina – Águia e Falcões.
Amaral supõe que, como a fábula, a imaginação é livre (Don Oleari).
PANO DE FUNDO \ POLÍTICA \ BASTIDORES

EDILSON LUCAS DA AMARAL
Em um reino cercado por montanhas e rios, houve um tempo em que uma grande Águia governava os céus.
Sob seu voo firme, o reino prosperou: as colheitas eram fartas, as rotas seguras e os ninhos protegidos.
Com o passar dos anos, a Águia deixou o ponto mais alto da montanha e passou a viver entre as nuvens mais baixas.
Já não aparecia tanto, mas todos ainda se lembravam da época de abundância sob seu comando.
Enquanto isso, dois jovens Falcões surgiram.
Um deles governava a Capital do Reino, ágil, comunicativo e admirado.
O outro comandava uma grande cidade ao lado da Capital do Reino, estrategista e disciplinado.

Certo dia, a Águia voltou a planar alto e declarou:
— “É tempo de preparar a nova geração. Apoiarei o jovem Falcão da Capital para que ele voe ainda mais alto.”
O reino vibrou. Parecia o gesto de um líder maduro, disposto a passar o bastão.
Mas a Águia conhecia os ventos como ninguém.
Naquele ano, duas torres seriam abertas na grande montanha para os Guardiões do Horizonte (as duas vagas do Senado).
E apenas um trono estaria disponível no pico mais alto (o Governo).
Então a Águia revelou seu verdadeiro plano:
— “Eu subirei novamente ao ponto mais alto da montanha para proteger todo o reino. E os dois Falcões, jovens e fortes, ocuparão as torres gêmeas para guardar o horizonte.”
O povo entendeu.
A Águia voltava não como passado, mas como eixo de estabilidade.
E os dois Falcões não eram rebaixados — eram posicionados como guardiões estratégicos.
Assim, o reino teria:
Experiência no comando.
Renovação na linha de frente.
Força dobrada na defesa.
E a Águia, mesmo fora dos holofotes por um tempo, mostrou que quem conhece os ventos não precisa bater asas o tempo todo — basta saber a hora certa de subir.
Moral da fábula:
A verdadeira liderança não é sobre aparecer, mas sobre saber ocupar o lugar certo na hora certa – e posicionar os aliados onde podem vencer.
Fábula da Águia
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